{"id":38301,"date":"2024-08-18T09:00:31","date_gmt":"2024-08-18T12:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=38301"},"modified":"2024-08-18T08:04:56","modified_gmt":"2024-08-18T11:04:56","slug":"fala-ou-nao-fala-sobre-o-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/fala-ou-nao-fala-sobre-o-diagnostico\/","title":{"rendered":"Fala ou n\u00e3o fala sobre o diagn\u00f3stico?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Paulo Roberto Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagn\u00f3stico traz consigo uma s\u00e9rie de desafios, tanto para o paciente quanto para seus familiares. Um dos questionamentos mais frequentes entre os familiares \u00e9 se devem ou n\u00e3o compartilhar o diagn\u00f3stico com a pessoa em estado de doen\u00e7a. Como psic\u00f3logo, acredito que a comunica\u00e7\u00e3o aberta e honesta \u00e9 fundamental em todas as fases da doen\u00e7a. \u00c9 claro que cada caso \u00e9 \u00fanico e a decis\u00e3o de compartilhar o diagn\u00f3stico deve ser individualizada, levando em considera\u00e7\u00e3o diversos fatores, como, a personalidade da pessoa doente, sua capacidade de compreens\u00e3o e din\u00e2mica familiar.<br \/>\nSe voc\u00ea decidiu compartilhar o diagn\u00f3stico, \u00e9 importante faz\u00ea-lo de forma clara, simples, objetiva e respeitosa. Evite qualquer tipo de express\u00e3o negativa ou fatalista. Lembre-se que o diagn\u00f3stico n\u00e3o pode ser visto como senten\u00e7a de morte, pois a pessoa tem mais potencialidade do que a doen\u00e7a. Escolha um momento tranquilo e privado para conversar com a pessoa doente, utilizando uma linguagem adequada \u00e0 sua compreens\u00e3o.<br \/>\nE, por fim, explique o que a doen\u00e7a significa, quais s\u00e3o os sintomas e quais s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es de tratamento dispon\u00edveis. Quando a pessoa adoecida est\u00e1 ciente a respeito do seu diagn\u00f3stico ela pode se tornar colaboradora do tratamento. Caso o progn\u00f3stico n\u00e3o seja muito favor\u00e1vel, apresente as possibilidades para aliviar as suas dores e sofrimentos. \u00c9 fundamental oferecer apoio emocional \u00e0 pessoa durante a conversa. Incentive-a a expressar seus sentimentos e d\u00favidas, e procure esclarecer, na medida do poss\u00edvel, todas as suas quest\u00f5es.<br \/>\nEm alguns casos, a nega\u00e7\u00e3o pode ser um mecanismo de defesa que ajuda a pessoa a lidar com o seu processo de adoecimento. Se a pessoa est\u00e1 negando o diagn\u00f3stico, e isso n\u00e3o est\u00e1 interferindo em seu tratamento ou qualidade de vida, pode n\u00e3o ser necess\u00e1rio confront\u00e1-la diretamente. Se voc\u00ea, como familiar ou rede de apoio, se sentir inseguro para apresentar o diagn\u00f3stico seria mais prudente deixar essa tarefa para um profissional qualificado, de modo especial, um psic\u00f3logo. Diante de tais considera\u00e7\u00f5es, a quest\u00e3o permanece: fala ou n\u00e3o sobre o diagn\u00f3stico?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reflex\u00e3o autoral de Paulo Roberto Santos Reis Soares, mestrando em Estudos de Linguagens (UNEB), graduado em Psicologia e Teologia (UCSAL), p\u00f3s-graduado em Gerontologia e Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC), e p\u00f3s-graduando em Neuropsicologia. Atua como psic\u00f3logo cl\u00ednico, com foco na sa\u00fade mental da pessoa idosa prestando atendimento online e presencial; psic\u00f3logo das organiza\u00e7\u00f5es e do trabalho e palestrante.<\/p>\n<p>Imagem: Psic\u00f3logo Paulo Roberto Reis, fot\u00f3grafa Karoline Melo.<\/p>\n<p>Instagram: @psipaulorobertoreis<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Paulo Roberto Reis O diagn\u00f3stico traz consigo uma s\u00e9rie de desafios, tanto para o paciente quanto para seus familiares. Um dos questionamentos mais frequentes entre os familiares \u00e9 se devem ou n\u00e3o compartilhar o diagn\u00f3stico com a pessoa em estado de doen\u00e7a. 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