{"id":28226,"date":"2021-11-23T15:00:05","date_gmt":"2021-11-23T18:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=28226"},"modified":"2021-11-04T13:42:17","modified_gmt":"2021-11-04T16:42:17","slug":"onde-estao-os-homens-no-consultorio-de-psicologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/onde-estao-os-homens-no-consultorio-de-psicologia\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e3o os homens no consult\u00f3rio de Psicologia?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Alan Dantas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@dicasdodelicia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As masculinidades ocupam lugar de grande destaque na contemporaneidade, em diversos aspectos. A amplia\u00e7\u00e3o do discurso e da a\u00e7\u00e3o feminista, bem como a elucida\u00e7\u00e3o em torno de din\u00e2micas hist\u00f3ricas e vivenciais, fazem-nos continuamente questionar a heran\u00e7a patriarcal e o machismo estrutural que constituem a sociedade brasileira. No novembro azul, quando celebramos a campanha de preven\u00e7\u00e3o contra o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, como tamb\u00e9m alertamos sobre a sa\u00fade do homem, uma quest\u00e3o que ainda parece sombria precisa se levantar: por que t\u00e3o poucos homens no consult\u00f3rio de Psicologia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desculpa de que essa realidade \u00e9 cultural tem at\u00e9 raz\u00e3o de ser&#8230; Ao longo da hist\u00f3ria e cada vez mais, o masculino figura como ideal m\u00e1ximo de bravura, como se nela n\u00e3o coubesse compreender-se gente que tamb\u00e9m d\u00f3i. O papel de chorar e reclamar das dores, numa atitude machista, ocupa o imagin\u00e1rio social como se fosse algo do terreno do feminino e do infantil. Crian\u00e7as e mulheres podem sentir, homens n\u00e3o. E aqui h\u00e1 um ser\u00edssimo problema: associar a autenticidade da dor \u00e0 interdi\u00e7\u00e3o de doer e falar sobre isso com algu\u00e9m termina por render adoecimentos diversos que seguem silenciados, culminando no preju\u00edzo da vida, no \u00e2mbito individual e das rela\u00e7\u00f5es com o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Majoritariamente, temos mulheres no consult\u00f3rio de Psicologia, esse lugar em que estamos autorizados a assumir fragilidades. E certamente isso acontece porque, aos homens, essa \u00e9 uma tarefa que rende culpa e vergonha hist\u00f3rica e culturalmente institu\u00eddas. Por onde come\u00e7ar esse processo? Como arranjar um jeito de pedir ajuda e assumir que \u201cestou doendo e n\u00e3o sei lidar com isso\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca de uma escuta qualificada com um psic\u00f3logo pode ser salvadora, principalmente na realidade que vivemos, em que 76% dos suic\u00eddios cometidos no Brasil t\u00eam os homens por autores. Como todo processo, o in\u00edcio \u00e9 fundamental para que algu\u00e9m se d\u00ea \u00e0 permiss\u00e3o da psicoterapia e mude esse dado. Do contr\u00e1rio, as masculinidades t\u00f3xicas que nos constituem individual e socialmente continuar\u00e3o a elaborar comportamentos que nos matam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esfor\u00e7o precisa ser coletivo. E n\u00e3o falo aqui unicamente de um convite ou um incentivo para a ida ao consult\u00f3rio. Precisamos mudar os discursos que sustentam o direito \u00e0 dor, caracter\u00edstica poss\u00edvel ao longo de todo o desenvolvimento humano. Na educa\u00e7\u00e3o formal, nos saberes que constru\u00edmos em casa e na rua, em todos os espa\u00e7os de vida, precisamos combater aquilo que interdita a nossa fala. O consult\u00f3rio de Psicologia \u00e9, entre tantas coisas, um lugar de encontro com quem n\u00f3s somos. E esse encontro exige (muita) coragem. Essa \u00e9 uma excelente oportunidade pra ser bravo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alan Dantas @dicasdodelicia As masculinidades ocupam lugar de grande destaque na contemporaneidade, em diversos aspectos. A amplia\u00e7\u00e3o do discurso e da a\u00e7\u00e3o feminista, bem como a elucida\u00e7\u00e3o em torno de din\u00e2micas hist\u00f3ricas e vivenciais, fazem-nos continuamente questionar a heran\u00e7a patriarcal e o machismo estrutural que constituem a sociedade brasileira. 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