{"id":49664,"date":"2026-05-29T05:32:02","date_gmt":"2026-05-29T08:32:02","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=49664"},"modified":"2026-05-28T13:34:20","modified_gmt":"2026-05-28T16:34:20","slug":"depois-da-maternidade-o-reencontro-com-si-mesma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/depois-da-maternidade-o-reencontro-com-si-mesma\/","title":{"rendered":"Depois da maternidade: o reencontro com si mesma"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por: Clariana Grosso<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@psicologaclariana<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Whatsapp: (11) 992245401<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe uma mulher que nasce junto com o filho. Mas existe tamb\u00e9m uma outra mulher que, silenciosamente, parece desaparecer por um tempo. Entre mamadas, noites mal dormidas, preocupa\u00e7\u00f5es constantes e a dedica\u00e7\u00e3o quase absoluta ao cuidado, muitas m\u00e3es come\u00e7am a se perguntar: \u201cOnde fui parar nisso tudo?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maternidade nos transforma. N\u00e3o apenas a rotina, o corpo ou as prioridades \u2014 ela mexe profundamente na identidade feminina. A mulher que existia antes continua ali, mas agora atravessada por novas responsabilidades, culpas, exig\u00eancias e afetos. E talvez uma das experi\u00eancias mais dif\u00edceis do p\u00f3s-maternidade seja justamente o reencontro consigo mesma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos em uma sociedade que romantiza o amor materno, mas pouco fala sobre o luto simb\u00f3lico que muitas mulheres vivem ao perceberem que j\u00e1 n\u00e3o conseguem ocupar os mesmos lugares de antes. Algumas sentem culpa por desejarem tempo sozinhas. Outras se cobram por n\u00e3o se sentirem felizes o tempo inteiro. H\u00e1 ainda aquelas que olham para o espelho e n\u00e3o reconhecem mais a pr\u00f3pria imagem \u2014 f\u00edsica, emocional ou subjetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na psican\u00e1lise, o processo de tornar-se m\u00e3e pode ser entendido como uma reorganiza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica profunda. Donald Winnicott falava sobre a \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o materna prim\u00e1ria\u201d, um estado em que a mulher naturalmente volta sua aten\u00e7\u00e3o quase integralmente ao beb\u00ea nos primeiros meses de vida. Isso \u00e9 esperado e necess\u00e1rio. O problema surge quando, socialmente, espera-se que ela permane\u00e7a apenas nesse lugar, esquecendo-se de que continua sendo sujeito de desejos, sonhos e individualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reencontro consigo mesma ap\u00f3s a maternidade n\u00e3o acontece de uma vez. Ele costuma vir em pequenos movimentos: no retorno a um hobby abandonado, em um caf\u00e9 tomado em sil\u00eancio, em uma conversa que n\u00e3o gira apenas em torno dos filhos, em voltar a desejar algo para al\u00e9m do cuidar. E isso n\u00e3o significa amar menos os filhos. Significa lembrar que, antes de ser m\u00e3e, existe uma mulher inteira ali dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas mulheres carregam a culpa ao tentar se priorizar. Como se descansar, sair sozinha ou investir na pr\u00f3pria carreira fossem atos ego\u00edstas. Mas uma m\u00e3e emocionalmente exausta n\u00e3o deixa de sentir amor \u2014 ela apenas perde contato consigo mesma. E ningu\u00e9m consegue sustentar o cuidado sem tamb\u00e9m ser cuidada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o maior desafio da maternidade moderna seja permitir que a mulher exista para al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o materna. Porque a maternidade n\u00e3o deveria exigir anula\u00e7\u00e3o. Uma m\u00e3e continua tendo direito ao pr\u00f3prio corpo, ao prazer, ao descanso, \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o, \u00e0 tristeza e ao desejo de se reencontrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de voltar para si pode ser lento, \u00e0s vezes doloroso, mas tamb\u00e9m profundamente libertador. H\u00e1 beleza em perceber que a maternidade n\u00e3o precisa apagar quem a mulher era \u2014 ela pode, inclusive, ampliar sua pot\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontrar-se novamente depois da maternidade n\u00e3o \u00e9 voltar a ser quem era antes. \u00c9 descobrir quem se tornou depois de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sou Clariana Grosso, m\u00e3e de uma menina de 6 anos, psic\u00f3loga cl\u00ednica, com experi\u00eancia h\u00e1 19 anos. Atendo mulheres, m\u00e3es em diversas fases da maternidade. Fa\u00e7o parte de uma Ong chamada Maio Furta Cor sobre Sa\u00fade mental materna. Se voc\u00ea se identifica e deseja adquirir o autoconhecimento, manda uma mensagem pelo whatsapp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Clariana Grosso @psicologaclariana Whatsapp: (11) 992245401 &nbsp; Existe uma mulher que nasce junto com o filho. Mas existe tamb\u00e9m uma outra mulher que, silenciosamente, parece desaparecer por um tempo. 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