{"id":36327,"date":"2024-06-30T08:54:24","date_gmt":"2024-06-30T11:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=36327"},"modified":"2024-06-30T08:54:24","modified_gmt":"2024-06-30T11:54:24","slug":"voce-nao-e-seu-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/voce-nao-e-seu-diagnostico\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 seu diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Paulo Roberto Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Instagram: @psipaulorobertoreis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Profissionais de sa\u00fade e pacientes veem os problemas de sa\u00fade de maneiras muito diferentes, j\u00e1 que suas concep\u00e7\u00f5es est\u00e3o baseadas em premissas distintas. Para o pacientes e seus cuidadores, o adoecimento envolve experi\u00eancias subjetivas de mudan\u00e7as f\u00edsicas, ps\u00edquicas, emocionais e sociais. Diante disso, para entender o processo de adoecimento, o indiv\u00edduo enfermo e seus cuidadores buscam um diagn\u00f3stico. O diagn\u00f3stico \u00e9 aquela not\u00edcia que altera dr\u00e1stica e negativamente a perspectiva da pessoa em rela\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os objetivos do diagn\u00f3stico em sa\u00fade, podemos destacar a identifica\u00e7\u00e3o das causas e o planejamento do tratamento do paciente. N\u00e3o \u00e9 uma tarefa muito f\u00e1cil realizar um diagn\u00f3stico. Faz-necess\u00e1rio um processo complexo de inquiri\u00e7\u00e3o, capaz de articular hip\u00f3teses, bem como compreens\u00e3o do estado em que a pessoa se encontra. Em alguns casos, leva-se em considera\u00e7\u00e3o aspectos da hist\u00f3ria cl\u00ednica, exames f\u00edsicos, exames laboratoriais, exames de imagens, testes psicol\u00f3gicos e outros. Da\u00ed a relev\u00e2ncia de se procurar um profissional qualificado para realizar um diagn\u00f3stico adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O procedimento do diagn\u00f3stico, geralmente, inicia-se a partir das queixas do paciente, ap\u00f3s toda a anamnese, onde a coleta dos dados de vida da pessoa \u00e9 feita. As informa\u00e7\u00f5es dizem respeito ao hist\u00f3rico de vida, sinais, sintomas, dores, preocupa\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de todo tipo de situa\u00e7\u00e3o envolvida com aquilo que se investiga. Ap\u00f3s a testagem das hip\u00f3teses, os profissionais de sa\u00fade chegam a um poss\u00edvel diagn\u00f3stico. Por isso, que o diagn\u00f3stico \u00e9 um dos pontos iniciais para um tratamento exitoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outrossim, um momento importante para o paciente \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o desse diagn\u00f3stico. Nesse sentido, o profissional de sa\u00fade deve ter algumas habilidades para informar ao paciente e seus familiares um determinado diagn\u00f3stico. A comunica\u00e7\u00e3o deve ser pautada em princ\u00edpios de confidencialidade, relato de verdade e \u00e9tica. Uma informa\u00e7\u00e3o delicada transmitida de maneira cuidadosa pode ajudar a diminuir com sentimentos de ansiedade, medo e tristeza. A m\u00fatua coopera\u00e7\u00e3o entre profissional de sa\u00fade e paciente pode favorecer a programa\u00e7\u00e3o de um tratamento com mais perspectivas de cura, qualidade de vida e\/ou bem-estar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas pessoas se queixam de que a comunica\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico nem sempre \u00e9 realizada de maneira adequada, e isso gera uma s\u00e9rie de transtornos psicol\u00f3gicos na vida das pessoas envolvidas com o processo de adoecimento. Pois, o diagn\u00f3stico desdobra-se no alivio de saber o que a pessoa tem, mas, ao mesmo tempo, na tens\u00e3o de saber sobre o que vai acontecer dali pra frente. Dependendo do diagn\u00f3stico e da forma como ele \u00e9 comunicado, a pessoa pode se sentir muito mal. Algumas doen\u00e7as possuem mais peso do que outras. H\u00e1 representa\u00e7\u00f5es sociais bastante negativas em rela\u00e7\u00e3o a algumas enfermidades. A pr\u00f3pria terminologia j\u00e1 pode assustar a pessoa. Um exemplo disso, \u00e9 o c\u00e2ncer, que \u00e9 uma das doen\u00e7as mais temidas pelas pessoas, de acordo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade [OMS].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira coisa para se refletir, \u00e9 que o diagn\u00f3stico n\u00e3o pode ser encarado como uma senten\u00e7a de morte. Lembre-se que o diagn\u00f3stico \u00e9 o retrato de um momento espec\u00edfico da vida da pessoa que precisa de cuidados. Assim, o diagn\u00f3stico n\u00e3o deve ser visto como uma ideia fixa e imut\u00e1vel, at\u00e9 porque a pessoa \u00e9 maior do que a doen\u00e7a, e o seu quadro de sa\u00fade pode sofrer altera\u00e7\u00f5es ao longo do tratamento. Depois, ao receber o diagn\u00f3stico, a pessoa precisa de acolhimento e escuta, pois pode ser um momento de desespero e ang\u00fastia. Nessa esteira, tanto o profissional quanto a rede de apoio do paciente podem propor as condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para que a pessoa se sinta acolhida. Logo, \u00e9 essencial que, nesse momento, a pessoa possa se sentir \u00e0 vontade para tirar as poss\u00edveis d\u00favidas. O esclarecimento do tratamento pode ajudar o paciente a diminuir a poss\u00edvel tens\u00e3o. \u00c9 importante lembrar para quem est\u00e1 doente que ele\/ela n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reflex\u00e3o autoral de Paulo Roberto Santos Reis Soares, mestrando em Estudos de Linguagens (UNEB), graduado em Psicologia e Teologia (UCSAL), p\u00f3s-graduado em Gerontologia e Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC), e p\u00f3s-graduando em Neuropsicologia. Atua como psic\u00f3logo cl\u00ednico, com foco na sa\u00fade mental da pessoa idosa prestando atendimento online e presencial; psic\u00f3logo das organiza\u00e7\u00f5es e do trabalho e palestrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IMAGEM: Homem idoso desesperado, de autoria desconhecida. Dispon\u00edvel em: https:\/\/br.freepik.com\/fotos\/idoso-desesperado Acesso em 27 de junho de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Roberto Reis Instagram: @psipaulorobertoreis Profissionais de sa\u00fade e pacientes veem os problemas de sa\u00fade de maneiras muito diferentes, j\u00e1 que suas concep\u00e7\u00f5es est\u00e3o baseadas em premissas distintas. Para o pacientes e seus cuidadores, o adoecimento envolve experi\u00eancias subjetivas de mudan\u00e7as f\u00edsicas, ps\u00edquicas, emocionais e sociais. 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