{"id":30394,"date":"2022-10-09T10:10:44","date_gmt":"2022-10-09T13:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=30394"},"modified":"2022-10-09T10:10:44","modified_gmt":"2022-10-09T13:10:44","slug":"biografia-de-monteiro-lobato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/biografia-de-monteiro-lobato\/","title":{"rendered":"Biografia de Monteiro Lobato"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por Viviane Vidmar <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. &#8220;O S\u00edtio do Pica-pau Amarelo&#8221; \u00e9 sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a &#8220;Editora Monteiro Lobato&#8221; e mais tarde a &#8220;Companhia Editora Nacional&#8221;. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso pa\u00eds e de toda Am\u00e9rica Latina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ao lado da literatura infantil, Monteiro Lobato tamb\u00e9m deixou extensa obra voltada para o p\u00fablico adulto. Retratou os vilarejos decadentes e a popula\u00e7\u00e3o do Vale do Para\u00edba, quando da crise do caf\u00e9. Situa-se entre os autores do Pr\u00e9-Modernismo, per\u00edodo que precedeu a Semana de Arte Moderna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lobato foi tamb\u00e9m jornalista, tradutor e empres\u00e1rio. Fundou a Companhia Petr\u00f3leo do Brasil, \u00e0 qual se dedicou por dez anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Inf\u00e2ncia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro Lobato\u00a0nasceu em Taubat\u00e9, S\u00e3o Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de Jos\u00e9 Bento Marcondes Lobato e Ol\u00edmpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela m\u00e3e, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu av\u00f4 o Visconde de Trememb\u00e9.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desde crian\u00e7a, Monteiro Lobato j\u00e1 mostrava seu temperamento irrequieto e aos 10 anos\u00a0escandalizou sua fam\u00edlia, tradicionais fazendeiros do Vale do Para\u00edba e amigos do Imperador Pedro II, quando se recusou a fazer a primeira comunh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Adolesc\u00eancia<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro Lobato fez seus primeiros estudos em sua cidade natal. Em 1896, com 14 anos, foi estudar em S\u00e3o Paulo no Instituto de Ci\u00eancias e Letras. Em 1898 ficou \u00f3rf\u00e3o de pai e\u00a0logo em seguida, perdeu sua\u00a0m\u00e3e, ficando aos cuidados do av\u00f4.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ao nascer, Lobato foi registrado com o nome de Jos\u00e9 Renato Monteiro Lobato, mas ap\u00f3s a morte do pai, em 13 de junho de 1898, queria usar a bengala que pertencera ao pai e tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas no topo do cast\u00e3o. Por isso, resolveu mudar de nome para que suas iniciais ficassem iguais as do pai e desde ent\u00e3o passou a se chamar Jos\u00e9 Bento Monteiro Lobato.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Forma\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sob a imposi\u00e7\u00e3o do av\u00f4, em 1900, Lobato ingressou na Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo, embora preferisse estudar Belas Artes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse per\u00edodo, morava em uma rep\u00fablica de estudantes localizada no centro de S\u00e3o Paulo, junto com os amigos Godofredo Rangel, Lino Moreira e Raul de Freitas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O grupo se reunia para cuidar da vida liter\u00e1ria e escrevia para um jornal publicado em Pindamonhangaba, de propriedade de Benjamin Pinheiros. Usando v\u00e1rios pseud\u00f4nimos\u00a0faziam oposi\u00e7\u00e3o ao prefeito da cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro Lobato manteve uma amizade duradoura com Godofredo Rangel e trocaram correspond\u00eancia por 40 anos, que mais tarde foram reunidas em um livro chamado \u201cA Barca de Gleyre\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Lobato escrevia tamb\u00e9m para o jornal da faculdade, quando\u00a0j\u00e1 mostrava sua preocupa\u00e7\u00e3o com as causas nacionalistas. Na festa de formatura, em 1904, fez um discurso t\u00e3o agressivo que v\u00e1rios professores, padres e bispos se retiraram da sala.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse mesmo ano voltou para Taubat\u00e9. Prestou concurso para a Promotoria P\u00fablica, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Para\u00edba, no ano de 1907.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade\u00a0em 28 de mar\u00e7o de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1911 perdeu seu av\u00f4, herdando a fazenda Buquira\u00a0para onde se mudou\u00a0pretendendo ser fazendeiro. Come\u00e7ou a escrever o conto \u201cO Boca Torta\u201d que seria o primeiro de uma s\u00e9rie que mais tarde foram reunidos sob o nome de Urup\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Publica\u00e7\u00f5es Pol\u00eamicas<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 12 de novembro de 1912 foi publicado no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo uma carta que Monteiro Lobato havia enviado \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, intitulada Velha Praga, que causou grande pol\u00eamica, pois criticava as queimadas, a ignor\u00e2ncia e a mis\u00e9ria do caboclo que prejudicavam o desenvolvimento da agricultura na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1917 vendeu a fazenda e foi morar em Ca\u00e7apava, quando\u00a0fundou a revista &#8220;Para\u00edba&#8221;. Nos 12 n\u00fameros publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse mesmo ano, comprou a Revista do Brasil, de programa nacionalista,\u00a0tornou-se editor e publicava seus artigos. Transformou a revista em um n\u00facleo de defesa da cultura nacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 20 de dezembro de 1917, Lobato publicou\u00a0no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, um artigo intitulado\u00a0<\/span><b>Paranoia ou Mistifica\u00e7\u00e3o?,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0quando\u00a0criticou os quadros de Anita Malfatti, pintora paulista rec\u00e9m-chegada da Europa, o que lhe custou a ruptura com os l\u00edderes da Semana de Arte Moderna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1918, Monteiro Lobato publicou sua primeira colet\u00e2nea de contos,\u00a0<\/span><b>Urup\u00eas, quando<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0tra\u00e7ou a paisagem das cidades por onde passou e o perfil do\u00a0<\/span><b>Jeca Tatu\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">um caipira apontado pela pobreza, pelo marasmo e pela indol\u00eancia, que o tornava incapaz de auxiliar na agricultura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A figura do Jeca Tatu, descrita por Monteiro Lobato, chamou a aten\u00e7\u00e3o de Rui Barbosa que o citou em um discurso na campanha presidencial de 1918, como um prot\u00f3tipo do caipira brasileiro, abandonado \u00e0 mis\u00e9ria pelos poderes p\u00fablicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A obra se tornou famosa e a pol\u00eamica sobre a veracidade da figura do Jeca Tatu, se espalhou por todo o pa\u00eds. Para alguns, fiel e para outros exagerada. Na quarta edi\u00e7\u00e3o do livro, Lobato pediu desculpas ao homem do interior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Primeiros livros infantis<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entusiasmado com o sucesso de Urup\u00eas, em 1919, Monteiro Lobato fundou a Editora Monteiro Lobato, a primeira editora nacional, atrav\u00e9s da qual publicou seus primeiros livros infantis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1921 publicou &#8220;Narizinho Arrebitado&#8221;, que depois passaria a chamar-se \u201cReina\u00e7\u00f5es de Narizinho\u201d. Em seguida publicou \u201cSaci\u201d (1921) e \u201cO Marqu\u00eas de Rabic\u00f3\u201d (1922).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">As obras infantis fizeram grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens\u00a0em outros livros girando todos ao redor do &#8220;S\u00edtio do Pica-pau Amarelo&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1924, a Revolu\u00e7\u00e3o Paulista levou sua editora \u00e0 fal\u00eancia. Depois de vender tudo, Lobato e o amigo Octalles fundaram outra editora s\u00f3 para imprimir livros did\u00e1ticos: a \u201cCompanhia Editora Nacional&#8221;. Mudou-se ent\u00e3o para o Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A defesa do petr\u00f3leo<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1927, Lobato foi nomeado, por Washington Lu\u00eds, adido cultural do Brasil nos Estados Unidos. O grande progresso industrial que observou levou-o a desejar o mesmo para o Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1931 Monteiro Lobato retornou ao Brasil e no ano seguinte publicou suas impress\u00f5es sobre a viagem aos Estados Unidos em \u201cAm\u00e9rica\u201d e deu in\u00edcio \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de uma companhia nacionalista pela produ\u00e7\u00e3o de ferro e petr\u00f3leo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fez v\u00e1rias confer\u00eancias e insistiu na exist\u00eancia de petr\u00f3leo no subsolo brasileiro, mesmo que os t\u00e9cnicos estrangeiros afirmassem o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contra as pretens\u00f5es empresariais de Monteiro Lobato erguiam-se interesses poderosos e a &#8220;Itabira Iron&#8221; defendia para si o monop\u00f3lio do ferro brasileiro e procurava a qualquer custo for\u00e7ar o governo a lhe assegurar o privil\u00e9gio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na defesa de suas empresas, Lobato resolveu reunir todos os fatos e em 1936 publicou:\u00a0\u201cO Esc\u00e2ndalo do Petr\u00f3leo e do Ferro\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ao fim de 10 anos de luta, em 1941, em plena ditadura Vargas, por seu ataque ao Conselho Nacional do Petr\u00f3leo, Lobato foi condenado pelo Tribunal de Seguran\u00e7a Nacional a seis meses de pris\u00e3o, por\u00e9m cumpriu apenas metade da pena.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Politicamente perseguido, Monteiro Lobato mudou-se para a Argentina\u00a0onde viveu por um ano. Em 1947 regressou ao Brasil. Faleceu em S\u00e3o Paulo,\u00a0no dia 5 de julho de 1948, de problemas card\u00edacos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em sua homenagem, no dia 18 de abril, dia do seu nascimento, \u00e9 comemorado \u201cO dia Nacional do Livro Infantil\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Obra de Monteiro Lobato<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A obra de fic\u00e7\u00e3o de Monteiro Lobato foi classificada como &#8220;Pr\u00e9-Modernista&#8221; por duas caracter\u00edsticas fundamentais: o \u201cregionalismo\u201d e a \u201cden\u00fancia da realidade brasileira\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A obra regionalista d\u00e1 a dimens\u00e3o exata do Vale do Para\u00edba paulista do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, sua decad\u00eancia ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e do decl\u00ednio da agricultura cafeeira, t\u00e3o bem retratados nos contos de\u00a0\u201cCidades Mortas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Literatura geral<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as obras de literatura geral de Monteiro Lobato, h\u00e1 livros de fic\u00e7\u00e3o e outros sobre quest\u00f5es, sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas, mas todos apresentam car\u00e1ter nacionalista e interesse pelos problemas do pa\u00eds e pela constru\u00e7\u00e3o de um futuro melhor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das j\u00e1 citadas obras de literatura geral, destacam-se tamb\u00e9m: \u201cNegrinha\u201d (1920), \u201cA Onda Verde\u201d (1921) e \u201cO Macaco Que Se Fez Homem\u201d (1923).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Literatura infantil<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A literatura infantil de Monteiro Lobato al\u00e9m de apresentar um aspecto moralista e pedag\u00f3gico, n\u00e3o abandonou a luta pelos interesses nacionais e retratou os tipos de nossas tradi\u00e7\u00f5es e os temas mitol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1960, a obra de Monteiro Lobato foi levada para a televis\u00e3o no seriado \u201cO S\u00edtio do Pica-Pau Amarelo\u201d onde as\u00a0bonecas falam e as crian\u00e7as convivem com mitos e f\u00e1bulas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os personagens do S\u00edtio do Pica-Pau Amarelo, criados por Lobato, destacam-se:\u00a0<\/span><b>A boneca Em\u00edlia, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Tia Anast\u00e1cia, Visconde de Sabugosa, Tio Barnab\u00e9, o Saci e a Cuca.<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Viviane Vidmar Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. &#8220;O S\u00edtio do Pica-pau Amarelo&#8221; \u00e9 sua obra de maior destaque na literatura infantil. 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