{"id":51621,"date":"2026-08-06T13:27:28","date_gmt":"2026-08-06T16:27:28","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=51621"},"modified":"2026-08-06T13:27:28","modified_gmt":"2026-08-06T16:27:28","slug":"as-freneticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/as-freneticas\/","title":{"rendered":"As Fren\u00e9ticas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda metade da d\u00e9cada de 70 aconteceu um fen\u00f4meno sem precedentes que agradou os aficcionados por m\u00fasica e dan\u00e7a. Come\u00e7ava a Era Disco, sucesso nas pistas de dan\u00e7a de todo o planeta, especialmente no Brasil e nos EUA. Inicia-se assim esta nova s\u00e9rie no nosso Papo Firme Blog, falando de um dos grups mais queridos do Brasil: As Fren\u00e9ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A saga dessas rainhas da Discoteca Brasileira teve in\u00edcio quando o produtor, compositor e empres\u00e1rio Nelson Motta inaugurou, no dia 5 de agosto de 1976, a danceteria Frenetic Dancing Days num shopping da G\u00e1vea, Rio de Janeiro, RJ. Nelson teve a ideia de contratar gar\u00e7onetes vestidas em malhas colantes de saltos alt\u00edssimos e carregadas de maquiagem que serviriam as mesas e num dado momento, subiriam no palco para cantar algumas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo era formado pela cunhada de Motta, a atriz Sandra P\u00eara (nascida Sandra Cristina Marzullo P\u00eara em 17 de setembro de 1954 no Rio de Janeiro, RJ), filha dos atores Manuel P\u00eara (1894-1967) e Dinorah Marzullo (1919-2013) e irm\u00e3 mais nova da atriz Mar\u00edlia P\u00eara (1943-2015), que trouxe para o grupo Leiloca Neves (nascida no Rio de Janeiro, RJ, data de nascimento ignorada), com quem dividia um ap\u00ea, mais as amigas Regina Chaves (nascida em 1948 em lugar ignorado) e Lidoka (nascida Maria Lidia Martuscelli em 1950 no Rio de Janeiro), ex-membros do Dzi Croquettes. Completavam o sexteto a cantora Dudu Moraes (nascida Dulcilene Moraes em 22 de junho de 1953 no Rio de Janeiro, RJ) e a atriz e cantora Edyr de Castro (nascida em 2 de setembro de 1946 no Rio de Janeiro). O m\u00fasico e compositor Roberto de Carvalho, marido da cantora Rita Lee, ficou incumbido de ensaiar o repert\u00f3rio com elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chamadas de As Fren\u00e9ticas, por causa do nome da discoteca, as meninas fizeram um enorme sucesso, pois o p\u00fablico que frequentava a casa queria v\u00ea-las cantando mais m\u00fasicas do que o habitual (tr\u00eas ou quatro por noite). N\u00e3o deu outra: deixaram de ser gar\u00e7onetes e se tornaram a atra\u00e7\u00e3o principal das noitas da danceteria, gra\u00e7as ao humor picante, ritmo contagiante e ao erotismo em suas roupas e nas letras que elas cantavam em seus stage acts. O grupo sobreviveu ao fim do Frenetic Dancing Days e come\u00e7ou a se apresentar no Teatro Rival para um p\u00fablico mais diversificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1977, elas foram o primeiro grupo\/artista a assinar com a gravadora Warner, que come\u00e7ava suas atividades no Brasil. Gravaram o compacto simples \u201cA Felicidade Bate \u00e0 Sua Porta\u201d, de Gonzaguinha (1945-1991), que fez um enrome sucesso. Logo em seguida, saiu seu primeiro \u00e1lbum, Fren\u00e9ticas, com a m\u00fasica Perigosa (Rita Lee, Roberto De Carvalho, Nelson Motta), cl\u00e1ssico da Discoteca que se tornou o carro-chefe do disco. O disco vendeu cerca de 150 mil c\u00f3pias e elas foram graciadas com o Disco de Ouro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano seguinte, o segundo disco, Caia na Gandaia foi outro sucesso retumbante com Dancin\u2019 Days (Nelson Motta, Ruban Sabino), que se tornou tema da novela de mesmo nome, um sucesso da Rede Globo. No mesmo \u00e1lbum, emplacaram outro tema novel\u00edstico, O Pr\u00eato que Satisfaz (Feij\u00e3o Maravilha), de autoria de Gonzaguinha, da novela Feij\u00e3o Maravilha. Nessa altura, As Fren\u00e9ticas se tornaram um verdadeirro fen\u00f4meno midi\u00e1tico e musical, aparecendo em diversos programas da Globo. Algumas componentes apareceram sozinhas em novelas e programas humor\u00edsticos da casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1979, saiu seu terceiro \u00e1lbum, Soltas na Vida, com destaque para \u00c9 que Nesta Encarna\u00e7\u00e3o Eu Nasci Manga (Nelson Motta, Ruban Sabino). Em 1980, veio o quarto \u00e1lbum, Babando Lamartine, uma homenagem ao consagrado compositor brasileiro Lamartine Babo (1904-1963), com v\u00e1rias m\u00fasicas de autoria dele como O Teu Cabelo N\u00e3o Nega (Lamartine Babo, Irm\u00e3os Valen\u00e7a) e Pr\u00e1 Ingl\u00eas Ver. no ano seguinte, elas inauguraram a TV colorida em Portugal com um memor\u00e1vel show ao vivo no Teatro Nacional em Lisboa. De volta ao Brasil, gravaram ainda um comerical de TV para o Barra Shopping e um especial de fim de ano na Globo, sob dire\u00e7\u00e3o de Augusto C\u00e9sar Vanucci (1934-1992).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1982, Sandra e Regina sa\u00edram do grupo, mas As Fren\u00e9ticas resolveram continuar como um quarteto. Em 1983, deixaram a Warner e assinaram com a Top Tape, onde gravaram apenas um \u00e1lbum, Diabo a 4, que apesar do \u00eaxito da m\u00fasica Voc\u00ea Escolheu Errado Seu Super-Her\u00f3i, foi um um verdadeiro fiasco comercial. Em 1984, elas resolveram dar um ponto final ao grupo, partindo para carreiras individuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1992, As Fren\u00e9ticas voltaram \u00e0 ativa com sua forma\u00e7\u00e3o original para gravar Perigosas Peruas, tema principal da novela hom\u00f4nima e mais duas m\u00fasicas in\u00e9ditas, Lefudez Vouz e Oh Boy (nada a ver com o cl\u00e1ssico de Buddy Hollly) para sua colet\u00e2nea As Mais Gostosas das Fren\u00e9ticas, pela gravadora Warner, lan\u00e7ada naquele ano, trabalho produzido por Nelson Motta. Voltaram a se separar em seguida, mas houve uma proposta de reuni\u00e3o em 1999, numa s\u00e9rie de shows sob a supervis\u00e3o do ator e diretor Miguel Fallabella. Por\u00e9m o projeto acabou n\u00e3o vingando, mas lan\u00e7aram sua segunda colet\u00e3nea, Sempre Fren\u00e9ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2001, As Fren\u00e9ticas se reuniram mais uma vez com uma nova forma\u00e7\u00e3o. do time original estavam Dudu Moraes, Lidoka e Edy, j\u00e1 que Regina, Leiloca e Sandra n\u00e3o aceitaram o convite para o retorno, j\u00e1 que estavam cada uma desenvolvendo projetos individuais no momento. Para o lugar das tr\u00eas, foram escladas as novatas Gabriela Pinheiro, Cl\u00e1udia Borioni e Liane Maya. Gravaram um novo \u00e1lbum chamado Pra Salvar a Terra, s\u00f3 que o grande p\u00fablico nem sequer ficou sabendo disso. Em 2006, a forma\u00e7\u00e3o original se reuniu, enfim, para a comemora\u00e7\u00e3o de seus 30 anos, num show em S\u00e3o Paulo, onde dividiram o palco com a banda franco-americana Santa Esmeralda, outro \u00edcone da Era Disco. Em 2011, elas foram homenageadas no especial televisivo Por Toda a Minha Vida \u2013 As Fren\u00e9ticas, onde deram depoimentos sobre a trajet\u00f3ria do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o fim do sexteto, Sandra P\u00eara tornou-se diretora teatral, Regina Chaves come\u00e7ou a trabalhar como produtora de seu ent\u00e3o marido, o humorista Chico Anysio (1931-2012), Leiloca tornou-se atriz, apresentadora, escritora e astr\u00f3loga; Edyr de Castro come\u00e7ou a assinar como Edyr Duque e tamb\u00e9m trabalhou na TV, por\u00e9m hoje est\u00e1 afastada do meio art\u00edstico por conta de problemas de sa\u00fade; Dudu mudou o nome para Dhu Moraes e engatou diversos trabalhos da televis\u00e3o, vivendo a quituteira Tia Nast\u00e1cia numa nova vers\u00e3o do S\u00edtio do Picapau Amarelo (2001-2006) e a batalhadora empregada Mam\u00e3e Dolores no remake de 2001 de O Direito de Nascer, cl\u00e1ssico da telenovela brasileira; Lidoka escreveu sua autobiografia Lidoka \u2013 Uma Vida Fren\u00e9tica e tornou-se uma defensora da Fosfoetanolamina sint\u00e9tica, a pol\u00eamica \u201cp\u00edlula do c\u00e2ncer\u201d, ainda em testes; nas redes sociais, reivindicava a libera\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia. Ela faleceu no dia 23 de julho de 2016 ap\u00f3s perder uma batalha para um c\u00e3ncer de pele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fontes:Wikipedia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/www.leiloca.com\/pt\/singer.html<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/papofirmeblog.wordpress.com\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson&nbsp; Na segunda metade da d\u00e9cada de 70 aconteceu um fen\u00f4meno sem precedentes que agradou os aficcionados por m\u00fasica e dan\u00e7a. Come\u00e7ava a Era Disco, sucesso nas pistas de dan\u00e7a de todo o planeta, especialmente no Brasil e nos EUA. 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