{"id":46171,"date":"2026-01-15T09:11:46","date_gmt":"2026-01-15T12:11:46","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=46171"},"modified":"2026-01-15T11:08:54","modified_gmt":"2026-01-15T14:08:54","slug":"manoel-castro-uma-trajetoria-televisava-pra-se-recordar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/manoel-castro-uma-trajetoria-televisava-pra-se-recordar\/","title":{"rendered":"Manoel Carlos: uma trajet\u00f3ria televisava pra se recordar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novelista Manoel Carlos nasceu em S\u00e3o Paulo, em 1933. Estreou na Globo em 1972 como diretor-geral do &#8216;Fant\u00e1stico&#8217;. Autor de telenovelas de grande sucesso da emissora. Morreu em 2026, aos 92 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAbsolutamente autodidata\u201d, Manoel Carlos se inspirou em sucessos da radionovela para consolidar seu estilo de escrita em dramaturgia \u2013 aprendeu muito nos bastidores da televis\u00e3o, em uma \u00e9poca de pioneirismo e experimenta\u00e7\u00e3o de linguagem e formatos. Maneco, como \u00e9 conhecido, come\u00e7ou na Globo em 1972, como diretor-geral do &#8216;Fant\u00e1stico&#8217;: antes, j\u00e1 havia passado pela maioria das emissoras brasileiras, escrevendo, produzindo e at\u00e9 atuando. Sim, a carreira art\u00edstica de Maneco come\u00e7ou nos palcos, aos 17 anos. Hoje, suas novelas s\u00e3o conhecidas por terem a cidade do Rio como cen\u00e1rio (e tamb\u00e9m personagem), bem como por explorarem conflitos no seio da fam\u00edlia brasileira. Para cada hist\u00f3ria consagrada, uma hero\u00edna. De &#8216;Baila Comigo&#8217; (1981) a &#8216;Em Fam\u00edlia&#8217; (2014), as Helenas de Manoel Carlos s\u00e3o, sobretudo, m\u00e3es cujo amor pelos filhos \u00e9 capaz de superar qualquer desafio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro. Fa\u00e7o coisas muito fortes, sob um c\u00e9u muito azul. As trag\u00e9dias e os dramas acontecem, mas o dia est\u00e1 lindo. A praia e o esp\u00edrito carioca d\u00e3o uma colora\u00e7\u00e3o rosa ao contexto cinzento. E o p\u00fablico acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manoel Carlos Gon\u00e7alves de Almeida \u00e9 filho do comerciante Jos\u00e9 Maria Gon\u00e7alves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gon\u00e7alves de Almeida. Nascido em 14 de mar\u00e7o de 1933, Maneco \u00e9 paulista s\u00f3 na certid\u00e3o de nascimento, porque ele se considera carioca de cora\u00e7\u00e3o. \u201cFa\u00e7o coisas muito fortes, sob um c\u00e9u muito azul. As trag\u00e9dias e os dramas acontecem, mas o dia est\u00e1 lindo. A praia e o esp\u00edrito carioca d\u00e3o uma colora\u00e7\u00e3o rosa ao contexto cinzento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos anos, n\u00e3o estabeleceu uma rotina de trabalho, gosta de escrever a qualquer hora e em qualquer lugar. E procura deixar \u201ca porta sempre aberta, principalmente para os filhos\u201d. Sua preocupa\u00e7\u00e3o ao pensar uma novela \u00e9 tecer uma trama realista, mas com \u201croupagem de fic\u00e7\u00e3o\u201d. A m\u00e1gica se d\u00e1 nesse meio do caminho entre o poss\u00edvel e o imposs\u00edvel. Para tanto conta com uma equipe de pesquisadoras que o auxilia na cria\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias que envolvem dramas baseados em fatos reais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caminho at\u00e9 se tornar esse autor conceituado entre os melhores da televis\u00e3o brasileira, foi tortuoso e at\u00edpico: seu primeiro emprego, aos 14 anos, foi como auxiliar de escrit\u00f3rio. Mas, desde essa \u00e9poca, integrava os Adoradores de Minerva, um grupo de jovens que se reunia diariamente na Biblioteca Municipal de S\u00e3o Paulo para ler e discutir literatura e teatro. Entre os integrantes do grupo estavam Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Fl\u00e1vio Rangel e Antunes Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 17 anos, em 1951, recebeu o primeiro papel como ator, na TV Tupi paulista, onde atuou no &#8216;Grande Teatro Tupi&#8217;, sob a dire\u00e7\u00e3o de Antunes Filho. No ano seguinte, foi premiado como ator revela\u00e7\u00e3o e estreou como produtor e diretor, al\u00e9m de come\u00e7ar a escrever seus programas. Entre 1953 e 1959, participou da fase inaugural da TV Record; passou pela TV Itacolomi, de Belo Horizonte; TV Rio e TV Tupi, do Rio de Janeiro, onde, al\u00e9m de ator e diretor, adaptou mais de 100 teleteatros; e tamb\u00e9m passou pelo Jornal do Commercio, em Recife.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1960, Manoel Carlos participou das \u00faltimas produ\u00e7\u00f5es da TV Excelsior. Na TV Rio, dividiu a reda\u00e7\u00e3o do programa &#8216;Chico Anysio Show&#8217; com Ziraldo e M\u00e1rio Tupinamb\u00e1. Foi, ainda, diretor do programa, assim como de um segundo humor\u00edstico, &#8216;O Homem e o Riso&#8217;, tamb\u00e9m com Chico Anysio, exibido pela TV Rio e pela TV Record paulista. Ele foi tamb\u00e9m um dos criadores da &#8216;Equipe A&#8217;, em 1964, que criaram, escreveram e produziram programas para a Record, como &#8216;Hebe Camargo&#8217;, &#8216;O Fino da Bossa&#8217;, &#8216;Bossaudade&#8217;, &#8216;Esta Noite se Improvisa&#8217;, &#8216;Alian\u00e7as para o Sucesso&#8217;, &#8216;Para Ver a Banda Passar&#8217; e &#8216;Fam\u00edlia Trapo&#8217;, escrito tamb\u00e9m por J\u00f4 Soares e Carlos Alberto de N\u00f3brega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estreia na Globo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manoel Carlos estreou na Globo em 1972, como diretor-geral do &#8216;Fant\u00e1stico&#8217;. Permaneceu na fun\u00e7\u00e3o por tr\u00eas anos, e, nessa \u00e9poca, participou tamb\u00e9m do &#8216;Globo Gente&#8217;, um programa de entrevistas comandado por J\u00f4 Soares. Em 1978, com a experi\u00eancia de mais de 150 adapta\u00e7\u00f5es para a televis\u00e3o, transformou em novela o romance &#8216;Maria Dus\u00e1&#8217;, de Lindolfo Rocha, sob o t\u00edtulo de &#8216;Maria, Maria&#8217;. A primeira telenovela de Manoel Carlos na Globo teve dire\u00e7\u00e3o de Herval Rossano, com N\u00edvea Maria no papel principal, e foi ao ar no hor\u00e1rio das 18h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao Mem\u00f3ria Globo, Manoel Carlos contou que a ideia para adaptar a novela foi do escritor Fernando Sabino. \u201cUm dia, o Fernando Sabino encontrou o Borjalo [ent\u00e3o diretor executivo da Central Globo de Produ\u00e7\u00e3o] e disse que tinha um romance do s\u00e9culo XIX chamado &#8216;Maria Dus\u00e1&#8217;, do Lindolfo Rocha; e que ele achava que dava uma boa novela das seis. Na \u00e9poca, a Globo tinha uma preocupa\u00e7\u00e3o de adaptar os romances brasileiros, ent\u00e3o o Borjalo chegou para mim e passou essa ideia. Eu gostei e fiz\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, naquele mesmo ano, o autor adaptou o romance &#8216;A Sucessora&#8217;, de Carolina Nabuco, que tamb\u00e9m foi dirigida por Herval Rossano. Exibida no hor\u00e1rio das 18h, a novela teve no elenco Susana Vieira, Rubens de Falco e Arlete Salles, entre outros atores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1980, convidado pelo diretor Paulo Afonso Grisolli, escreveu alguns epis\u00f3dios do seriado &#8216;Malu Mulher&#8217; \u2013 protagonizado por Regina Duarte \u2013, entre os quais os pol\u00eamicos &#8216;At\u00e9 Sangrar&#8217; e &#8216;Duas Vezes Mulher&#8217;. Ainda naquele ano, teve a sua primeira experi\u00eancia no hor\u00e1rio das 20h: convidado pelo autor Gilberto Braga, dividiu a autoria \u2013 a partir do cap\u00edtulo 57 \u2013 da premiada &#8216;\u00c1gua Viva&#8217;. A novela contava no elenco com Reginaldo Faria e Raul Cortez \u2013 em seu primeiro trabalho na Globo \u2013, al\u00e9m de Betty Faria, T\u00f4nia Carreiro e Gl\u00f3ria Pires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;Hist\u00f3ria de Amor&#8217;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manoel Carlos retornou a Globo em 1991, para escrever a novela &#8216;Felicidade&#8217;, um projeto de 12 anos que come\u00e7ou a ser esbo\u00e7ado com o t\u00e9rmino de &#8216;A Sucessora&#8217;. A trama foi inspirada em diversos contos de An\u00edbal Machado, entre os quais &#8216;Tati, a Garota&#8217;. Em &#8216;Felicidade&#8217;, Maneco deu vida \u00e0 sua segunda Helena, dessa vez interpretada por Mait\u00ea Proen\u00e7a. A novela foi a primeira da emissora a ter uma mulher na dire\u00e7\u00e3o-geral: Denise Saraceni.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1993, Manoel Carlos adaptou dois contos de M\u00e1rio de Andrade para o especial &#8216;O Besouro e a Rosa&#8217;, dirigido por Roberto Talma, Ign\u00e1cio Coqueiro e Guel Arraes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEscrevi essa novela para a Regina Duarte e para a Carolina Ferraz\u201d, contou Maneco a respeito de seu pr\u00f3ximo sucesso das 18h, &#8216;Hist\u00f3ria de Amor (1995). Helena, interpretada por Regina, integra um tri\u00e2ngulo amoroso: apaixonada por Carlos Alberto (Jos\u00e9 Mayer), ela tem como rival a ciumenta Paula (Carolina), com quem o m\u00e9dico \u00e9 casado. Nesta trama, uma campanha sobre o c\u00e2ncer de mama foi promovida por meio da personagem Marta, interpretada por Bia Nunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;Por Amor&#8217;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1997, Manoel Carlos lan\u00e7ou &#8216;Por Amor&#8217;, cuja sinopse fora escrita em 1983. Por meio de mais uma Helena, novamente interpretada por Regina Duarte, o autor abordou a pol\u00eamica atitude de uma m\u00e3e que abre m\u00e3o de seu filho em nome da filha, que perdera seu beb\u00ea horas depois do parto. \u201cEu acho que o \u00fanico amor absolutamente inquestion\u00e1vel na humanidade, \u00e9 o amor materno. Ent\u00e3o, pensei: \u2018Qual seria a maneira de uma m\u00e3e se sacrificar radicalmente por uma filha? Dar um filho em troca do neto, com o sacrif\u00edcio do amor do marido\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depoimento de Manoel Carlos: Por Amor (1997)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;La\u00e7os de Fam\u00edlia&#8217;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sacrif\u00edcio materno tamb\u00e9m embasou outro grande sucesso de sua carreira: &#8216;La\u00e7os de Fam\u00edlia&#8217; (2000), foi ambientada no bairro carioca do Leblon. O centro da trama era o tri\u00e2ngulo amoroso entre o jovem Edu, interpretado por Reynaldo Gianecchini, Helena, vivida por Vera Fischer, e sua filha Camila, uma personagem escrita especialmente para a atriz Carolina Dieckmann. No decorrer da novela, Camila descobre que est\u00e1 com leucemia e a \u00fanica forma que sua m\u00e3e encontra para salv\u00e1-la \u00e9 gerar um filho do mesmo pai que a menina, um homem que ela n\u00e3o ama mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor contou ao Mem\u00f3ria Globo que a ideia surgiu de um fato real, quando uma m\u00e3e nos Estados Unidos gerou um filho e doou as c\u00e9lulas-tronco do cord\u00e3o umbilical do beb\u00ea para a filha com leucemia. \u201cFoi em 1991. Eu fiquei sabendo desse caso pelo jornal. Eu pensei que se ningu\u00e9m fizesse essa hist\u00f3ria, eu faria. Em 1995, eu fiz a sinopse. O tema central da novela \u00e9 uma m\u00e3e que engravida de um homem, j\u00e1 sem gostar dele, para salvar a sua filha. Novamente, a rela\u00e7\u00e3o de amor de m\u00e3e com filha que \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias de Manoel Carlos tamb\u00e9m s\u00e3o marcadas por a\u00e7\u00f5es socioeducativas. Imagens da novela &#8216;La\u00e7os de Fam\u00edlia&#8217;, foram usadas em uma campanha da emissora sobre leucemia. Como resultado, a novela contribuiu para aumentar o n\u00famero de doadores de medula \u00f3ssea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EXCLUSIVO MEM\u00d3RIA GLOBO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;Mulheres Apaixonadas&#8217;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em &#8216;Mulheres Apaixonadas&#8217; (2003), uma das ideias era exaltar a for\u00e7a das mulheres para superar dificuldades e seguir com a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que a mulher move o mundo, n\u00e3o s\u00f3 pelo fato dela ser geradora do ser humano, mas porque eu acho a mulher mais forte, mais sofrida, e injusti\u00e7ada. Tem mais dificuldade na vida e no trabalho e ela faz disso uma fortaleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A novela girava em torno da diretora de uma escola de ensino m\u00e9dio, Helena, interpretada por Christiane Torloni. Paralelamente, foram abordadas quest\u00f5es relacionadas ao preconceito contra o idoso no Brasil, apresentadas a partir do casal vivido por Carmem Silva e Louzadinha. Al\u00e9m disso, a trama retratou tamb\u00e9m a viol\u00eancia contra a mulher e o celibato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas anos mais tarde, em &#8216;P\u00e1ginas da Vida&#8217;, Maneco convidou novamente Regina Duarte para viver sua terceira Helena. \u201cEu decidi que a Helena era uma m\u00e9dica e achei que era uma hist\u00f3ria interessante ter uma menina com S\u00edndrome de Down. Logo que eu resolvi, o material que mais me chamava aten\u00e7\u00e3o na pesquisa era justamente sobre inclus\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano, escreveu a novela &#8216;Viver a Vida&#8217; (2009), tamb\u00e9m dirigida por Jayme Monjardim, que tinha como mote o tema da supera\u00e7\u00e3o. Tha\u00eds Ara\u00fajo vive uma top model de renome internacional que, no auge da carreira, larga a profiss\u00e3o e se casar com o sedutor Marcos (Jos\u00e9 Mayer), que tem uma filha que luta para se recuperar de um acidente que a deixou parapl\u00e9gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para viver a \u00faltima Helena de sua carreira, Maneco convidou Julia Lemmertz, filha de Lilian Lemmertz, sua primeira musa. Na novela &#8216;Em Fam\u00edlia&#8217; (2014), Helena viu a filha se apaixonar por seu ex-noivo, Laerte (Gabriel Braga Nunes), acusado de enterrar vivo seu atual marido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miniss\u00e9ries<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um de seus principais trabalhos na dramaturgia foi a adapta\u00e7\u00e3o de &#8216;Presen\u00e7a de Anita&#8217; (2001), inspirada em obra hom\u00f4nima de M\u00e1rio Donato. A miniss\u00e9rie apresentou uma hist\u00f3ria de obsess\u00e3o, sedu\u00e7\u00e3o e morte, tendo como protagonista a jovem e sedutora Anita (Mel Lisboa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro de 2009, Maneco assinou sua segunda miniss\u00e9rie na Globo, inspirada na biografia da cantora Maysa. Exibida em nove epis\u00f3dios, &#8216;Maysa \u2013 Quando Fala o Cora\u00e7\u00e3o&#8217; foi dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora, e protagonizada pela atriz Larissa Maciel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2024 o globoplay lan\u00e7ou um epis\u00f3dio da s\u00e9rie &#8216;Tributo&#8217; em sua homenagem, exaltando sua contribui\u00e7\u00e3o na dramaturgia nacional a partir dos depoimentos de parceiros de longa data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/memoriaglobo.globo.com\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; O novelista Manoel Carlos nasceu em S\u00e3o Paulo, em 1933. Estreou na Globo em 1972 como diretor-geral do &#8216;Fant\u00e1stico&#8217;. Autor de telenovelas de grande sucesso da emissora. 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