{"id":43705,"date":"2025-08-28T13:12:58","date_gmt":"2025-08-28T16:12:58","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=43705"},"modified":"2025-08-28T13:12:58","modified_gmt":"2025-08-28T16:12:58","slug":"pena-branca-xavantinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/pena-branca-xavantinho\/","title":{"rendered":"Pena Branca &#038; Xavantinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Influenciados por Ti\u00e3o Carreiro, Z\u00e9 do Rancho, Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Vieira e Vieirinha, entre outros, Pena Branca &amp; Xavantinho \u00e9 o duo musical caipira respons\u00e1vel pela aproxima\u00e7\u00e3o do g\u00eanero com a mpb e outros ritmos mais urbanos da m\u00fasica brasileira. Ao lado de Almir Sater, Rolando Boldrin, Inezita Barroso e o pr\u00f3prio Renato Teixeira, consolidaram a m\u00fasica caipira como folcl\u00f3rica, agregando erudi\u00e7\u00e3o e conquistando o respeito de quem via esse g\u00eanero como menor. Ao lado de Tonico &amp; Tinoco e Ti\u00e3o Carreiro &amp; Pardinho, s\u00e3o os expoentes m\u00e1ximos da m\u00fasica caipira, podendo ser identificada ainda como moda de viola. O g\u00eanero \u00e9 pai do sertanejo, hoje o ritmo brasileiro mais popular no mundo, por vozes como Zez\u00e9 di Camargo &amp; Luciano nos anos 90 e Michel Tel\u00f3 na atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Venceram o premio APCA de 1992 e Sharp de 1990 e 1992 com os \u00e1lbuns Cantando Mundo Afora e Ao Vivo em Tatu\u00ed, este \u00faltimo com Renato Teixeira e a orquestra da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, nasceu em Igarapava-SP no dia 04\/09\/1939; e Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, nasceu em Cruzeiro dos Peixotos, Distrito de Uberl\u00e2ndia-MG, em 26\/12\/1942 e faleceu em S\u00e3o Paulo aos 56 anos, em 08\/10\/1999. Criados na Regi\u00e3o de Uberl\u00e2ndia no Tri\u00e2ngulo Mineiro, eram filhos de Dolores Maria de Jesus, (a &#8220;Coitinha&#8221; como era carinhosamente conhecida), que lavava roupa para fora, e de Francisco da Silva, que trabalhava numa pequena lavoura que possu\u00eda e tamb\u00e9m criava algumas cabe\u00e7as de gado em terreno arrendado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona &#8220;Coitinha&#8221; cantava com Seu Francisco que tamb\u00e9m tocava Cavaquinho. Al\u00e9m de cantar, ela tamb\u00e9m marcava o ritmo com instrumentos de percuss\u00e3o que improvisava com caba\u00e7as de porongo e colheres de pau. Assim foi o primeiro contato musical dos meninos que aprenderam os primeiros acordes musicais no Cavaquinho do Seu Francisco, que faleceu repentinamente em 1950 quando Jos\u00e9 Ramiro e Ranulfo tinham apenas 11 e 8 anos respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo o primog\u00eanito, Pena Branca teve que assumir a responsabilidade do sustento da fam\u00edlia. Dona &#8220;Coitinha&#8221; continuava com as improvisa\u00e7\u00f5es dos instrumentos musicais, tendo inclusive confeccionado uma Viola feita de caba\u00e7a de porongo e sand\u00e1lias velhas, cujas tiras de couro foram cortadas em fios fin\u00edssimos e fizeram a vez das cordas! E era ela quem mais queria que os meninos tentassem uma carreira art\u00edstica, j\u00e1 que considerava a M\u00fasica como sendo a &#8220;liberta\u00e7\u00e3o&#8221; daquele trabalho rude e que seguia um sistema praticamente escravocrata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1953, durante a entressafra, Jos\u00e9 Ramiro foi trabalhar em Ituiutaba-MG como carregador nos frigor\u00edficos e armaz\u00e9ns. Foi nessa \u00e9poca que comprou sua primeira Viola e formou com Z\u00e9 Pretinho a dupla &#8220;Z\u00e9 Miranda e Jo\u00e3o do Campo&#8221;. E, quando voltava a \u00e9poca da safra, Jos\u00e9 Ramiro voltava pr\u00e1 casa e continuava o trabalho nas fazendas, onde nas horas de folga ensaiava com o irm\u00e3o Ranulfo. Nesse trabalho, Jos\u00e9 Ramiro e Ranulfo n\u00e3o recebiam dinheiro, e sim &#8220;ordens de pagamento&#8221; ao armaz\u00e9m de secos e molhados da localidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Melhorando com o tempo o desempenho, come\u00e7aram a participar de Folias de Reis, quermesses e bailes. Eram comuns tamb\u00e9m os mutir\u00f5es em finais de semana, os quais sempre acabavam numa comemora\u00e7\u00e3o com comida, bebida, M\u00fasica e Dan\u00e7a. E os dois irm\u00e3os animavam a festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos depois desfez-se a parceria com Z\u00e9 Pretinho. Jos\u00e9 Ramiro e Ranulfo continuavam os ensaios freq\u00fcentes, e come\u00e7aram a desenvolver os estilos inspirados nas Duplas Caipiras da \u00e9poca. Jos\u00e9 Ramiro tocando uma &#8220;Viola de Craveia&#8221; e Ranulfo tocando um velho Viol\u00e3o emprestado de um amigo. E j\u00e1 se apresentavam em clubes onde muitas vezes &#8220;os palcos eram formados por mesas reunidas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1958, quando participaram do programa do Coronel Hipopota na R\u00e1dio Educadora de Uberl\u00e2ndia-MG, Brasil , o locutor cismou que &#8220;Jos\u00e9 e Ranulfo&#8221; (como eles se denominavam) &#8220;n\u00e3o era nome de dupla&#8221;. Contra a vontade dos dois irm\u00e3os, anunciou no microfone da emissora a dupla &#8220;Peroba e Jatob\u00e1&#8221;. Jos\u00e9 e Ranulfo n\u00e3o gostaram do nome, apesar da insist\u00eancia do Coronel Hipopota. Na apresenta\u00e7\u00e3o seguinte adotaram os nomes de &#8220;Barcelo e Barcelinho&#8221;. N\u00e3o satisteitos, mudaram o nome para &#8220;Xavante e Xavantinho&#8221;, lembrando das aulas de Hist\u00f3ria na Escola Prim\u00e1ria, e homenageando tamb\u00e9m o \u00cdndio Brasileiro. Na \u00e9poca, os irm\u00e3os continuavam trabalhando como carregadores, o que possibilitou a compra de novas Violas. Eles se apresentavam em todos os lugares, e n\u00e3o recusavam nenhum convite. Ranulfo, o Xavantinho, tamb\u00e9m come\u00e7ou nessa \u00e9poca a escrever as suas primeiras letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o Sanfoneiro Pinagi formaram o &#8220;Trio Pena Branca&#8221;, que em 1964 se apresentava em pequenas cidades do interior Goiano. Seu estilo era influenciado diretamente por Vieira e Vieirinha, e tamb\u00e9m por &#8220;Pedro Bento e Z\u00e9 da Estrada&#8221;, e &#8220;Serrinha e Ram\u00f3n Perez&#8221;. No repert\u00f3rio, can\u00e7\u00f5es t\u00edpicas da Zona Rural Mineira, Polcas Paraguaias, Folclore Boliviano e Toadas Mexicanas. Desfez-se mais tarde o trio, por\u00e9m os irm\u00e3os &#8220;Xavante e Xavantinho&#8221; continuaram a se apresentar, e concentraram seu trabalho entre o Tri\u00e2ngulo Mineiro e a regi\u00e3o Centro-Oeste do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, mais uma vez, tiveram que trocar de nome, pois havia aparecido um cantor de nome art\u00edstico Xavante, que formava um trio com Taquari e Otavinho e passara a exigir dinheiro para utiliza\u00e7\u00e3o do seu nome pela dupla &#8220;Xavante e Xavantinho&#8221;. Desta vez ent\u00e3o, os irm\u00e3os Jos\u00e9 e Ranulfo aproveitaram o nome do trio que haviam formado antes com Pinagi, o &#8220;Trio Pena Branca&#8221; e, a partir de ent\u00e3o, Jos\u00e9 Ramiro passou a ser o Pena Branca, e Ranulfo, o Xavantinho, ficando a excelente dupla com o nome consagrado que chegou at\u00e9 n\u00f3s, a despeito das descren\u00e7as do Coronel Hipopota que insistia em &#8220;Peroba e Jatob\u00e1&#8221; e afirmava tamb\u00e9m que com aquele &#8220;constante troca-troca&#8221; de nomes, a dupla n\u00e3o faria sucesso, embora soubessem cantar muito bem! Ali\u00e1s, o nome definitivo da dupla nasceu j\u00e1 na Capital Paulista como ser\u00e1 mencionado logo abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E na dupla, Xavantinho tocava o Viol\u00e3o enquanto seu irm\u00e3o Pena Branca sempre foi o respons\u00e1vel pelo som da Viola Caipira. E o destino parecia estar tra\u00e7ado: em 1968, Ramiro e um motorista da transportadora na qual trabalhavam tiveram que ir recuperar a carga de um caminh\u00e3o que estava a caminho de S\u00e3o Paulo e que havia ca\u00eddo em uma ribanceira no canal de S\u00e3o Sim\u00e3o no Estado de Goi\u00e1s. Ao t\u00e9rmino do trabalho, Xavantinho decidiu &#8220;pedir carona&#8221; e seguir junto com o caminh\u00e3o usado no socorro, rumo \u00e0 Paulic\u00e9ia Desvairada, &#8220;apenas com a cara e a coragem&#8221; e a roupa suja de lama no corpo, sem sequer avisar previamente a fam\u00edlia&#8230; E prometeu ao irm\u00e3o Pena Branca: &#8220;Mano, um dia vou tirar voc\u00ea da\u00ed&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Capital Bandeirante continuou trabalhando na filial da mesma transportadora, onde foi promovido a entregador de encomendas. Prosseguia com os ensaios nas horas de folga. Algum tempo depois, Pena Branca tamb\u00e9m foi para junto do irm\u00e3o, chamado por ele atrav\u00e9s de uma carta, e passou a trabalhar na mesma empresa de transporte como conferente de carga. Os dois moravam na pens\u00e3o da Dona Judite no bairro do Canind\u00e9. E come\u00e7aram a se apresentar em S\u00e3o Paulo. Em 1969, integraram o grupo de m\u00fasicos do &#8220;Rei do La\u00e7o&#8221;, que era um clube de divulga\u00e7\u00e3o da M\u00fasica Caipira, freq\u00fcentado por figuras importantes do meio, como os famosos e respeitados Tonico e Tinoco, e tamb\u00e9m a dupla, na \u00e9poca iniciante, Milion\u00e1rio e Jos\u00e9 Rico. Em 1970 conquistaram o quarto lugar num festival promovido pela R\u00e1dio Cometa e foram convidados a participar da grava\u00e7\u00e3o de um compacto, com a m\u00fasica vitoriosa, &#8220;Saudade&#8221;. Foi inclusive na hora de receber esse pr\u00eamio que apareceu o cantor de nome art\u00edstico Xavante, j\u00e1 mencionado acima, que quis inclusive &#8220;vender o nome&#8221; para Jos\u00e9 e Ranulfo que n\u00e3o quiseram. Subiram ent\u00e3o no palco e anunciaram que, a partir daquele instante, eles eram &#8220;Pena Branca e Xavantinho&#8221;!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1975, passaram a integrar a Orquestra &#8220;Cora\u00e7\u00e3o de Viola&#8221;, em Guarulhos. Inezita Barroso, num belo dia, estava ensaiando com essa orquestra e percebeu o potencial de Pena Branca e Xavantinho: &#8220;Meninos, voc\u00eas t\u00eam um grande futuro, mas voc\u00eas s\u00f3 acontecer\u00e3o se sa\u00edrem daqui&#8221;. Tamb\u00e9m a dupla Cora\u00e7\u00e3o do Brasil, Tonico e Tinoco, foi fazer um show em Barretos-SP e eles perceberam o valor de Jos\u00e9 e Ranulfo: &#8220;Queremos esses dois meninos com a gente&#8221;. No mesmo ano ainda, &#8220;Pena Branca e Xavantinho&#8221; foram contratados para se apresentar na Bas\u00edlica de Aparecida do Norte-SP, nos finais de semana, num coreto montado junto \u00e0 ferrovia. Os shows eram produzidos por Roberto de Oliveira, irm\u00e3o de Renato Teixeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1979, o mesmo Empres\u00e1rio Roberto de Oliveira, da gravadora WEA, procurava talentos para integrar o projeto do Selo Rodeio, um selo espec\u00edfico para m\u00fasicas regionais. E veio o convite para um teste de est\u00fadio ap\u00f3s uma apresenta\u00e7\u00e3o da dupla em Aparecida do Norte-SP. Houve, por\u00e9m um desencontro e quando chegaram ao est\u00fadio, foram informados de que Roberto havia viajado a neg\u00f3cios. O funcion\u00e1rio que os atendeu recebeu muito negativamente a m\u00fasica &#8220;Que Terreiro \u00c9 Esse?&#8221; e detestou mais ainda as outras m\u00fasicas que eles apresentaram. Nada foi feito e o funcion\u00e1rio aconselhou aos dois irm\u00e3os que &#8220;&#8230;pegassem a Viola e fossem pr\u00e1 casa ensaiar outras coisas, mudar o repert\u00f3rio&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, em 1980, seguiram o conselho de Roberto de Oliveira e se increveram no festival MPB Shell daquele ano, com a m\u00fasica &#8220;Que Terreiro \u00c9 Esse?&#8221;, a mesma que havia sido ridicularizada pelo funcion\u00e1rio da WEA. Na apresenta\u00e7\u00e3o, no Maracan\u00e3zinho no Rio de Janeiro-RJ, interpretaram a m\u00fasica acompanhados de 16 Violeiros da Orquestra de Guarulhos mais um grupo de percussionistas. A plat\u00e9ia acompanhou com palmas, e a m\u00fasica foi classificada para as finais. Durante o festival, conheceram Renato Teixeira, Almir Sater, Diana Pequeno, e muitas outras &#8220;feras da MPB&#8221; com as quais criariam la\u00e7os permanentes e important\u00edssimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberto de Oliveira, por outro lado, ficou surpreso quando soube da recusa do funcion\u00e1rio da gravadora, que, de acordo com o Empres\u00e1rio, teria sido um total descumprimento de suas orienta\u00e7\u00f5es. E, para &#8220;reparar o incidente&#8221; o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, providenciou o lan\u00e7amento do primeiro LP de Pena Branca e Xavantinho: &#8220;Velha Morada&#8221;, incluindo a m\u00fasica que havia sido refugada: &#8220;Que Terreiro \u00c9 Esse?&#8221;. No entanto, foi outra m\u00fasica a que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica e do meio musical: o c\u00e9lebre &#8220;Cio da Terra&#8221; de Chico Buarque e Milton Nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a iniciativa para esse &#8220;Casamento Harmonioso&#8221; partiu de Xavantinho: ele gostava do &#8220;Cio da Terra&#8221; de Chico e Milton e insistia que a m\u00fasica podia ser gravada em dueto, com as vozes ter\u00e7adas. Para Pena Branca foi dif\u00edcil &#8220;encontrar a segunda voz&#8221;, mas o resultado valeu a pena: o &#8220;casamento&#8221; foi finalmente consagrado! Renato Teixeira j\u00e1 havia iniciado o &#8220;casamento&#8221; entre a MPB Urbana e a M\u00fasica Caipira; Pena Branca e Xavantinho consagraram este casamento, seduzindo um &#8220;p\u00fablico da cidade grande&#8221; a um novo estilo na MPB e mostrando tamb\u00e9m ao interiorano &#8220;novos fil\u00f5es&#8221;. Bom para ambas as partes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E come\u00e7aram os convites para programas de TV. O primeiro veio de Rolando Boldrin, que chamou os irm\u00e3os do Tri\u00e2ngulo Mineiro para a estr\u00e9ia do inesquec\u00edvel Programa &#8220;Som Brasil&#8221; na Rede Globo em 1981. Rolando Boldrin tinha conseguido localizar Jos\u00e9 e Ranulfo num &#8220;quarto e cozinha&#8221; em Guarulhos-SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo programa, juntamente com o pr\u00f3prio Milton Nascimento, cantaram &#8220;Cio da Terra&#8221;. &#8220;Naquele dia ficamos muito nervosos, mas deu pra ag\u00fcentar durante a grava\u00e7\u00e3o, s\u00f3 depois, no camarim, \u00e9 que a gente n\u00e3o ag\u00fcentou a emo\u00e7\u00e3o e come\u00e7ou a chorar&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1982, gravaram o segundo disco, &#8220;Uma Dupla Brasileira&#8221;, o qual foi produzido por Rolando Boldrin, conforme j\u00e1 mencionado na p\u00e1gina dedicada ao &#8220;cantad\u00f4&#8221;. E come\u00e7aram a viajar pelo Brasil, dentro do projeto &#8220;Som do Brasil&#8221;. Durante este per\u00edodo, assimilaram tamb\u00e9m novos ritmos, incorporando-os ao seu estilo musical. Para nossa felicidade, esse LP foi remasterizado em CD e se encontra dispon\u00edvel!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse ano cantaram juntamente com Milton Nascimento, no show &#8220;Trinta Anos da Anistia Internacional&#8221;, em Curitiba-PR, realizado na famosa pedreira Paulo Leminski, famos\u00edssima pela sua &#8220;ac\u00fastica natural&#8221; e que reuniu v\u00e1rios artistas a fim de angariar fundos para a entidade. Na mesma &#8220;pedreira&#8221; tamb\u00e9m j\u00e1 se apresentaram outros m\u00fasicos mundialmente consagrados, como por exemplo, o Tenor Catal\u00e3o Jos\u00e9 Carreras!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro disco, &#8220;Cio da Terra&#8221;, s\u00f3 veio cinco anos depois, em 1987, na Continental, e desta vez, &#8220;derrubando todas as barreiras&#8221; entre M\u00fasica Caipira e Urbana&#8221;, consagrando o &#8220;Harmonioso Casamento de Estilos&#8221; de nossa Boa M\u00fasica Brasileira. Gravaram Luiz Gonzaga, Lupic\u00ednio Rodrigues, Tavinho Moura e Wagner Tiso, sempre com vers\u00f5es inovadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dupla encerrou sua carreira em outubro de 1999, com a morte de Xavantinho. Pena Branca continuou em carreira solo, mas no dia 8 de fevereiro de 2010, faleceu aos 70 anos, v\u00edtima de infarto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/www.mgtradio.net\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; &nbsp; Influenciados por Ti\u00e3o Carreiro, Z\u00e9 do Rancho, Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Vieira e Vieirinha, entre outros, Pena Branca &amp; Xavantinho \u00e9 o duo musical caipira respons\u00e1vel pela aproxima\u00e7\u00e3o do g\u00eanero com a mpb e outros ritmos mais urbanos da m\u00fasica brasileira. 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