{"id":25969,"date":"2021-03-12T14:01:04","date_gmt":"2021-03-12T14:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=25969"},"modified":"2021-03-12T14:01:04","modified_gmt":"2021-03-12T14:01:04","slug":"hiv-a-importancia-do-apoio-psicologico-para-quem-vive-a-aids","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/hiv-a-importancia-do-apoio-psicologico-para-quem-vive-a-aids\/","title":{"rendered":"HIV: a import\u00e2ncia do apoio psicol\u00f3gico para quem vive a AIDS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Dr Wladimir Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse texto poderia se dedicar apenas a falar de m\u00e9todos contraceptivos, mas gostaria de convid\u00e1-los a uma reflex\u00e3o: e se voc\u00ea tivesse HIV? Normalmente grande parte das pessoas reage a essa pergunta com uma negativa. Como se esse risco quase n\u00e3o existisse. \u00c9 a\u00ed que come\u00e7a a vulnerabilidade.<br \/>\nInfelizmente ainda \u00e9 comum o HIV e a Aids serem associados a libertinagem sexual. Ou a situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o a risco com diversos parceiros, por\u00e9m para se infectar \u00e9 preciso apenas uma rela\u00e7\u00e3o desprotegida. Existem preconceitos e tabus associados, que v\u00e3o muito al\u00e9m frase \u2018use camisinha\u2019, que estamos t\u00e3o acostumados a ouvir.<br \/>\nPreven\u00e7\u00e3o do HIV e a reflex\u00e3o sobre a vida sexual<br \/>\nPensar em preven\u00e7\u00e3o ao HIV implica tamb\u00e9m em falar de\u00a0sexo.\u00a0Pensar e refletir sobre sua vida sexual, desejos e condutas. Nesse momento um\u00a0psic\u00f3logo\u00a0ou sex\u00f3logo online podem ajudar!<br \/>\nPesquisas sobre o comportamento sexual dos brasileiros aponta que os homens s\u00e3o mais aderentes ao preservativo do que as mulheres. \u00c9 preciso conversar sobre a sexualidade feminina, sobre prote\u00e7\u00e3o,\u00a0prazer\u00a0e conhecimento do pr\u00f3prio corpo e seus limites. Muitas mulheres procuram atendimento e orienta\u00e7\u00e3o com dificuldade em falar sobre sua\u00a0sexualidade\u00a0e consequentemente tendo pouco conhecimento sobre preven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara os homens a camisinha tamb\u00e9m \u00e9 um tabu. Corriqueiramente homens relatam dificuldade em colocar o preservativo no momento do sexo por\u00a0medo\u00a0de\u00a0perda de ere\u00e7\u00e3o\u00a0ou de \u2018quebrar o clima\u2019. Nesse sentido \u00e9 preciso entender as\u00a0ansiedades\u00a0que cercam esse momento, de modo a desconstruir o nervosismo e tens\u00e3o. Al\u00e9m disso tamb\u00e9m \u00e9 preciso buscar estrat\u00e9gias para que a camisinha fa\u00e7a parte da rela\u00e7\u00e3o sexual, e que seu manuseio n\u00e3o seja um momento de protocolo e quebra do cl\u00edmax. Uma op\u00e7\u00e3o pode ser a troca do preservativo convencional por um que tenha sabor, ou que proporcione algum efeito como calor ou frio, e dessa maneira a camisinha assume um novo papel na rela\u00e7\u00e3o sexual: ele tamb\u00e9m d\u00e1 prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papel do psic\u00f3logo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico do HIV<br \/>\nO momento do diagn\u00f3stico da infec\u00e7\u00e3o por HIV \u00e9 bastante delicado e acaba acarretando uma avalanche de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Primeiro \u00e9 preciso entender sobre a doen\u00e7a e o tratamento. E principalmente perceber que o diagn\u00f3stico implica num novo estilo de vida, mas jamais ser\u00e1 um limitador da vida.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio elaborar o significado do diagn\u00f3stico, de modo que n\u00e3o seja um carimbo que exponha um suposto comportamento, e que o paciente consiga construir elementos para lidar com o preconceito que infelizmente ainda \u00e9 recorrente no Brasil com a popula\u00e7\u00e3o de pessoas vivendo com HIV\/Aids. O acompanhamento de sa\u00fade mental para pessoas soropositivas \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 pela dificuldade ao receber o diagn\u00f3stico, mas tamb\u00e9m pensar na rede de apoio e se ser\u00e1 necess\u00e1rio compartilhar o diagn\u00f3stico com algum familiar, e tamb\u00e9m na constru\u00e7\u00e3o de futuras rela\u00e7\u00f5es afetivas. Pessoas que tem HIV podem se relacionar com pessoas que n\u00e3o possuem o v\u00edrus, e isso \u00e9 mais comum do que imaginamos.<br \/>\nDepress\u00e3o e o HIV<br \/>\nAl\u00e9m disso, a incid\u00eancia de depress\u00e3o em pessoas infectadas pelo HIV \u00e9 maior do que na popula\u00e7\u00e3o geral. Isso acontece por diversos fatores, como o pr\u00f3prio diagn\u00f3stico, a ideia de vida limitada, culpa e tamb\u00e9m por alguns antirretrovirais utilizados no controle da carga viral. Isso demonstra ainda mais a import\u00e2ncia do seguimento psicoter\u00e1pico para pessoas vivendo com o HIV\/Aids. O diagn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 um fim.<\/p>\n<p>Fonte: imagem ( gazeta do povo).<\/p>\n<p>Wladimir Oliveira (@psiwladimir)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dr Wladimir Oliveira Esse texto poderia se dedicar apenas a falar de m\u00e9todos contraceptivos, mas gostaria de convid\u00e1-los a uma reflex\u00e3o: e se voc\u00ea tivesse HIV? 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