{"id":45975,"date":"2026-01-01T10:33:55","date_gmt":"2026-01-01T13:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=45975"},"modified":"2026-01-01T10:36:36","modified_gmt":"2026-01-01T13:36:36","slug":"lima-duarte-ator-lendario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/lima-duarte-ator-lendario\/","title":{"rendered":"Lima Duarte (ator lend\u00e1rio)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lima Duarte (Ariclenes Ven\u00e2ncio Martins) \u00e9 um ator lend\u00e1rio com curiosidades como: come\u00e7ou no r\u00e1dio por timidez, foi dublador (inclusive do Manda-Chuva!), fez mais de 70 anos de carreira interpretando de tudo (bandido a rei), \u00e9 pai da atriz D\u00e9bora Duarte, \u00e9 ateu, vive recluso em um s\u00edtio, e seus personagens ic\u00f4nicos (como Sass\u00e1 Mutema e Sinhozinho Malta) s\u00e3o vistos como almas que ele carrega,.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descubra o nome de registro, o pensamento que o fez optar pelo nome art\u00edstico, o personagem que homenageou suas origens e muito mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lima Duarte nasceu no povoado Nossa Senhora da Purifica\u00e7\u00e3o do Desemboque e do Sagrado Sacramento, em Minas Gerais. Ainda pequeno, juntamente com dois irm\u00e3os, auxiliava o pai, um boiadeiro, a cuidar da propriedade em que moravam. A m\u00e3e, por sua vez, trabalhava em um circo, o que proporcionou o contato de Lima Duarte com a arte &#8211; l\u00e1, ele conquistou o seu primeiro papel em uma pe\u00e7a. Mudou-se para S\u00e3o Paulo aos 15 anos e viu a sua vida mudar drasticamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos personagens de maior sucesso da extensa carreira de Lima Duarte \u00e9 Sass\u00e1 Mutema (foto), de &#8220;O Salvador da P\u00e1tria&#8221;, de 1989. As origens de Sass\u00e1, no entanto, faziam refer\u00eancia as de seu int\u00e9rprete. Assim como Lima Duarte, o personagem era um mineiro, que citava o lugar em que o ator nasceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome de batismo do ator \u00e9 Ariclenes Ven\u00e2ncio Martins. Ele adotou a alcunha art\u00edstica por sugest\u00e3o da m\u00e3e, que, esp\u00edrita, o aconselhou a usar o nome de seu guia. O autor Cassiano Gabus Mendes fez uma homenagem ao amigo atrav\u00e9s de um dos protagonistas da novela &#8220;Ti-Ti-Ti&#8221; (1985), Ariclenes, vivido pelo ator Luiz Gustavo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 15 anos, Lima Duarte viajou para S\u00e3o Paulo em um caminh\u00e3o de manga e come\u00e7ou a trabalhar no Mercado da cidade. A dona da casa em que morou por tr\u00eas anos foi a respons\u00e1vel por dar o empurr\u00e3ozinho que faltava na carreira, levando-o at\u00e9 a R\u00e1dio Tupi, onde o artista acabou reprovado no teste por conta de seu jeito caipira de falar. Ele permaneceu no local trabalhando como operador de som e foi conquistando oportunidades, inclusive a de entrar para o elenco de uma radionovela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 18 de setembro de 1950, Lima Duarte presenciou a inaugura\u00e7\u00e3o da primeira emissora de TV do pa\u00eds e ainda participou da novela &#8220;Sua Vida Me Pertence&#8221;. Ao todo, permaneceu na Tupi por mais de 20 anos e foi alcan\u00e7ando oportunidades, marcando presen\u00e7a tamb\u00e9m na primeira novela colorida brasileira, &#8220;O Bem-Amado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa voc\u00ea esperava? O ator \u00e9 tamb\u00e9m dublador e tornou-se a voz de alguns personagens famosos, como o gato Manda Chuva, o jacar\u00e9 Wally Gator e o c\u00e3o Dundum (parceiro da Tartaruga Tuch\u00ea). Em 1984, ele ainda ganhou a incumb\u00eancia de apresentar o programa dominical &#8220;Som Brasil&#8221;. O artista tamb\u00e9m j\u00e1 foi um dos apresentadores do &#8220;Voc\u00ea Decide&#8221;, na temporada de 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lima Duarte seguia firme na carreira art\u00edstica, quando foi para a Globo com o intuito de dirigir a trama &#8220;O Bofe&#8221;. A novela n\u00e3o foi bem e, a sua substituta, &#8220;O Bem Amado&#8221;, precisava de um ator para viver Zeca Diabo. Como estava sem fazer nada, ao saber sobre a oportunidade pelo diretor Daniel Filho, logo topou. O sucesso do personagem garantiu mais espa\u00e7o na emissora, o que, por si s\u00f3, fez com que novas oportunidades surgissem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um artista que se mostra ecl\u00e9tico, tornou-se tamb\u00e9m capaz de viver os mais diversos personagens: em &#8220;O Rebu&#8221;, ele foi o carioca malandro; em &#8220;O Salvador da P\u00e1tria&#8221;, foi um mineiro matuto. Viveu um nordestino matuto em &#8220;O Bem Amado&#8221;, fez sucesso como um perfil arrogante em &#8220;Roque Santeiro&#8221;, incorporou um italiano em &#8220;Meu Bem Meu Mal&#8221;, fez um grego em &#8220;Uga Uga&#8221;, um indiano em &#8220;Caminho das \u00cdndias&#8221;, um turco em &#8220;Bel\u00edssima&#8221; e muitos outros personagens. Na imagem, ele aparece, em 1985, como Sinhozinho Malta (Lima Duarte) ou lado de Porcina (Regina Duarte) em &#8220;Roque Santeiro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lima Duarte foi casado com Martha Godoy de Freitas (1965-1968) e Mara Martins (1970-1989), com quem teve os filhos Julia, M\u00f4nica e Pedro. Mas foi durante a uni\u00e3o com Marisa Sanches (1951-1961) que ele viu a fam\u00edlia crescer ao adotar D\u00e9bora, filha de Marisa, que, na \u00e9poca, tinha apenas um ano e oito meses. Ao crescer, D\u00e9bora, que tamb\u00e9m se tornou atriz, optou por adotar o sobrenome art\u00edstico do pai, chamando-se D\u00e9bora Duarte. Por consequ\u00eancia, Lima tamb\u00e9m tonou-se av\u00f4 de Daniela e Paloma Duarte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chega de novelas&#8230; Ser\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Penso na aposentadoria, n\u00e3o queria mais fazer novela. Tento fugir, mas algo me fisga e me agarra&#8221;, contou o ator ao site da revista \u00c9poca, quando ainda estava no ar como Josaf\u00e1 em &#8220;O Outro Lado do Para\u00edso&#8221;, exibida em 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda em entrevista ao site da revista \u00c9poca, Lima Duarte destacou a sua import\u00e2ncia para a televis\u00e3o brasileira: &#8220;Me considero um colecionador de lembran\u00e7as. Na elite dos grandes atores brasileiros, sou o \u00fanico de forma\u00e7\u00e3o rural e \u00fanico sobrevivente do dia 18 de setembro de 1950, quando inauguraram a TV&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/www.bol.uol.com.br\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; &nbsp; Lima Duarte (Ariclenes Ven\u00e2ncio Martins) \u00e9 um ator lend\u00e1rio com curiosidades como: come\u00e7ou no r\u00e1dio por timidez, foi dublador (inclusive do Manda-Chuva!), fez mais de 70 anos de carreira interpretando de tudo (bandido a rei), \u00e9 pai da atriz D\u00e9bora Duarte, \u00e9 ateu, vive recluso em um s\u00edtio, e seus personagens [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":45979,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[2,141,41],"tags":[],"class_list":["post-45975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-tbt","category-ultimasnoticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45975"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45976,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45975\/revisions\/45976"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}