{"id":42352,"date":"2025-05-08T10:00:15","date_gmt":"2025-05-08T13:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=42352"},"modified":"2025-05-08T10:01:56","modified_gmt":"2025-05-08T13:01:56","slug":"wilson-simonal-sucesso-nas-decadas-de-60-e-70","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wilson-simonal-sucesso-nas-decadas-de-60-e-70\/","title":{"rendered":"Wilson Simonal: sucesso nas d\u00e9cadas de 60 e 70"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua ex\u00edmia qualidade vocal e r\u00edtmica, seu carisma e dom\u00ednio do palco e do p\u00fablico lhe garantiram um estrondoso sucesso durante as d\u00e9cadas de 60 e 70 e o colocaram entre os maiores nomes da nossa m\u00fasica popular brasileira de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, para celebrar o dia de hoje, preparamos uma lista com 10 curiosidades sobre este grande artista da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;4\u00aa Maior Voz Brasileira de Todos os Tempos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artista completo \u2013 conhecido como um showman ou um entertainer \u2013 Simonal foi eleito a quarta maior voz brasileira de todos os tempos, segundo lista da Revista Rolling Stone Brasil de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chefe de Torcida e Cantor da Banda de Baile do Quartel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na adolesc\u00eancia seus planos de formar um conjunto musical foram interrompidos quando foi convocado a servir o 8\u00ba Grupo de Artilharia de Costa Motorizado, quartel famoso pelo seu ativo time de futebol e por sua banda. Mas nada \u00e9 por acaso: foi l\u00e1 que Simonal aprendeu a comandar plateias e dominar o p\u00fablico como ningu\u00e9m, j\u00e1 que era chefe da torcida do time e participava dos bailes como cantor da banda. Quando saiu do ex\u00e9rcito, foi logo formar o seu primeiro conjunto musical: Dry Boys, chamando a aten\u00e7\u00e3o de Carlos Imperial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Int\u00e9rprete antenado nas novidades<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simonal foi o segundo int\u00e9rprete na hist\u00f3ria a gravar Caetano Veloso, ficando atr\u00e1s somente da irm\u00e3 dele, Maria Beth\u00e2nia, ainda n\u00e3o t\u00e3o conhecida na \u00e9poca. Simonal gravou a mesma can\u00e7\u00e3o que Beth\u00e2nia e no mesmo ano, De Manh\u00e3, em um compacto de 1965. Ele tamb\u00e9m foi o segundo a gravar Chico Buarque, com a can\u00e7\u00e3o Sonho de Um Carnaval, no mesmo ano, depois de ser gravada por Geraldo Vandr\u00e9. Al\u00e9m disso, foi ainda o primeiro a gravar Toquinho, com a can\u00e7\u00e3o Belinha. Tudo isso s\u00f3 mostra o quanto o int\u00e9rprete era antenado com o que de mais novo e de melhor qualidade vinha sendo feito em termos de m\u00fasica no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas Telinhas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1966, tr\u00eas anos ap\u00f3s lan\u00e7ar o seu primeiro disco, Simonal passou a ser atra\u00e7\u00e3o fixa no programa de Elis Regina e Jair Rodrigues, O Fino da Bossa, na TV Record e tamb\u00e9m a fazer participa\u00e7\u00f5es no programa da Jovem Guarda. Neste mesmo ano, entrou para a trilha do primeiro filme de Os Trapalh\u00f5es e logo tornou-se um sucesso nacional. Ainda em 1966, Simonal estreou o seu programa, Show em Si\u2026 Monal (que, depois de um tempo \u2013 passou a se chamar Vamos S\u2019imbora), na TV Record. Entre os roteiristas estavam Miele, B\u00f4scoli, Carlos Imperial e J\u00f4 Soares. Em 1965, Simonal j\u00e1 tinha apresentado o programa Spotlight na TV Tupi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em maio de 1969 os cantores Wilson Simonal e Milton Nascimento durante ensaio para o programa \u201cShow em Si\u2026 monal\u201d em S\u00e3o Paulo. \/ Foto: Estad\u00e3o Acervo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 Rei da Pilantragem<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 1966, o pianista C\u00e9sar Camargo Mariano (que foi marido de Elis Regina e \u00e9 pai de Maria Rita e Pedro Mariano) tornou-se o principal arranjador das can\u00e7\u00f5es de Simonal. Os dois, junto com Carlos Imperial e Nonato Buzar, formaram um movimento, comandado por Simonal, batizado de Pilantragem. A ideia era misturar bossa nova, samba, a nascente m\u00fasica soul americana, o jazz, a m\u00fasica de protesto e o rock que se j\u00e1 fazia por aqui na \u00e9poca com a Jovem Guarda, sem perder a qualidade, mas fazendo um som que era diferente de tudo isso, que eles definiam como \u201cmais comunicativo\u201d \u2013 isto \u00e9 \u2013 que se comunicasse melhor com as massas, que fosse mais popular. A elabora\u00e7\u00e3o de arranjos e repert\u00f3rios buscava a uni\u00e3o do bom gosto com a comunica\u00e7\u00e3o imediata. Foi nessa linha que Simonal gravou Carango, Mam\u00e3e Passou A\u00e7\u00facar em Mim, Meu Lim\u00e3o, Meu Limoeiro, Vesti Azul, Nem Vem Que N\u00e3o Tem e tantas outras can\u00e7\u00f5es de sucesso de sua carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 Hino de luta contra o preconceito racial<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1967, Simonal comp\u00f4s \u2013 com Ronaldo B\u00f4scoli \u2013 a m\u00fasica que viria a ser um hino da luta contra o preconceito racial: Tributo a Martin Luther King, grande \u00edcone e refer\u00eancia na luta pelos direitos civis americanos. C\u00e9sar Camargo Mariano fez os arranjos e a can\u00e7\u00e3o foi gravada em compacto no mesmo ano, mas s\u00f3 p\u00f4de ser lan\u00e7ada 4 meses depois, por conta da censura. Na entrega do Trof\u00e9u Roquete Pinto naquele ano, Simonal fez um discurso hist\u00f3rico sobre esta composi\u00e7\u00e3o: \u201cEssa m\u00fasica, eu pe\u00e7o permiss\u00e3o a voc\u00eas, porque eu dediquei ao meu filho, esperando que no futuro ele n\u00e3o encontre nunca aqueles problemas que eu encontrei, e tenho \u00e0s vezes encontrado, apesar de me chamar Wilson Simonal de Castro.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Simonal \u00e9 pai dos cantores, compositores, multi-instrumentistas e produtores Wilson Simoninha e Max de Castro, que carregam com maestria o seu legado na m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 \u2013 Int\u00e9rprete queridinho de todos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No hist\u00f3rico III Festival da M\u00fasica Popular Brasileira, em 1967, Simonal foi indicado como int\u00e9rprete por tantos compositores que a organiza\u00e7\u00e3o abriu uma exce\u00e7\u00e3o para que ele apresentasse uma m\u00fasica em cada uma das tr\u00eas eliminat\u00f3rias. Ent\u00e3o, o cantor defendeu Balada do Vietn\u00e3, de Elizabeth Sanches e David Nasser, O Milagre, de Nonato Buzar, e Belinha, de Toquinho e V\u00edtor Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 \u2013 Alegria, Alegria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em 1967, Simonal lan\u00e7a o disco Alegria, Alegria, o primeiro de uma s\u00e9rie de quatro discos que o artista lan\u00e7ou com esse nome, vindo de um bord\u00e3o que ele utilizava nos shows e que Caetano Veloso usou para nomear sua m\u00fasica de imenso sucesso, que apresentou no festival do mesmo ano. Nesse disco, que conta com barulho de intera\u00e7\u00e3o e palmas da plateia e com cantigas de roda, est\u00e3o grandes sucessos da Pilantragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 \u2013 Os maiores sucessos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1969 Simonal gravou o que veio a ser o maior sucesso comercial de sua carreira: a m\u00fasica Pa\u00eds Tropical, de Jorge Ben Jor. Jorge queria dar a composi\u00e7\u00e3o para Gal Costa, mas Simonal gostou tanto da m\u00fasica que insistiu em grav\u00e1-la e ainda inseriu algumas particularidades, como o \u00faltimo refr\u00e3o em que cantava apenas a primeira s\u00edlaba de cada palavra, o c\u00e9lebre \u201cpatropi\u201d, termo utilizado at\u00e9 hoje para fazer refer\u00eancia ao Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e1 Marina \u2013 de Ant\u00f4nio Adolfo e Tib\u00e9rio Gaspar \u2013 \u00e9 segunda m\u00fasica de maior sucesso de Simonal e tornou-se o maior cart\u00e3o de visitas de Simonal no exterior, tendo sido gravada por nomes como S\u00e9rgio Mendes e Stevie Wonder e rendendo ao artista turn\u00eas internacionais de sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;10 \u2013 O maior contrato publicit\u00e1rio at\u00e9 aquele momento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m em 1969, a empresa Shell patrocinou uma turn\u00ea de S\u00e9rgio Mendes no Brasil. O pianista brasileiro, que fazia muito sucesso e residia no exterior desde 1964, veio se apresentar no pa\u00eds e encerrou a turn\u00ea em um show a pre\u00e7os populares no Maracan\u00e3zinho, contando com a presen\u00e7a de outros artistas como Jorge Ben Jor, Gal Costa, Milton Nascimento e Wilson Simonal, que foi o \u00faltimo a se apresentar antes da entrada triunfal de S\u00e9rgio Mendes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece que Simonal fez tanto sucesso com as cl\u00e1ssicas can\u00e7\u00f5es que apresentou em seu show e com a forma com que dominava a plateia de 30 mil pessoas como se fossem parte de seu coro \u2013 dividindo as vozes em Meu Lim\u00e3o, Meu Limoeiro, da mesma forma que fazia em seu programa \u2013 que acabou sendo mais ovacionado que o pr\u00f3prio S\u00e9rgio Mendes, estrela da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Shell ficou encantada com Simonal e fechou com ele um dos maiores e mais altos contratos da hist\u00f3ria da publicidade at\u00e9 aquele momento. Simonal tornou-se garoto propaganda da marca e seu sucesso, popularidade, influ\u00eancia s\u00f3 cresciam a cada dia, atingindo o auge naquele momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte? https:\/\/novabrasilfm.com.br\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; Sua ex\u00edmia qualidade vocal e r\u00edtmica, seu carisma e dom\u00ednio do palco e do p\u00fablico lhe garantiram um estrondoso sucesso durante as d\u00e9cadas de 60 e 70 e o colocaram entre os maiores nomes da nossa m\u00fasica popular brasileira de todos os tempos. 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