{"id":34009,"date":"2023-11-16T07:35:21","date_gmt":"2023-11-16T10:35:21","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=34009"},"modified":"2023-11-16T07:35:21","modified_gmt":"2023-11-16T10:35:21","slug":"lolita-rodrigues-a-multi-artista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/lolita-rodrigues-a-multi-artista\/","title":{"rendered":"Lolita Rodrigues: a multi-artista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Lolita Rodrigues<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filha de uma empregada dom\u00e9stica e um motorista de caminh\u00f5es, a multi-artista \u2014 que viveu a inf\u00e2ncia no bairro do Marap\u00e9, em Santos (SP) \u2014 demonstrou e frisou, ao longo de suas nove d\u00e9cadas de vida, que era uma pessoa simples. Ela refor\u00e7ava, sempre que podia, nunca ter convivido com glamour. Quando tudo ainda era mato na telinha \u2014 e TV era sin\u00f4nimo de artesania \u2014, o cen\u00e1rio era outro, ela explicava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o havia estrelismo, nem essa coisa de artista que visa apenas se tornar rico e famoso. Hoje em dia, as pessoas s\u00f3 pensam em ganhar dinheiro. Mas quando come\u00e7amos, o trabalho na TV n\u00e3o era bem remunerado. N\u00e3o existia glamour, n\u00e3o existia figurinista, continu\u00edsta, cen\u00f3grafo. Todo mundo precisava fazer um pouco de tudo. A gente levava roupa, m\u00f3vel e objetos de casa ou pegava coisas emprestadas dos amigos e da fam\u00edlia&#8221;, relatou ela, numa entrevista.<\/p>\n<p>Primeira novela di\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A artista come\u00e7ou a sentir na pele o peso de aparecer em TVs de todo o Brasil \u2014 e ser conhecida (e reconhecida) em qualquer canto do pa\u00eds \u2014 depois de encarnar a vil\u00e3 da novela &#8220;2.5499 Ocupado&#8221; (1963), primeira produ\u00e7\u00e3o do tipo transmitida diariamente, de segunda-feira a s\u00e1bado, para todo o territ\u00f3rio nacional. O folhetim da extinta TV Excelsior era protagonizado por Tarc\u00edsio Meira e Gl\u00f3ria Menezes, e trazia no elenco nomes como Neusa Amaral, L\u00eddia Costa e C\u00e9lia Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a hist\u00f3ria ser hoje pouco lembrada (&#8220;Era uma novela muito chata&#8221;, admitiu Tarc\u00edsio Meira, anos depois), &#8220;2.5499 Ocupado&#8221; exp\u00f4s, sobretudo para o elenco, o quanto a telenovela seria elemento importante para o Brasil j\u00e1 nos anos 1960. Os atores se surpreendiam, naquele per\u00edodo, com o ass\u00e9dio do p\u00fablico nas ruas. Era um fato novo no pa\u00eds. E, em dimens\u00e3o superlativa, ainda dif\u00edcil de compreender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A novela estava no ar, e eu e Tarc\u00edsio fomos para Recife gravar um programa com a Lolita Rodrigues&#8221;, contou Gl\u00f3ria Menezes, em entrevista ao canal &#8220;Viva&#8221;, ao relembrar uma situa\u00e7\u00e3o que viveu nesse per\u00edodo. &#8220;Quando chegamos no aeroporto, invadiram o campo e quebraram a escadinha do avi\u00e3o. As pessoas puxavam meu cabelo, tiravam os bot\u00f5es da minha roupa, queriam guardar qualquer coisa, uma recorda\u00e7\u00e3o daquele momento. A telenovela foi um divisor de \u00e1guas para o ator brasileiro, que passou a ser conhecido no pa\u00eds inteiro&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/oglobo.globo.com\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; Lolita Rodrigues Filha de uma empregada dom\u00e9stica e um motorista de caminh\u00f5es, a multi-artista \u2014 que viveu a inf\u00e2ncia no bairro do Marap\u00e9, em Santos (SP) \u2014 demonstrou e frisou, ao longo de suas nove d\u00e9cadas de vida, que era uma pessoa simples. 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