{"id":33641,"date":"2023-10-17T10:52:58","date_gmt":"2023-10-17T13:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=33641"},"modified":"2023-10-17T10:52:58","modified_gmt":"2023-10-17T13:52:58","slug":"mulheres-autistas-existem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/mulheres-autistas-existem\/","title":{"rendered":"Mulheres Autistas Existem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Monique Kamada<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante frisar que mulheres autistas existem simplesmente porque a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do espectro revela um apagamento desse p\u00fablico at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, levando a subdiagn\u00f3sticos, diagn\u00f3sticos imprecisos e a tratamentos inadequados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estere\u00f3tipo criado em torno dos autistas ainda est\u00e1 relacionado a meninos com atrasos no desenvolvimento, que muitas vezes n\u00e3o se comunicam oralmente, apresentam defici\u00eancia intelectual, n\u00e3o brincam de forma funcional, t\u00eam muitas estereotipias, como pular, girar, balan\u00e7ar o tronco, sacudir as m\u00e3os e parecem viver num mundo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pesquisas recentes mostram que alguns sinais ou intensidade de sintomas do autismo em meninas e mulheres \u00e9 distinta da apresenta\u00e7\u00e3o masculina. Por\u00e9m, desde que o autismo foi observado, os estudos t\u00eam sido feitos praticamente com meninos, o que gerou instrumentos de rastreio com caracter\u00edsticas predominantemente masculinas e uma sub-representa\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1980 a psiquiatra Lorna Wing cogitou que as meninas possivelmente tinham quadros mais severos, pois o transtorno s\u00f3 era detectado nas mesmas quando o comprometimento intelectual era maior. Assim, tamb\u00e9m nota-se uma lacuna importante, pois as amostras n\u00e3o levaram em conta uma apresenta\u00e7\u00e3o de menor n\u00edvel de suporte no sexo feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento com d\u00e9ficits persistentes na comunica\u00e7\u00e3o, na intera\u00e7\u00e3o social e comportamentos restritos e repetitivos. Por\u00e9m temos de considerar que, tradicionalmente, as mulheres ocupavam papeis que exigiam maior socializa\u00e7\u00e3o e cuidado para com o outro: m\u00e3es, esposas, professoras, enfermeiras, etc., o que ajudava a mascarar as caracter\u00edsticas at\u00edpicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema disso \u00e9 que, por falta de detec\u00e7\u00e3o precoce, neglig\u00eancias ligadas ao TEA geram um forte impacto na sa\u00fade mental e na qualidade de vida. Camuflar os sintomas para &#8220;caber na sociedade&#8221; distancia as mulheres de suas reais identidades, potencializando o sofrimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagn\u00f3stico, mesmo que tardio, gera al\u00edvio e salva vidas, pois permite profundidade no autoconhecimento. Que possamos lembrar disso para n\u00e3o invalidar hist\u00f3rias, como a da atriz Let\u00edcia Sabatella e de outras tantas mulheres que fazem parte da gera\u00e7\u00e3o invis\u00edvel do autismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhe meu trabalho nas redes sociais e entre em contato para saber sobre cursos e atendimentos presenciais e on-line!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Instagram:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">@moni.neuro.atipica e @espaco_movimento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Facebook:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espa\u00e7o Movimento Interdisciplinar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WhatsApp:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(11) 3442.0662<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Design criado por Monique Kamada, com uso dos elementos de m\u00eddia de Bulat Silvia e Sketchify via Canva.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Monique Kamada \u00c9 importante frisar que mulheres autistas existem simplesmente porque a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do espectro revela um apagamento desse p\u00fablico at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, levando a subdiagn\u00f3sticos, diagn\u00f3sticos imprecisos e a tratamentos inadequados. 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