{"id":24595,"date":"2020-09-26T14:13:13","date_gmt":"2020-09-26T14:13:13","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=24595"},"modified":"2020-09-26T14:15:51","modified_gmt":"2020-09-26T14:15:51","slug":"24595-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/24595-2\/","title":{"rendered":"Can\u00e7\u00f5es Freirianas"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-24598\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire.jpg 780w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire-300x188.jpg 300w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire-768x482.jpg 768w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire-696x437.jpg 696w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-IMAGEM-DA-CAPA-Paulo-Freire-669x420.jpg 669w\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><\/p>\n<p>FONTE DA IMAGEM DA CAPA (I07-Paulo Freire): https:\/\/outraspalavras.net\/estadoemdisputa\/quem-tem-medo-de-paulo-freire\/<br \/>\nCan\u00e7\u00f5es Freirianas<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Por Walter Silva<br \/>\nwaltersilva@ifpi.edu.br<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e1bado passado, dia dezenove de setembro, o mundo comemorou os 99 anos do nascimento daquele que se tornou a maior refer\u00eancia brasileira para a educa\u00e7\u00e3o; aquele que, a partir do extremo compromisso que sempre manteve com a liberdade, dedicou a pr\u00f3pria vida e contagiou outras tantas para, juntos, lutarem contra a opress\u00e3o. Refiro-me, evidentemente, ao \u201cPatrono da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira\u201d, ao \u201cAndarilho da Utopia\u201d, denomina\u00e7\u00f5es dadas ao \u201cMenino Conectivo\u201d, como o pr\u00f3prio Paulo Freire se percebia.<br \/>\nImagino que muitos leitores devem estar se perguntando se eu n\u00e3o mandei este texto para a coluna errada, afinal, \u201caqui \u00e9 uma coluna de m\u00fasica e educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 m\u00fasica e m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 educa\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d Jura que isso \u00e9 verdade? Bem, para come\u00e7o de conversa as diversas formas musicais s\u00e3o linguagens, assim como s\u00e3o as demais express\u00f5es art\u00edsticas, inclusive a literatura, e os outros fen\u00f4menos presentes nas representa\u00e7\u00f5es sociais que d\u00e3o sentido ao nosso \u201cmodo de vida\u201d, ou seja, estou falando de Educa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de Cultura. E por que s\u00e3o linguagens? Porque comunicam! N\u00e3o \u00e9 simples?<br \/>\nOra, se a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma musical ent\u00e3o a can\u00e7\u00e3o comunica (e como comunica, pois entrega toda a pot\u00eancia simb\u00f3lica da palavra \u00e0 m\u00fasica). Se comunica ela traz consigo uma dimens\u00e3o art\u00edstica \u2013 certamente a mais evidente, mas n\u00e3o necessariamente a mais importante \u2013 e, sobretudo, uma dimens\u00e3o pol\u00edtica. \u00c9 sobre isso que eu vou falar aqui: can\u00e7\u00f5es que comunicam o pensamento freiriano.<br \/>\nAcessando rapidamente as minhas lembran\u00e7as musicais, diversas can\u00e7\u00f5es da galera do Clube da Esquina, de Chico Buarque, dos grupos Taranc\u00f3n e Ra\u00edces de Am\u00e9rica, dentre outros, vieram como exemplares perfeitos para tratar esse ou aquele aspecto do pensamento freiriano, representar uma den\u00fancia contra a opress\u00e3o ou, mesmo, a consci\u00eancia do oprimido de que \u201cNingu\u00e9m educa ningu\u00e9m, ningu\u00e9m educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo\u201d (FREIRE, 1994, p.39). Assim, cercado de tantos fragmentos de mem\u00f3ria, destaco essa can\u00e7\u00e3o do maranhense Jo\u00e3o do Vale:<\/p>\n<p>Minha Hist\u00f3ria<br \/>\n(Jo\u00e3o do Vale\/Raimundo Evangelista &#8211; 1965)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu mo\u00e7o, quer saber, eu vou cantar num bai\u00e3o<br \/>\nMinha hist\u00f3ria pra o senhor, seu mo\u00e7o, preste aten\u00e7\u00e3o<br \/>\nEu vendia pirulito, arroz doce, mungunz\u00e1<br \/>\nEnquanto eu ia vender doce, meus colegas iam estudar<br \/>\nA minha m\u00e3e, t\u00e3o pobrezinha, n\u00e3o podia me educar<br \/>\nA minha m\u00e3e, t\u00e3o pobrezinha, n\u00e3o podia me educar<br \/>\nE quando era de noitinha, a meninada ia brincar<br \/>\nVixe, como eu tinha inveja, de ver o Zezinho contar:<br \/>\n&#8211; O professor raiou comigo, porque eu n\u00e3o quis estudar<br \/>\n&#8211; O professor raiou comigo, porque eu n\u00e3o quis estudar<br \/>\nHoje todo s\u00e3o &#8220;dout\u00f4&#8221;, eu continuo jo\u00e3o ningu\u00e9m<br \/>\nMas quem nasce pra pataca, nunca pode ser vint\u00e9m<br \/>\nVer meus amigos &#8220;dout\u00f4&#8221;, basta pra me sentir bem<br \/>\nVer meus amigos &#8220;dout\u00f4&#8221;, basta pra me sentir bem<br \/>\nMas todos eles quando ouvem, um bai\u00e3ozinho que eu fiz,<br \/>\nFicam tudo satisfeito, batem palmas e pedem bis<br \/>\nE dizem: &#8211; Jo\u00e3o foi meu colega, como eu me sinto feliz<br \/>\nE dizem: &#8211; Jo\u00e3o foi meu colega, como eu me sinto feliz<br \/>\nMas o neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 bem eu, \u00e9 Man\u00e9, Pedro e Rom\u00e3o,<br \/>\nQue tamb\u00e9m foram meus colegas, e continuam no sert\u00e3o<br \/>\nN\u00e3o puderam estudar, e nem sabem fazer bai\u00e3o<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-24596\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-joa\u0303o-do-vale-poeta-do-povo.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-joa\u0303o-do-vale-poeta-do-povo.jpg 400w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-joa\u0303o-do-vale-poeta-do-povo-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Capa e contracapa do LP \u201cO poeta do Povo\u201d. Fonte: https:\/\/pauta.showlivre.com\/quintessencia\/o-lirismo-humanista-e-combativo-de-joao-do-vale-o-poeta-do-povo\/]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem n\u00e3o conhece, esse tom de den\u00fancia social e de consci\u00eancia da opress\u00e3o sempre marcou presen\u00e7a nas can\u00e7\u00f5es de Jo\u00e3o do Vale. N\u00e3o foi por acaso, portanto, que em dezembro de 1964 ele participou com Z\u00e9 Keti e Nara Le\u00e3o, depois substitu\u00edda por Maria Beth\u00e2nia, do c\u00e9lebre show \u201cOpini\u00e3o\u201d, um musical que denunciou os problemas de um Brasil recentemente aprisionado pela ditadura, ali representado pelo nordeste, pelo morro carioca e pela classe m\u00e9dia brasileira: era a m\u00fasica nordestina, o samba e a bossa nova protestando contra a ditadura. Em \u201cMinha Hist\u00f3ria\u201d, essa consci\u00eancia est\u00e1 expressa pela dificuldade que certamente passavam Man\u00e9, Pedro e Rom\u00e3o, que n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 escola e n\u00e3o sabiam fazer bai\u00e3o, para \u201cserem mais\u201d, para enunciarem a pr\u00f3pria palavra, pois, aparentemente, viviam emersos na luta pela sobreviv\u00eancia.<br \/>\nA partir dessa can\u00e7\u00e3o, perfeito exemplo de que n\u00e3o d\u00e1 para separar a dimens\u00e3o pol\u00edtica da dimens\u00e3o art\u00edstica, podemos chegar a uma r\u00e1pida constata\u00e7\u00e3o: se a opress\u00e3o busca calar a voz e o pensamento do oprimido, tamb\u00e9m \u00e9 ela que, contraditoriamente, possibilita a cria\u00e7\u00e3o e enuncia\u00e7\u00e3o de ideias e obras que buscam super\u00e1-la. Percebendo esse movimento dial\u00e9tico fica bem mais f\u00e1cil compreender as can\u00e7\u00f5es e as demais express\u00f5es art\u00edsticas produzidas pelos oprimidos. Passa a ser um movimento interno de redu\u00e7\u00e3o de preconceitos e de radicalismos estil\u00edsticos hegem\u00f4nicos, quase sempre presentes nas nossas classifica\u00e7\u00f5es art\u00edstico-musicais. Mais ainda, pensando assim, fica inevit\u00e1vel aceitar o quanto a vis\u00e3o do mundo dos oprimidos pode ensinar e libertar os opressores dessa condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em que eles se encontram.<br \/>\nEsse movimento \u00e9 \u201cnatural\u201d para quem est\u00e1 comprometido com propostas libert\u00e1rias, sejam elas na educa\u00e7\u00e3o, propriamente dita, nas express\u00f5es art\u00edsticas, na pol\u00edtica, na religi\u00e3o, enfim, em todas as dimens\u00f5es capazes de resistir \u00e0 opress\u00e3o. Foi isso o que aconteceu na d\u00e9cada de 1980, em S\u00e3o Paulo, quando a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o (SME-SP) bancou o projeto \u201cRap&#8230; ensando a educa\u00e7\u00e3o\u201d. Em linhas gerais o projeto consistia em levar para a escola grupos de Rap e rappers para discutirem tem\u00e1ticas sociais j\u00e1 incorporadas nas can\u00e7\u00f5es e no cotidiano das comunidades, mas estrategicamente enviesadas ou invisibilizadas no universo da escola. Quem estava \u00e0 frente da SME-SP \u00e0 \u00e9poca? Acertou quem disse Paulo Freire. Mais ainda, voc\u00eas sabem qual grupo estava come\u00e7ando a carreira art\u00edstica na d\u00e9cada de 80 e acabou virando um grande apoiador do projeto e do pensamento freiriano? Os Racionais MC\u2019s!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-24597\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-Racionais.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-Racionais.jpg 400w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/I07-Racionais-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Racionais MC\u2019s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/blog.estantevirtual.com.br\/2019\/01\/17\/sobrevivendo-no-inferno-uma-nova-chance-para-ler-e-ouvir-o-rap-nacional\/]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Categorias freirianas est\u00e3o presentes em v\u00e1rios momentos das can\u00e7\u00f5es dos Racionais MC\u2019s e nas demais obras e ideias que buscam a supera\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o. Peguemos, como exemplo, a can\u00e7\u00e3o \u201cF\u00f3rmula m\u00e1gica da paz\u201d, gravada em 1997 no CD \u201cSobrevivendo no inferno\u201d. Essa can\u00e7\u00e3o, composta por Mano Brown, fala sobre as aprendizagens e os conflitos existenciais de um jovem (o narrador), a partir do que viveu na sua \u201c\u00e1rea\u201d desde a inf\u00e2ncia. Assim, a viol\u00eancia a que est\u00e3o expostos os jovens de comunidades, representada pelas constantes not\u00edcias de mortes dos amigos que foram envolvidos pela criminalidade, \u00e9 o ponto que faz o narrador confessar que, mesmo sendo um \u201ccampo minado\u201d e mesmo tendo pensado em sair de l\u00e1, \u201c[&#8230;] \u00c9 muito f\u00e1cil fugir, mas eu n\u00e3o vou, \/ N\u00e3o vou trair quem eu fui, quem eu sou \/ Eu gosto de onde eu t\u00f4 e de onde eu vim \/ Ensinamento da favela foi muito bom pra mim\u201d (BROWN, 1997). Ah, para quem acha que o Rap s\u00f3 poderia ser trabalhado em escolas municipais, o CD \u201cSobrevivendo no inferno\u201d fez parte das indica\u00e7\u00f5es de leitura para o vestibular da Unicamp em 2020 e continuar\u00e1 fazendo parte, pelo menos, at\u00e9 2022 (COMISS\u00c3O PERMANENTE PARA OS VESTIBULARES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, 2020).<br \/>\nApesar de n\u00e3o ter transcrito a \u00edntegra da letra da can\u00e7\u00e3o, devido \u00e0s limita\u00e7\u00f5es da proposta da coluna, os trechos e o resumo do que foi apresentado j\u00e1 s\u00e3o suficientes para associar a can\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria \u201cLeitura do Mundo\u201d, desenvolvida por Paulo Freire. Vejamos o que Freire escreveu a esse respeito: \u201cA leitura do mundo precede a leitura da palavra, da\u00ed que a posterior leitura desta n\u00e3o possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente\u201d (FREIRE, 1989, p.9). Percebam a conex\u00e3o da ideia central de Mano Brown com a categoria freiriana: o compositor apresenta a rela\u00e7\u00e3o que conseguiu manter com a comunidade como elemento estruturante da sua forma\u00e7\u00e3o enquanto ser humano; uma rela\u00e7\u00e3o capaz de proporcionar uma leitura do mundo espec\u00edfica, cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade em que viveu. Portanto, qualquer leitura da palavra que vier a fazer durante a sua exist\u00eancia, jamais poder\u00e1 apartar-se da leitura daquele mundo.<br \/>\nPor fim, \u00e9 evidente que o Rap n\u00e3o se configura como g\u00eanero musical exclusivo para lidar com a den\u00fancia e a supera\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o. Os g\u00eaneros associados ao que chamamos de \u201cforr\u00f3\u201d, os sambas, as m\u00fasicas afro-brasileiras, enfim, os demais g\u00eaneros e express\u00f5es art\u00edsticas podem assumir esse papel desde que tragam consigo uma leitura do mundo aut\u00eantica dos grupos oprimidos; uma leitura capaz de denunciar, mas sobretudo disposta a educar e transformar o opressor e a realidade por ele mantida.<br \/>\nAt\u00e9 o ano que vem, ano do centen\u00e1rio de Paulo Freire, certamente voltarei a esse assunto destacando outras can\u00e7\u00f5es e perspectivas libert\u00e1rias. Estamos s\u00f3 come\u00e7ando&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BROWN, Mano. F\u00f3rmula m\u00e1gica da paz. Mano Brown. In: RACIONAIS MC\u2019s. Sobrevivendo no inferno. S\u00e3o Paulo: Cosa Nostra, 1997. CD. Faixa 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREIRE, Paulo. A import\u00e2ncia do ato de ler: em tr\u00eas artigos que se completam. S\u00e3o Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. (Cole\u00e7\u00e3o pol\u00eamicas do nosso tempo; 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17\u00aa. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMISS\u00c3O PERMANENTE PARA OS VESTIBULARES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS [home page na internet]. S\u00e3o Paulo: UNICAMP; 2020. Lista de livros 2022; [cerca de 4 telas]. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.comvest.unicamp.br\/vestibular-2021\/lista-de-livros-2\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VALE, Jo\u00e3o do; EVANGELISTA, Raimundo. Minha hist\u00f3ria. Jo\u00e3o do Vale. In: VALE, Jo\u00e3o do. O poeta do povo. Rio de Janeiro: Philips, 1965. Long play. Lado A. Faixa 5.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE DA IMAGEM DA CAPA (I07-Paulo Freire): https:\/\/outraspalavras.net\/estadoemdisputa\/quem-tem-medo-de-paulo-freire\/ Can\u00e7\u00f5es Freirianas Por Walter Silva waltersilva@ifpi.edu.br S\u00e1bado passado, dia dezenove de setembro, o mundo comemorou os 99 anos do nascimento daquele que se tornou a maior refer\u00eancia brasileira para a educa\u00e7\u00e3o; aquele que, a partir do extremo compromisso que sempre manteve com a liberdade, dedicou a pr\u00f3pria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[137,2,41],"tags":[],"class_list":["post-24595","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-danca-e-teatro","category-destaques","category-ultimasnoticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24595"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24595\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24600,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24595\/revisions\/24600"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}