{"id":48405,"date":"2026-04-17T10:08:14","date_gmt":"2026-04-17T13:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=48405"},"modified":"2026-04-17T10:08:14","modified_gmt":"2026-04-17T13:08:14","slug":"quando-agradar-o-outro-custa-a-si-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/quando-agradar-o-outro-custa-a-si-mesmo\/","title":{"rendered":"Quando agradar o outro custa a si mesmo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por: Clariana Grosso<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@psicologaclariana<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Whatsapp: (11) 992245401<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMaria\u201d chega ao consult\u00f3rio e traz a seguinte queixa: \u201c sinto-me sempre cansada, sobrecarregada, angustiada, ansiosa e preocupada. Parece que n\u00e3o tenho tempo pra mim e tamb\u00e9m n\u00e3o sou reconhecida pelos meus esfor\u00e7os.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um tipo de sofrimento que n\u00e3o costumamos identificar com facilidade ou ser dito abertamente a algu\u00e9m. Mas h\u00e1 muitas pessoas que acabam tendo o h\u00e1bito de agradar o outro no cotidiano e na maioria das vezes n\u00e3o percebe o quanto est\u00e1 se deixando de lado. Elas gostariam de dizer n\u00e3o, mas geralmente dizem sim, moldando-se \u00e0s expectativas alheias e aos poucos v\u00e3o afastando se de seus pr\u00f3prios desejos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na psican\u00e1lise, esse movimento n\u00e3o \u00e9 visto como fraqueza, mas como um modo de funcionamento ps\u00edquico que tem ra\u00edzes profundas na hist\u00f3ria emocional de cada sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com cada hist\u00f3ria, viv\u00eancia e disponibilidade emocional, esse perfil de pessoas, na maioria das vezes, podem desenvolver baixa autoestima, inseguran\u00e7a, tristeza e sentimento de menos valia por desejar e fantasiar que \u201co outro\u201d olhe para ela e reconhe\u00e7a a quanto merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Winnicott, isso \u00e9 reconhecido como o conceito do falso self, que \u00e9 quando o ambiente falha em acolher espontaneamente as necessidades emocionais da crian\u00e7a e ela desenvolve uma esp\u00e9cie de \u201cm\u00e1scara adaptativa.\u201d sendo um modo de ser voltada a satisfazer o outro, em detrimento da sua autenticidade (verdadeiro Self). Na vida adulta, isso se manifesta como dificuldade de reconhecer seus pr\u00f3prios desejos, sensa\u00e7\u00e3o persistente de vazio ou desconex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, agradar n\u00e3o \u00e9 o problema, pois o la\u00e7o social exige empatia e flexibilidade. O sofrimento come\u00e7a quando agradar, deixa de ser algo natural e passa a ser uma necessidade compulsiva, em raz\u00e3o do medo de abandono e rejei\u00e7\u00e3o. Na maioria dos casos, do ponto de vista cl\u00ednico, esse padr\u00e3o costuma vir acompanhado da dificuldade em estabelecer limites. Dizer \u201cn\u00e3o\u201d, pode evocar ang\u00fastias primitivas como perda do amor ou rompimento de v\u00ednculos importantes. Por isso, muitas vezes a pessoa prefere adaptar-se, ainda que isso implique frustra\u00e7\u00e3o, ressentimento ou esgotamento emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retomar o contato consigo mesmo \u00e9 um processo que exige tempo e, sobretudo, escuta. A psicoterapia propicia esse espa\u00e7o para olhar, reconhecer suas repeti\u00e7\u00f5es, compreender a origem de seus conflitos e aos poucos construir uma posi\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica diante do desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma pergunta interessante a ser feita: A quem tento agradar? outra: E a que custo? Refletir sobre essa quest\u00e3o \u00e9 um gesto de cuidado consigo mesmo. Porque, no fim das contas, uma vida vivida apenas para o outro corre o risco de nunca ser, de fato, vivida por quem habita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clariana Grosso<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Psic\u00f3loga Cl\u00ednica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada pela Centro Universit\u00e1rio Uni@<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atuante na \u00e1rea cl\u00ednica h\u00e1 20 anos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cursando Especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea Perinatal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atendo adultos online e presencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fa\u00e7o parte da Ong Maio Furta Cor<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Clariana Grosso @psicologaclariana Whatsapp: (11) 992245401 &nbsp; &nbsp; \u201cMaria\u201d chega ao consult\u00f3rio e traz a seguinte queixa: \u201c sinto-me sempre cansada, sobrecarregada, angustiada, ansiosa e preocupada. 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