{"id":19159,"date":"2019-06-14T08:20:57","date_gmt":"2019-06-14T11:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/canalfolia.com.br\/?p=19159"},"modified":"2019-06-14T08:20:57","modified_gmt":"2019-06-14T11:20:57","slug":"festejos-juninos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/festejos-juninos\/","title":{"rendered":"FESTEJOS JUNINOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Vanessa Santana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00eas de junho \u00e9 um convite a uma s\u00e9rie de celebra\u00e7\u00f5es: Dia dos namorados, festejos juninos, momento de rever a fam\u00edlia que mora no interior, per\u00edodo de f\u00e9rias escolares dos filhos&#8230;Um m\u00eas regado a frio, forr\u00f3, tradi\u00e7\u00f5es e iguarias, por isso, muitos preferem o S\u00e3o Jo\u00e3o ao natal e carnaval. Essa festa, trazida pelos portugueses ao Brasil no per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o e incorporada a nossa cultura juntamente com as festas de Santo Ant\u00f4nio e S\u00e3o Pedro. Inicialmente possu\u00eda o nome de festa joanina, mas com o passar do tempo passou a se chamar festa junina, fazendo refer\u00eancia ao m\u00eas de junho.<br \/>\nNo segmento do Turismo Cultural, o produto tur\u00edstico \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o\u201d, apresenta o rico universo das nossas cren\u00e7as, tradi\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es populares que foram se incorporando e se reinventado em nossa cultura. Aqui na regi\u00e3o Nordeste, ela tem maior representatividade que em qualquer outra regi\u00e3o do pa\u00eds, isso porque, re\u00fane s\u00edmbolos que enriquecem esse produto, tais como: a religiosidade, a dan\u00e7a, os fogos, as vestimentas, a comida t\u00edpica da \u00e9poca, dentre outros elementos.<br \/>\nAssim, sabe-se que a religiosidade dos brasileiros, foi heran\u00e7a herdada dos portugueses, por isso, os festejos juninos tem sua origem na devo\u00e7\u00e3o aos santos cat\u00f3licos do m\u00eas de junho. J\u00e1 as quadrilhas, s\u00e3o inspiradas nas dan\u00e7as marcadas realizadas pelos franceses nos sal\u00f5es nobres da corte, as quais foram introduzidas no Brasil mais tarde durante o per\u00edodo de reg\u00eancia. Posteriormente, caiu no gosto popular, momento em que ganhou novos contornos, tornando a sua pr\u00e1tica mais divertida, j\u00e1 que no Brasil, essa forma de dan\u00e7a faz uma s\u00e1tira aos casamentos arranjados pelas fam\u00edlias nobres da \u00e9poca. Dos chineses, adquirimos o uso de fogos de artificio durante as celebra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAs vestimentas femininas, por sua vez, tem sua influ\u00eancia na cultura francesa, j\u00e1 que durante as festas promovidas na corte, as mulheres usavam vestidos rodados e volumosos. Aqui no Brasil, esses vestidos passaram a ser mais coloridos e confeccionados em chita. Enquanto os homens se apresentam como o tradicional matuto, de camisa quadriculada, cal\u00e7a jeans remendada e chap\u00e9u de palha.<br \/>\nA comida t\u00edpica aparece como um dos elementos mais marcantes desse per\u00edodo, pois no m\u00eas de junho ocorre \u00e0 colheita do milho, e desse produto, fazemos canjica, bolo de milho, pamonha, l\u00eale, cuscuz, al\u00e9m de poder consumir o pr\u00f3prio alimento cozido ou assado na fogueira.<br \/>\nNa Bahia, tanto na capital como no interior \u00e9 comum \u00e0s pessoas enfeitarem as casas e as ruas com bandeirolas, acenderem fogueira na porta de casa, soltarem fogos durante o per\u00edodo, comerem as comidas t\u00edpicas, tomarem licor na casa de vizinhos e parentes e se trajarem para curtir as festas que acontece em todo lugar. Tanto no trabalho, como na academia, como na faculdade, nas ruas e pra\u00e7as. Momento que podem celebrar, dan\u00e7ar coladinho, se aquecer pr\u00f3ximos a fogueira frente ao frio da noite e ressignificar o espa\u00e7o cotidiano durante a din\u00e2mica do evento.<br \/>\nVale salientar, que com o passar dos anos, o produto \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o\u201d se profissionalizou, deixando de ser apenas um atrativo local para tornar-se nacional, a musicalidade e tradi\u00e7\u00e3o que outrora era marcada apenas pelo forr\u00f3 tradicional, p\u00e9 de serra, abre alas para o forr\u00f3 universit\u00e1rio e outros ritmos. Al\u00e9m disso, as quadrilhas hoje ensaiam para disputarem em concursos, n\u00e3o sendo mais espont\u00e2neas como antes.<br \/>\nPara tanto, existe um investimento maci\u00e7o feito pelas prefeituras da capital e do interior para contrata\u00e7\u00e3o de artistas renomados, assim como o patroc\u00ednio de empreendimentos hoteleiros e \u00f3rg\u00e3os ligados ao Turismo para movimentar a economia local, durante esse per\u00edodo, fato que considero extremamente relevante. Contudo, faz-se necess\u00e1rio, a meu ver, revisitar as origens da festa para preservar tradi\u00e7\u00f5es a fim de conservar nossa identidade cultural e n\u00e3o descaracterizar nossas mem\u00f3rias. Pois se fazemos de tudo para agradar ao \u201cfregu\u00eas\u201d, como ficam nossas ra\u00edzes?<\/p>\n<p>Fonte da foto: http:\/\/oquefazernabahia.com\/2018\/06\/19\/sao-joao-no-pelourinho-com-muitas-atracoes\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Vanessa Santana O m\u00eas de junho \u00e9 um convite a uma s\u00e9rie de celebra\u00e7\u00f5es: Dia dos namorados, festejos juninos, momento de rever a fam\u00edlia que mora no interior, per\u00edodo de f\u00e9rias escolares dos filhos&#8230;Um m\u00eas regado a frio, forr\u00f3, tradi\u00e7\u00f5es e iguarias, por isso, muitos preferem o S\u00e3o Jo\u00e3o ao natal e carnaval. 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