{"id":18389,"date":"2019-01-14T18:16:44","date_gmt":"2019-01-14T20:16:44","guid":{"rendered":"https:\/\/canalfolia.com.br\/patricia-galvao-a-pagu-e-homenageada-em-peca-no-teatro-martim-goncalves\/"},"modified":"2019-01-14T18:16:44","modified_gmt":"2019-01-14T20:16:44","slug":"patricia-galvao-a-pagu-e-homenageada-em-peca-no-teatro-martim-goncalves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/patricia-galvao-a-pagu-e-homenageada-em-peca-no-teatro-martim-goncalves\/","title":{"rendered":"Patr\u00edcia Galv\u00e3o, a Pagu, \u00e9 homenageada em pe\u00e7a no Teatro Martim Gon\u00e7alves"},"content":{"rendered":"\n<p>Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Mara Lobo ou Solange Sohl. Militante comunista, escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, cartunista ou jornalista. Muitos nomes e adjetivos podem ser atrelados a Pagu, mas a frase que a melhor define \u00e9: grande mulher da Hist\u00f3ria do Brasil. \u00c9 a voz dessa personalidade que a pe\u00e7a <em>EU PAGU<\/em> leva ao palco do Teatro Martim Gon\u00e7alves, com entrada gratuita.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O espet\u00e1culo faz apenas tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es, de sexta (18) a domingo (20). Sexta e s\u00e1bado a apresenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00e0s 20h e no domingo \u00e0s 19h. <em>EU PAGU<\/em> \u00e9 um projeto do grupo A Panac\u00e9ia, que em 2019 completa 11 anos. A curt\u00edssima temporada \u00e9 a formatura em Artes C\u00eanicas pela UFBA da diretora convidada pelo grupo, Let\u00edcia Bianchi. A montagem \u00e9 encenada pelas atrizes Camila Guilera, Larissa Lacerda e Larissa Lib\u00f3rio.<br><\/p>\n\n\n\n<p><em>EU PAGU<\/em> \u00e9 a terceira montagem dirigida por Bianchi, que venceu a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Braskem de Teatro na categoria revela\u00e7\u00e3o. Ela foi escolhida pela dire\u00e7\u00e3o de <em>Eudemonia \u2013 Em Mem\u00f3ria a uma Pe\u00e7a Nunca Encenada<\/em>, seu primeiro espet\u00e1culo. Em agosto, ela estreou <em>Mem\u00f3rias do Mar Aberto: Medeia Conta sua Hist\u00f3ria<\/em>, com a atriz Vivianne Laert no papel principal. Os tr\u00eas projetos enfocam no protagonismo feminino, marca com a qual a artista busca construir a carreira como diretora.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vida, paix\u00e3o e luta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a sobre Pagu convida o p\u00fablico a visitar as pr\u00f3prias paix\u00f5es e a necessidade de lutar por suas causas. Em cena, al\u00e9m das atrizes, h\u00e1 uma banda formada apenas por mulheres instrumentistas. O texto \u00e9 autoral, constru\u00eddo de forma coletiva e conta com can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas das compositoras Jadsa Castro, Larissa Lacerda e Sandra Sim\u00f5es. <br><\/p>\n\n\n\n<p>O espet\u00e1culo faz um recorte da vida de Pagu at\u00e9 os 30 anos, per\u00edodo em que militou pelo Partido Comunista, foi casada com Oswald de Andrade, esteve envolvida nas revolu\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e movimentos pol\u00edticos que movimentaram o pa\u00eds nos anos de 1930 e precisou usar diversos pseud\u00f4nimos. Sua rela\u00e7\u00e3o com a milit\u00e2ncia, com a maternidade, com os homens, com a intelectualidade e com a escrita s\u00e3o algumas das quest\u00f5es levadas \u00e0 cena.<br><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>EU PAGU<\/em> tem esp\u00edrito de palanque, congrega linguagens e artistas de diferentes segmentos e trajet\u00f3rias, com potencial de agregar p\u00fablicos. \u00c9 uma obra que nos faz pensar sobre a realidade pol\u00edtico-social do Brasil de ontem e hoje. Pagu \u00e9 uma voz de mulher que ousava vociferar nos palanques num tempo em que as mulheres n\u00e3o podiam participar da vida p\u00fablica. Entre os anos de 1920 e a atualidade, seguem se perpetuando opress\u00f5es e diversas viol\u00eancias no Brasil, por\u00e9m persistem tamb\u00e9m as lutas travadas por tantas &#8216;Pagus&#8217; que ao longo do tempo empunharam seus corpos e vozes para bradar por condi\u00e7\u00f5es mais justas, igualit\u00e1rias, livres&#8221;, afirma Camila Guilera, atriz, diretora de produ\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo e uma das fundadoras d&#8217;A Panac\u00e9ia.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A Panac\u00e9ia \u00e9 um grupo de teatro composto por criadoras-pesquisadoras da cena. Nasceu em 2008 e caracteriza-se por realizar uma ampla gama de atividades em produ\u00e7\u00e3o, pesquisa e difus\u00e3o das artes c\u00eanicas, tais como: cria\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos, apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, debates, oficinas, publica\u00e7\u00f5es virtuais e organiza\u00e7\u00e3o de eventos. Entre as realiza\u00e7\u00f5es do grupo, destacam-se o espet\u00e1culo <em>Dorot\u00e9ia <\/em>(2010), com dire\u00e7\u00e3o de Hebe Alves; o projeto <em>A Face Oculta da Lua<\/em>, que deu origem \u00e0 performance de rua <em>Lua Ca\u00edda<\/em> (2013) e aos espet\u00e1culos <em>Lua Crescente<\/em> (2013) e <em>Lua Cheia<\/em> (2015).<br><\/p>\n\n\n\n<p>A Panec\u00e9ia assina a produ\u00e7\u00e3o em parceria com o Cooxia Coletivo Teatral. Como espet\u00e1culo de formatura, ele conta com orienta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica da professora Deolinda Vilhena, art\u00edstica do professor Jo\u00e3o Sanches, ambos da Escola de Teatro da UFBA, e musical de Luciano Salvador Bahia. A coreografia e dire\u00e7\u00e3o de movimento s\u00e3o assinadas por B\u00e1rbara Barbar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EU PAGU<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De 18 a 20 de janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Sexta e s\u00e1bado, \u00e0s 20h; domingo, \u00e0s 19h<\/p>\n\n\n\n<p>Teatro Martim Gon\u00e7alves<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada gr\u00e1tis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Mara Lobo ou Solange Sohl. Militante comunista, escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, cartunista ou jornalista. 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