{"id":51756,"date":"2026-08-12T04:33:55","date_gmt":"2026-08-12T07:33:55","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=51756"},"modified":"2026-08-11T19:38:33","modified_gmt":"2026-08-11T22:38:33","slug":"o-corpo-vigiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/o-corpo-vigiado\/","title":{"rendered":"O corpo vigiado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Paula Silveira*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Autor: Fabrizio Martins Tavoni,&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Soci\u00f3logo e naturista<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@fbrn_oficial<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto anterior (O corpo permitido), deixei uma porta entreaberta. Disse que, mesmo depois de atravessar as plataformas, os algoritmos e as ferramentas que insistem em recus\u00e1-lo, o corpo ainda desemboca em um \u00faltimo filtro: o olhar de quem o v\u00ea. A r\u00e9gua que decide o que pode aparecer trocava de m\u00e3os: deixava a infraestrutura e passava \u00e0s pessoas. \u00c9 por essa porta que quero entrar agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque esse olhar que mede n\u00e3o \u00e9 neutro, nem improvisado, nem igualmente distribu\u00eddo. Ele tem hist\u00f3ria. E, sobretudo, tem g\u00eanero. Quando algu\u00e9m observa um corpo nu &#8211; sua forma, sua propor\u00e7\u00e3o, sua adequa\u00e7\u00e3o a um padr\u00e3o que raramente se admite -, n\u00e3o est\u00e1 exercendo uma rea\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da natureza. Est\u00e1 repetindo um modo de olhar que foi ensinado, treinado e socialmente constru\u00eddo ao longo de s\u00e9culos. Um modo de olhar que aprendeu, antes de tudo, a vigiar o corpo da mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais de cinquenta anos, o cr\u00edtico ingl\u00eas John Berger formulou uma distin\u00e7\u00e3o que continua desconfortavelmente atual. Em Modos de Ver, ele escreveu que os homens agem e as mulheres aparecem. Os homens olham para as mulheres; as mulheres se veem sendo olhadas. N\u00e3o se trata apenas de uma diferen\u00e7a de comportamento, mas de uma assimetria que organiza toda a rela\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo: a mulher cresce aprendendo a se observar de fora, a antecipar o olhar alheio, a ser ao mesmo tempo a paisagem e o vigia que a inspeciona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-51760\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01.jpeg 1600w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-300x200.jpeg 300w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-768x512.jpeg 768w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-150x100.jpeg 150w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-750x500.jpeg 750w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-01-1140x760.jpeg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Legenda: H\u00e1 corpos que caminham pela natureza. Outros ainda precisam atravessar s\u00e9culos de vigil\u00e2ncia. Foto: Jos\u00e9 Arispe<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 uma das formas mais antiga da r\u00e9gua invis\u00edvel. Antes de qualquer plataforma, antes de qualquer algoritmo, j\u00e1 existia um dispositivo que ensinava certos corpos a se medirem continuamente. A mulher que se arruma diante do espelho n\u00e3o est\u00e1 apenas se vendo: est\u00e1 calculando como ser\u00e1 vista. Ela incorporou o avaliador. Carrega-o consigo, mesmo quando ningu\u00e9m a observa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que esse avaliador interno cobra? Forma, propor\u00e7\u00e3o, adequa\u00e7\u00e3o. As mesmas expectativas silenciosas que pesam sobre todos os corpos, mas que sobre o corpo feminino se aplicam com uma min\u00facia e uma const\u00e2ncia sem igual. A pele, a idade, o peso, a postura, enfim, cada detalhe \u00e9 convertido em objeto de escrut\u00ednio, comparado a um padr\u00e3o que quase nunca se enuncia como tal, porque finge ser apenas \u2018bom gosto\u2019 ou \u2018boa apar\u00eancia\u2019. A r\u00e9gua se disfar\u00e7a de natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos anos depois de Berger, a te\u00f3rica de cinema Laura Mulvey formalizou um nome a esse mecanismo: olhar masculino (male gaze). Estudando o cinema cl\u00e1ssico, Mulvey percebeu que a c\u00e2mera, a narrativa e o pr\u00f3prio prazer de assistir estavam organizados em torno de uma posi\u00e7\u00e3o masculina, que \u00e9 aquela que olha, deseja e controla, enquanto \u00e0 mulher cabia o papel de ser olhada, de existir como imagem destinada a esse olhar. O termo se espalhou para muito al\u00e9m das telas, porque descreve algo que est\u00e1 em toda parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, o olhar masculino n\u00e3o \u00e9 o olhar dos homens; \u00e9 um conceito. Um lugar estruturado de onde se v\u00ea, e que qualquer pessoa, homem ou mulher, \u00e9 convidada ou treinada a ocupar. Quando uma mulher avalia o corpo de outra mulher com a mesma r\u00e9gua impiedosa, n\u00e3o est\u00e1 traindo seu g\u00eanero: est\u00e1 ocupando a posi\u00e7\u00e3o que a cultura ofereceu como a \u00fanica dispon\u00edvel para olhar. O olhar masculino independe de homens para funcionar. Ele j\u00e1 est\u00e1 no espelho, na legenda, no coment\u00e1rio, na fra\u00e7\u00e3o de segundo em que decidimos se um corpo \u2018se d\u00e1 ao respeito\u2019 ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-51759\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02.jpeg 1600w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-300x200.jpeg 300w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-768x512.jpeg 768w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-150x100.jpeg 150w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-750x500.jpeg 750w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-02-1140x760.jpeg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Legenda: Nenhum sorriso deveria depender da autoriza\u00e7\u00e3o para existir no pr\u00f3prio corpo. Foto: Jos\u00e9 Arispe<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui a assimetria se torna ainda mais n\u00edtida. O corpo masculino, quando aparece nu, raramente \u00e9 submetido a esse escrut\u00ednio total. Pode ser avaliado, claro, mas n\u00e3o carrega o mesmo peso hist\u00f3rico de vigil\u00e2ncia, a mesma sensa\u00e7\u00e3o de que cada cent\u00edmetro quadrado de pele est\u00e1 em julgamento permanente. Um homem que mostra o corpo despido arrisca, no m\u00e1ximo, a ser alvo de uma piada. Uma mulher que mostra o corpo arrisca sua reputa\u00e7\u00e3o, sua respeitabilidade, o seu lugar. O mesmo gesto, despir-se diante de uma c\u00e2mera ou numa praia, n\u00e3o pesa igual sobre os dois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-51758\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03.jpeg 1600w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-300x200.jpeg 300w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-768x512.jpeg 768w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-150x100.jpeg 150w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-750x500.jpeg 750w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-03-1140x760.jpeg 1140w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Legenda: Quando ningu\u00e9m vigia o corpo, sobra espa\u00e7o para viver. Foto: Gildo Mazza<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, no entanto, trata-se sempre do mesmo corpo humano. A mesma pele, os mesmos contornos, a mesma mat\u00e9ria viva que respira e envelhece. O que muda n\u00e3o est\u00e1 no corpo: est\u00e1 no olhar que o recebe e na hist\u00f3ria que esse olhar carrega sem saber que carrega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um corpo feminino nu raramente \u00e9 visto como simplesmente um corpo nu. Ele chega ao olhar j\u00e1 atravessado por s\u00e9culos de pintura, de publicidade, de moralidade, de desejo e de interdi\u00e7\u00e3o; uma espessura de significados que se interp\u00f5e entre o espectador e a pessoa. Antes de ser uma mulher numa praia, ele \u00e9 uma imagem que dialoga com todas as imagens de mulheres que j\u00e1 existiram. O corpo masculino, mais raro nessa longa tradi\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o, ainda goza de uma relativa transpar\u00eancia. E essa transpar\u00eancia \u00e9 um privil\u00e9gio que quem o possui quase nunca percebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que falar de uma \u2018nudez naturista\u2019, pura e sem segundas ou terceiras inten\u00e7\u00f5es, \u00e9 mais simples para uns do que para outros. A promessa do naturismo como o corpo enquanto apenas um corpo, livre da carga do julgamento, n\u00e3o chega igualmente a todos. Para o homem, despir-se pode ser um gesto de autenticidade quase imediato. Para a mulher, o mesmo gesto precisa primeiro abrir caminho atrav\u00e9s de toda uma muralha de olhares pr\u00e9vios, de advert\u00eancias internalizadas, de riscos que n\u00e3o s\u00e3o sim\u00e9tricos. A porta do naturismo est\u00e1 aberta para os dois, mas o corredor que leva at\u00e9 ela \u00e9 muito mais longo para ela do que para ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma frase que me persegue desde que comecei a pensar nesses dois textos: a nudez \u00e9, possivelmente, o \u00fanico caso de segredo que todos conhecem. N\u00e3o h\u00e1 nada a revelar sob a roupa que cada um de n\u00f3s j\u00e1 n\u00e3o saiba de antem\u00e3o. E, mesmo assim, ela insiste em n\u00e3o poder ser plenamente vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, por\u00e9m, parece-me que esse segredo tem uma cl\u00e1usula que eu n\u00e3o tinha notado. N\u00e3o \u00e9 que a nudez n\u00e3o possa ser vista, acontece que ela n\u00e3o \u00e9 vista da mesma maneira, nem cobra o mesmo pre\u00e7o de quem a oferece. O que se esconde sob a roupa n\u00e3o \u00e9 o corpo, que todos conseguimos imaginar sem grande esfor\u00e7o. \u00c9 a possibilidade de que esse corpo seja olhado sem a r\u00e9gua, sem a compara\u00e7\u00e3o, sem a moldura que o g\u00eanero imp\u00f5e ao olhar antes mesmo que a pele apare\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-51757\" src=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04.jpeg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"609\" srcset=\"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04.jpeg 960w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04-300x190.jpeg 300w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04-768x487.jpeg 768w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04-150x95.jpeg 150w, https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/20260812-Foto-04-750x476.jpeg 750w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Legenda: O naturismo abre uma porta. O olhar despido ainda \u00e9 um caminho. Foto: Jos\u00e9 Arispe<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a nudez verdadeiramente dif\u00edcil de alcan\u00e7ar. N\u00e3o a do corpo despido, que qualquer praia oferece, mas a do olhar despido; um olhar que consiga ver um corpo, qualquer corpo, sem s\u00e9culos de vigil\u00e2ncia pesando sobre ele. Esse olhar ainda n\u00e3o existe, ou existe apenas em lampejos. Mas \u00e9 para ele que se deve trabalhar: n\u00e3o apenas pelo direito de mostrar o corpo, conquistado a duras penas; mas sobretudo pelo direito, bem mais raro, de ser visto sem ser rotulado ou invalidado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a mais sobre a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Naturismo pelo site www.fbrn.org.br.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Paula Silveira \u00e9 presidente da FBrN \u2013 Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Naturismo, desde 2021 e presidente da associa\u00e7\u00e3o SPNAT \u2013 Naturistas da Grande S\u00e3o Paulo desde 2020. \u00c9 naturista desde 1997 e \u00e9 representa o Brasil na CLANAT \u2013 Comiss\u00e3o Latino-Americana de Naturismo, foi Conselheira Maior da Regi\u00e3o Sudeste de 2017 a 2020. Representou o Brasil no Congresso Mundial de Naturismo do M\u00e9xico em 2024, no ELAN \u2013 Encontro Latino-Americano de Naturismo no Peru em 2026, Col\u00f4mbia em 2022 e no Equador em 2020.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paula Silveira* &nbsp; Autor: Fabrizio Martins Tavoni,&nbsp; Soci\u00f3logo e naturista @fbrn_oficial &nbsp; No texto anterior (O corpo permitido), deixei uma porta entreaberta. Disse que, mesmo depois de atravessar as plataformas, os algoritmos e as ferramentas que insistem em recus\u00e1-lo, o corpo ainda desemboca em um \u00faltimo filtro: o olhar de quem o v\u00ea. 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