{"id":47866,"date":"2026-04-02T05:26:15","date_gmt":"2026-04-02T08:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=47866"},"modified":"2026-03-31T16:28:19","modified_gmt":"2026-03-31T19:28:19","slug":"free-willy-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/free-willy-2\/","title":{"rendered":"Free Willy"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, a luta contra parques como o Sea World rendeu resultados pelo fim do cativeiro de animais marinhos para uso em apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. No entanto, muito antes do document\u00e1rio Blackfish (2013) chocar o mundo, Free Willy j\u00e1 trazia uma mensagem pela liberdade animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de amizade entre um menino bagunceiro e uma orca de parque encantou o mundo com sua inoc\u00eancia e senso de aventura. Com o passar dos anos, o longa se tornou um cl\u00e1ssico das reprises, conquistando novas gera\u00e7\u00f5es. Por isso, neste fim de semana, o CinePOP separou dez curiosidades que voc\u00ea talvez n\u00e3o conhe\u00e7a sobre o filme.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a produ\u00e7\u00e3o foi fazer o filme, fizeram testes com 23 orcas para o papel de Willy. Desse n\u00famero, 21 delas \u2018pertenciam\u2019 ao parque Sea World. Por\u00e9m, ao saberem da mensagem por tr\u00e1s do filme, os executivos se recusaram a ceder seus animais. Eles chegaram at\u00e9 a negociar com a produ\u00e7\u00e3o, mas exigiram que alterassem o final do filme, o que n\u00e3o foi atendido. Dessa forma, eles chegaram \u00e0 Orca Keiko, do parque mexicano Reino Aventura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O parque aceitou que sua Orca fosse usada no filme. Por ter um passado de apresenta\u00e7\u00f5es em parques, Keiko era d\u00f3cil e tinha familiaridade com o contato com seres humanos. Por conta disso, o animal foi considerado a melhor op\u00e7\u00e3o para integrar o elenco do filme. No entanto, a vida da Orca era muito complicada no M\u00e9xico, j\u00e1 que tinha uma s\u00e9rie de les\u00f5es na pele e estava em um tanque muito menor do que o indicado para um animal de seu porte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de virar \u2018ator\u2019, o pobre Keiko passou por diversos abusos na vida. Ele foi capturado na Isl\u00e2ndia no final dos anos 70. Por l\u00e1, foi chamado de Keiko, que significa \u2018sortudo\u2019 na l\u00edngua local, e foi vendido a um aqu\u00e1rio da regi\u00e3o. Algum tempo depois, ele foi vendido para o MarineLand, no Canad\u00e1. Nesse parque, o animal foi treinado de forma rudimentar para fazer apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, o que rendeu a ele machucados na pele. Por estar com um visual \u2018feio\u2019, acabou sendo vendido para o Reino Aventura, no M\u00e9xico, onde viria a ser escalado para interpretar o Willy nos cinemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o sucesso estrondoso de Free Willy, a situa\u00e7\u00e3o de seu protagonista foi trazida \u00e0 tona. Como o filme falava sobre a liberta\u00e7\u00e3o das Orcas desses parques, foi criada a Free Keiko Foundation (algo como \u201cFunda\u00e7\u00e3o Libertem o Keiko\u201d), que contou com o apoio da Warner. Com a repercuss\u00e3o e mais de 20 milh\u00f5es de d\u00f3lares arrecadados, eles encontraram um lugar nos Estados Unidos em que a baleia pudesse viver em melhores condi\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, constru\u00edram um tanque com dimens\u00f5es adequadas no Oregon Coast Aquarium e transferiram o ator marinho para l\u00e1, onde come\u00e7ou a ganhar peso e passou a ter contato com a \u00e1gua do mar. Diante disso, organiza\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a pressionar para libertarem o animal no oceano, onde deveria viver livre. No entanto, era uma Orca que havia passado praticamente a vida inteira em cativeiro, ent\u00e3o envolvia uma s\u00e9rie de quest\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o. O processo de reinser\u00e7\u00e3o foi iniciado, mesmo com toda a pol\u00eamica que envolvia o caso. Assim, o animal foi libertado no mar em 2002. Por\u00e9m, n\u00e3o conseguiu \u201cse enturmar\u201d com outras Orcas e come\u00e7ou a nadar atr\u00e1s de contato humano. Infelizmente, Keiko acabou morrendo solit\u00e1rio, aos 27 anos, por um caso de pneumonia em 2003. O caso \u00e9 considerado como um fracasso hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014, Mark Williams, ex-instrutor do Sea World e treinador de Keiko no filme, lan\u00e7ou o livro \u201cKilling Keiko: The True Story of Free Willy\u2019s Return to the Wild\u201d (Matando Keiko: A verdadeira hist\u00f3ria do retorno de Free Willy \u00e0 vida selvagem). Nele foi revelado que a liberta\u00e7\u00e3o de Keiko nunca foi feita visando o bem-estar do animal, mas uma resposta \u00e0 press\u00e3o de diversas organiza\u00e7\u00f5es que queriam vender ao p\u00fablico um final digno de Hollywood ao cet\u00e1ceo, que tinha uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade inst\u00e1vel. No livro, o rapaz, que acompanhou Keiko em sua reintrodu\u00e7\u00e3o no oceano, contou que a baleia se instalou nas praias da Noruega ap\u00f3s ser rejeitada por sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie. Por l\u00e1, a Orca brincava com crian\u00e7as, deixando at\u00e9 mesmo que montassem nele. E esse contato com os humanos teria ocorrido porque Keiko n\u00e3o sabia ca\u00e7ar peixes, ent\u00e3o buscava recompensas nas pessoas. E ele supostamente teria sido rejeitado por sua esp\u00e9cie porque escolheram um grupo de Orcas liderado por um \u2018Alfa\u2019 agressivo que foi pouco receptivo, por assim dizer, com o astro dos cinemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No filme, o trabalho de Keiko foi reduzido a algumas cenas mais gerais. Para evitar o estresse do animal, todas as cenas de close e fora d\u2019\u00e1gua foram gravadas por um animatr\u00f4nico hiper-realista. O resultado foi t\u00e3o satisfat\u00f3rio que eles jamais usaram outra Orca como \u2018ator\u2019 na franquia ap\u00f3s o Keiko.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O realismo do animatr\u00f4nico era t\u00e3o grande que confundiu muitas pessoas ao redor do mundo, que acharam que a produ\u00e7\u00e3o tinha mesmo exposto a Orca \u00e0s cenas fora d\u2019\u00e1gua. Para o filme, foram constru\u00eddos dois animatr\u00f4nicos. Um deles era apenas a parte superior da baleia. Esse foi usado para as cenas do Willy nadando em mar aberto. J\u00e1 o segundo foi um roboz\u00e3o emborrachado feito em tamanho real. Essa vers\u00e3o \u2018completa\u2019 foi t\u00e3o realista que n\u00e3o enganou apenas o p\u00fablico, mas o pr\u00f3prio Keiko, que passou a demonstrar \u201cinteresse amoroso\u201d pelo boneco. Foi um tipo de \u2018Ela\u2019 (2013) submarino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como de costume em Hollywood, o roteiro do filme passou por uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es. Na vers\u00e3o original, o menino Jesse seria um inocente garotinho mudo de dez anos, que foi criado por freiras em um convento. O trabalho estava t\u00e3o irritantemente inocente e meloso que o est\u00fadio solicitou uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica de personalidade no menino. Assim, Jesse foi reescrito como um garoto mais malandro, se adaptando aos pais adotivos no auge de seus 12 anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dar vida ao Jesse, a produ\u00e7\u00e3o fez teste com mais de 4 mil jovens atores, incluindo nomes consagrados da atua\u00e7\u00e3o jovem, como Alex Vincent, o Andy da franquia Brinquedo Assassino. Desses rapazes, foram escolhidos 12 para a fase final, que terminaria com o novato Jason James Richter como o eleito para protagonizar a hist\u00f3ria. Para se preparar para sua estreia nos cinemas, o menino passou duas semanas interagindo diariamente com Keiko no tanque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme virou um sucesso absurdo, arrecadando mais de 150 milh\u00f5es de d\u00f3lares em bilheteria. O curioso \u00e9 que seu or\u00e7amento foi estimado em aproximadamente 20 milh\u00f5es de d\u00f3lares, o mesmo valor que a Free Keiko Foundation angariou para a transfer\u00eancia de Keiko para o aqu\u00e1rio nos EUA. Entretanto, apesar de ter feito muito dinheiro, o filme lidou com cr\u00edticas mistas da imprensa especializada. Fato \u00e9 que o retorno foi considerado positivo, rendendo uma franquia com mais tr\u00eas filmes lan\u00e7ados depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/cinepop.com.br\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; Nos \u00faltimos anos, a luta contra parques como o Sea World rendeu resultados pelo fim do cativeiro de animais marinhos para uso em apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. No entanto, muito antes do document\u00e1rio Blackfish (2013) chocar o mundo, Free Willy j\u00e1 trazia uma mensagem pela liberdade animal. 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