{"id":30200,"date":"2022-09-11T08:31:33","date_gmt":"2022-09-11T11:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=30200"},"modified":"2022-09-11T08:31:33","modified_gmt":"2022-09-11T11:31:33","slug":"nosso-velho-guerreiro-chacrinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/nosso-velho-guerreiro-chacrinha\/","title":{"rendered":"Nosso velho guerreiro: Chacrinha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Viviane Vidmar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O nome de Chacrinha era Jos\u00e9 Abelardo Barbosa de Medeiros. Ele nasceu em Pernambuco, em 20 de janeiro de 1916. Aos 10 anos mudou-se com a fam\u00edlia para Campina Grande, na Para\u00edba. Com 17 anos foi estudar em Recife e logo em 1936 entrou para a faculdade de Medicina. Foi quando foi fazer uma palestra sobre alcoolismo e percebeu seu jeito, junto ao p\u00fablico. Pode-se dizer que isso aconteceu de estalo, tanto que ele interrompeu seus estudos, j\u00e1 no 3\u00ba ano da faculdade e embarcou para o Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira como locutor na R\u00e1dio TUPI do Rio de Janeiro, em 1939. Mas era inquieto e em 1943 foi para a R\u00e1dio Fluminense e lan\u00e7ou o programa: &#8220;Rei Momo na Chacrinha&#8221;, que fez muito sucesso. \u00c9 que a emissora se localizava em uma pequena ch\u00e1cara, em Niteroi. Ele ficou sendo chamado de Abelardo Chacrinha Barbosa e depois s\u00f3 Chacrinha. Em 1950 lan\u00e7ou o programa &#8220;Cassino do Chacrinha&#8221;, no qual lan\u00e7ou v\u00e1rios sucessos da m\u00fasica brasileira. Foi ele quem lan\u00e7ou: &#8220;Est\u00fapido Cupido&#8221; de Cely Campelo&#8221;; &#8220;Cora\u00e7\u00e3o de Luto&#8221;, de Teixeira. E na Chacrinha ele &#8220;fingia&#8221;, com sons e ru\u00eddos que l\u00e1 aconteciam enormes festas e lan\u00e7amentos. Foi em 1956 que estreou na televis\u00e3o. Na TV TUPI do Rio de Janeiro, lan\u00e7ou: &#8220;Rancho Alegre&#8221;, programa hom\u00f4nimo ao de Mazzaropi em S\u00e3o Paulo. Ali Abelardo lan\u00e7ou &#8220;A Discoteca do Chacrinha&#8221;. Passou depois para a TV Rio e em 1968, para a TV Globo. Chegou a fazer dois programas semanais. Fez &#8220;A Buzina do Chacrinha&#8221;, onde, com uma buzina na m\u00e3o, &#8221; gongava&#8221; calouros. E perguntava: &#8220;Vai para o Trono, ou n\u00e3o vai?&#8221;. Foi para a TV TUPI de S\u00e3o Paulo, depois TV Bandeirantes e em 1982 retornou \u00e0 Rede Globo de Televis\u00e3o. Convidava muitos artistas e cantores em seus programas e lan\u00e7ou a moda de se apresentar fantasiado. Dizem que, a princ\u00edpio, recebia na chacrinha seus convidados de cueca. Depois, por\u00e9m, criava a cada semana uma fantasia diferente. Foi patrocinado pelas &#8220;Casas da Banha&#8221;, por muitos anos e \u00e9 por isso, que quando fazia programa de audit\u00f3rio , jogava abacaxis, ou bacalhaus em seu p\u00fablico e gritava: &#8220;Voc\u00eas querem bacalhau?&#8221;. &#8220;Eu vim para confundir, e n\u00e3o para explicar&#8221;. Foi-se tornando o maior apresentador de todos os tempos. \u00c9 dele tamb\u00e9m a frase: &#8220;Quem n\u00e3o se comunica, se trumbica&#8221;, muito citada pelos estudiosos de comunica\u00e7\u00e3o. E ainda dizia: &#8221; Em televis\u00e3o nada se cria, tudo se copia&#8221;. . Chacrinha tamb\u00e9m chamava jurados, para ajud\u00e1-lo a julgar os calouros. Criou ainda as &#8220;chacretes&#8221;, que eram mo\u00e7as bonitas que dan\u00e7avam, enfeitando seus programas. Ele lhes deu nomes chamativos, com Suely Pingo de Ouro, Rita Cadilac, \u00cdndia Amazonense, Fernanda Terremoto, etc. Mas dizem que ele as mantinha sob forte controle e seguran\u00e7a. O &#8220;Velho Guerreiro&#8221;, como passou a ser chamado, lan\u00e7ava m\u00fasicas de carnaval e foi homenageado pela Escola de Samba Imp\u00e9rio Serrano, em 1987. Nesse ano tamb\u00e9m recebeu o t\u00edtulo de professor honoris-causa da UniverCidad, do Rio de Janeiro. Por tr\u00eas d\u00e9cadas foi l\u00edder de audi\u00eancia na televis\u00e3o. Casado com dona Florinda Barbosa por 41 anos, eles tiveram tr\u00eas filhos: Jos\u00e9 Am\u00e9lio, Jorge Abelardo e Z\u00e9 Renato, que, com o passar dos anos o ajudaram na produ\u00e7\u00e3o de seus programas. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, faleceu em 30 de julho de 1988, deixando imensa saudade em todos aqueles que o conheceram e o amaram. E. pode-se dizer, deixou uma lacuna, pois ainda n\u00e3o apareceu quem ocupe seu lugar. Chacrinha morreu no dia 30 de junho de 1988, \u00e0s 23h30, de\u00a0infarto do mioc\u00e1rdio e insufici\u00eancia respirat\u00f3ria\u00a0(tinha c\u00e2ncer de pulm\u00e3o) aos 70 anos. Foi sepultado no dia seguinte no Cemit\u00e9rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista (Rio de Janeiro).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Viviane Vidmar O nome de Chacrinha era Jos\u00e9 Abelardo Barbosa de Medeiros. Ele nasceu em Pernambuco, em 20 de janeiro de 1916. Aos 10 anos mudou-se com a fam\u00edlia para Campina Grande, na Para\u00edba. Com 17 anos foi estudar em Recife e logo em 1936 entrou para a faculdade de Medicina. Foi quando foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[2,138,41],"tags":[],"class_list":["post-30200","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-personalidades","category-ultimasnoticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30202,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30200\/revisions\/30202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}