{"id":46996,"date":"2026-02-25T09:47:49","date_gmt":"2026-02-25T12:47:49","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=46996"},"modified":"2026-02-25T09:47:49","modified_gmt":"2026-02-25T12:47:49","slug":"consideracoes-sobre-a-extincao-de-condominio-em-areas-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/consideracoes-sobre-a-extincao-de-condominio-em-areas-rurais\/","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es sobre a Extin\u00e7\u00e3o de Condom\u00ednio em \u00c1reas Rurais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Andr\u00e9 Luiz Ortiz Minichiello<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;@andreortiz.adv<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor \u00e9 Advogado atuante no Direito do Agroneg\u00f3cio defendendo direitos dos produtores rurais nacionalmente. Professor Universit\u00e1rio. Especialista em Direito Empresarial; Mestre em Direito pela UNIMAR \u2013 Universidade de Mar\u00edlia. Instagram: @andreortiz.adv e-mail: alom@adv.oabsp.org.br Whatsapp: (14) 98199-4761.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp; De in\u00edcio \u00e9 importante salientar que neste artigo aborda-se o condom\u00ednio tradicional, ou seja, a exist\u00eancia de dois ou mais propriet\u00e1rios de uma determinada \u00e1rea rural, seja pelo fato de terem adquirido em conjunto ou at\u00e9 mesmo recebido tal \u00e1rea por heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;V\u00e1lido ainda ponderar que n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio que aqueles que s\u00e3o copropriet\u00e1rios de um determinado bem permane\u00e7am de tal forma para sempre, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel que se extinga o condom\u00ednio quando exista interesse de ao menos um dos titulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Esse direito \u00e9 tratado no artigo 1320 do C\u00f3digo Civil que prev\u00ea que \u201cA todo tempo ser\u00e1 l\u00edcito ao cond\u00f4mino exigir a divis\u00e3o da coisa comum, respondendo o quinh\u00e3o de cada um pela sua parte nas despesas da divis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Quando o bem \u00e9 fisicamente divis\u00edvel \u00e9 mais simples a extin\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio, notadamente quando exista consenso entre as partes envolvidas, por\u00e9m, \u00e9 salutar pensar nas situa\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o exista acordo entre eles e assim, ser\u00e1 necess\u00e1rio a promo\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o visando a extin\u00e7\u00e3o e a divis\u00e3o do bem, sendo certo que depender\u00e1 de uma per\u00edcia t\u00e9cnica para que se atribua os quinh\u00f5es de forma igualit\u00e1ria, levando-se em conta exist\u00eancia de recursos h\u00eddricos, matas, tipo de terreno e outros elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Em outras situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel a divis\u00e3o f\u00edsica da gleba de terras rurais, pois, o resultado da divis\u00e3o f\u00edsica deve atender ao m\u00f3dulo rural m\u00ednimo que \u00e9 vari\u00e1vel dentro do territ\u00f3rio brasileiro. Isso quer dizer que o tamanho de cada \u00e1rea ap\u00f3s a divis\u00e3o esteja compat\u00edvel com a regulamenta\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo m\u00ednimo do local para que se permita a divis\u00e3o e possa se averbar da matr\u00edcula do bem, pois, ao contr\u00e1rio n\u00e3o se mostra poss\u00edvel a regulariza\u00e7\u00e3o formal junto ao Servi\u00e7o de registro de Im\u00f3veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Nesses casos, um dos cond\u00f4minos poder\u00e1 adquirir a parte dos demais amigavelmente, mas caso n\u00e3o haja concord\u00e2ncia ser\u00e1 necess\u00e1ria a propositura de uma a\u00e7\u00e3o visando a extin\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio que resultar\u00e1 na aliena\u00e7\u00e3o judicial do bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;O artigo 1322 do C\u00f3digo Civil prev\u00ea essa possibilidade de aliena\u00e7\u00e3o da coisa, vejamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a coisa for indivis\u00edvel, e os consortes n\u00e3o quiserem adjudic\u00e1-la a um s\u00f3, indenizando os outros, ser\u00e1 vendida e repartido o apurado, preferindo-se, na venda, em condi\u00e7\u00f5es iguais de oferta, o cond\u00f4mino ao estranho, e entre os cond\u00f4minos aquele que tiver na coisa benfeitorias mais valiosas, e, n\u00e3o as havendo, o de quinh\u00e3o maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;Conclui-se que sempre ser\u00e1 poss\u00edvel a extin\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio, vez que ningu\u00e9m ser\u00e1 obrigado a permanecer sendo propriet\u00e1rio em conjunto eternamente e, assim, sendo do interesse de ao menos um dos propriet\u00e1rios \u00e9 poss\u00edvel tomar-se medidas judiciais visando a extin\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio, sendo importante levar-se em conta a fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima (m\u00f3dulo rural m\u00ednimo) para que se fa\u00e7a a divis\u00e3o e quando imposs\u00edvel a divis\u00e3o f\u00edsica buscar-se a extin\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio via judicial, alienando-se o bem dentro da regulamenta\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRASIL. C\u00f3digo Civil. Lei 10.406 de 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Luiz Ortiz Minichiello &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;@andreortiz.adv &nbsp; O autor \u00e9 Advogado atuante no Direito do Agroneg\u00f3cio defendendo direitos dos produtores rurais nacionalmente. Professor Universit\u00e1rio. Especialista em Direito Empresarial; Mestre em Direito pela UNIMAR \u2013 Universidade de Mar\u00edlia. 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