{"id":41951,"date":"2025-04-06T09:40:18","date_gmt":"2025-04-06T12:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=41951"},"modified":"2025-04-06T09:40:18","modified_gmt":"2025-04-06T12:40:18","slug":"nao-existe-autismo-leve-saiba-mais-sobre-o-transtorno-do-espectro-autista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/nao-existe-autismo-leve-saiba-mais-sobre-o-transtorno-do-espectro-autista\/","title":{"rendered":"N\u00e3o existe autismo Leve. Saiba mais sobre o Transtorno do Espectro Autista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Dr. Paulo Roberto Reis<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Psic\u00f3logo cl\u00ednico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes, ao receber um diagn\u00f3stico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), \u00e9 comum ouvir frases como: &#8220;Ele tem autismo leve&#8221; ou &#8220;S\u00f3 um pouquinho de autismo&#8221;. Mas como psic\u00f3logo, posso afirmar que essas express\u00f5es s\u00e3o enganosas. O autismo n\u00e3o \u00e9 &#8220;leve&#8221; ou &#8220;pesado&#8221;, e sim uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica que afeta cada indiv\u00edduo de maneira \u00fanica, exigindo diferentes n\u00edveis de suporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TEA \u00e9 um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desafios na comunica\u00e7\u00e3o, na intera\u00e7\u00e3o social e por padr\u00f5es de comportamento repetitivos e restritos. Diferente de outras condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, o autismo n\u00e3o segue um padr\u00e3o \u00fanico. Algumas pessoas podem ter dificuldades mais sutis, enquanto outras necessitam de suporte intensivo em diversas \u00e1reas da vida. Os sinais do TEA costumam aparecer nos primeiros anos de vida. Como profissional da \u00e1rea, j\u00e1 atendi crian\u00e7as que apresentavam dificuldades na linguagem, evitavam contato visual ou demonstravam grande interesse em um tema espec\u00edfico. Outros pacientes demonstram hipersensibilidade a sons, cheiros ou texturas, al\u00e9m de padr\u00f5es de comportamento repetitivos. Cada caso \u00e9 \u00fanico, mas um fator comum \u00e9 a necessidade de compreens\u00e3o e acolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A classifica\u00e7\u00e3o do TEA se baseia no n\u00edvel de suporte necess\u00e1rio. O N\u00edvel 1 indica que a pessoa exige suporte, mas consegue ter alguma independ\u00eancia no dia a dia. No N\u00edvel 2, \u00e9 necess\u00e1rio um suporte substancial para lidar com desafios sociais e comportamentais. J\u00e1 o N\u00edvel 3 exige um suporte muito substancial, pois a pessoa apresenta s\u00e9rias dificuldades na comunica\u00e7\u00e3o e na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina. Essa classifica\u00e7\u00e3o refor\u00e7a que n\u00e3o existe &#8220;autismo leve&#8221;, e sim diferentes graus de necessidade de suporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratamento do TEA \u00e9 multidisciplinar e pode envolver terapeutas ocupacionais, fonoaudi\u00f3logos, neuropsic\u00f3logos e psic\u00f3logos. Como especialista na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), observo que essa abordagem \u00e9 essencial para ajudar a crian\u00e7a a desenvolver habilidades sociais, lidar com emo\u00e7\u00f5es e criar estrat\u00e9gias para diminuir comportamentos disfuncionais. Na cl\u00ednica, acompanho crian\u00e7as que aprendem a compreender pistas sociais e a regular emo\u00e7\u00f5es, melhorando significativamente sua qualidade de vida. A TCC tamb\u00e9m auxilia os pais a desenvolverem estrat\u00e9gias para apoiar seus filhos com mais seguran\u00e7a e empatia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autismo n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a, nem algo a ser &#8220;curado&#8221;, mas uma forma diferente de experi\u00eancia humana. Rotular um autista como &#8220;leve&#8221; pode minimizar suas dificuldades e reduzir o suporte necess\u00e1rio. O essencial \u00e9 garantir que cada pessoa com TEA receba o acolhimento e os recursos adequados para viver plenamente. Se voc\u00ea conhece algu\u00e9m com TEA ou suspeita de sinais, busque avalia\u00e7\u00e3o profissional. O conhecimento e a compreens\u00e3o s\u00e3o os primeiros passos para um mundo mais inclusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Roberto Reis \u00e9 psic\u00f3logo cl\u00ednico especializado em Terapia Cognitivo-Comportamental e idealizador da Longevos Psicologia, uma cl\u00ednica voltada para o cuidado da sa\u00fade mental e longevidade. Graduado em Psicologia pela Universidade Cat\u00f3lica do Salvador (UCSAL), Paulo \u00e9 tamb\u00e9m mestrando em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Com uma s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, \u00e9 p\u00f3s-graduado em Gerontologia, Terapia Cognitivo-Comportamental e Neuropsicologia. Al\u00e9m de sua pr\u00e1tica cl\u00ednica, Paulo \u00e9 colunista do Portal Som de Papo, onde escreve sobre sa\u00fade mental aos domingos, contribuindo com informa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es sobre o bem-estar psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SILVA, D. F.; RIBEIRO, M. N. Transtorno do Espectro Autista: Diagn\u00f3stico, Tratamento e Inclus\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Editora Vozes, 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IMAGEM: META IA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dr. Paulo Roberto Reis Psic\u00f3logo cl\u00ednico &nbsp; Muitas vezes, ao receber um diagn\u00f3stico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), \u00e9 comum ouvir frases como: &#8220;Ele tem autismo leve&#8221; ou &#8220;S\u00f3 um pouquinho de autismo&#8221;. Mas como psic\u00f3logo, posso afirmar que essas express\u00f5es s\u00e3o enganosas. 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