{"id":52548,"date":"2026-09-13T04:58:04","date_gmt":"2026-09-13T07:58:04","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=52548"},"modified":"2026-09-10T19:00:31","modified_gmt":"2026-09-10T22:00:31","slug":"quando-a-mae-diz-nao-estou-bem-estamos-ouvindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/quando-a-mae-diz-nao-estou-bem-estamos-ouvindo\/","title":{"rendered":"Quando a m\u00e3e diz &#8220;n\u00e3o estou bem&#8221;, estamos ouvindo?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por J\u00e9ssica Monteiro Lima<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@psicologa_jessicamonteirolima<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">WhatsApp: (11) 91169-1479<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Setembro chegou trazendo novamente a campanha de preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio e um convite importante: falar sobre sa\u00fade mental. E quando pensamos na sa\u00fade mental materna, essa conversa precisa come\u00e7ar antes de qualquer situa\u00e7\u00e3o de crise, porque nem sempre o sofrimento aparece de forma evidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos meses em que estou publicando mat\u00e9rias sobre a sa\u00fade mental materna, tenho chamado a aten\u00e7\u00e3o aos sinais que podemos reconhecer:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">naquele &#8220;estou cansada demais&#8221;;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">na vontade de se afastar de todo mundo;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">na culpa por sentir que n\u00e3o est\u00e1 conseguindo dar conta;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">na ansiedade que n\u00e3o passa;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">na sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se reconhecer mais; ou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">naquele &#8220;est\u00e1 tudo bem&#8221;, quando, por dentro, a mulher est\u00e1 pedindo ajuda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gesta\u00e7\u00e3o, o parto e a chegada de um filho s\u00e3o per\u00edodos de grandes transforma\u00e7\u00f5es, podem ser vividos com alegria e, ao mesmo tempo, acompanhados de medo, inseguran\u00e7a, exaust\u00e3o e sofrimento emocional. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que quase 1 em cada 5 mulheres vivencie alguma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental durante a gesta\u00e7\u00e3o ou no primeiro ano ap\u00f3s o nascimento do beb\u00ea. Esse dado nos lembra que falar de sa\u00fade mental perinatal n\u00e3o \u00e9 exagero e nem procurar problemas onde eles n\u00e3o existem, \u00e9 preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E preven\u00e7\u00e3o come\u00e7a quando aprendemos a reconhecer os sinais. Quando uma mulher deixa de sentir prazer pelas coisas que antes gostava, apresenta tristeza ou ansiedade persistentes, culpa intensa, desesperan\u00e7a, isolamento ou pensamentos relacionados \u00e0 morte, isso merece aten\u00e7\u00e3o profissional. Os pensamentos de morte ou suic\u00eddio est\u00e3o entre os sinais de alerta da depress\u00e3o p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;A campanha Setembro Amarelo, foca na preven\u00e7\u00e3o, o que podemos fazer antes de chegar a uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica? Nos \u00faltimos meses, tenho convidado voc\u00ea leitor a refletir sobre a importante de perguntar como essa mulher est\u00e1, de forma genu\u00edna, escutar como tem sido a experi\u00eancia da maternidade, se tem alguma coisa que est\u00e1 dif\u00edcil demais? E como pode ajudar? As perguntas parecem simples, mas podem abrir uma porta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rede de apoio tamb\u00e9m faz parte da preven\u00e7\u00e3o, sabemos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel resolver o sofrimento de algu\u00e9m, mas podemos ajudar a pessoa a n\u00e3o enfrent\u00e1-lo sozinha. Podemos oferecer presen\u00e7a, dividir tarefas, respeitar o tempo daquela m\u00e3e e, principalmente, levar seu sofrimento a s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E existe uma diferen\u00e7a importante entre acolher e minimizar. Dizer &#8220;toda m\u00e3e passa por isso&#8221;, &#8220;\u00e9 s\u00f3 uma fase&#8221; ou &#8220;voc\u00ea precisa ser forte pelo beb\u00ea&#8221; pode fazer uma mulher esconder ainda mais aquilo que est\u00e1 sentindo. Cuidar da sa\u00fade mental materna tamb\u00e9m \u00e9 reconhecer que pedir ajuda n\u00e3o diminui a capacidade de uma mulher, de uma m\u00e3e ou de uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste Setembro Amarelo, quando falamos sobre preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, \u00e9 importante que fique a mensagem que precisamos ter aten\u00e7\u00e3o sobre aquilo que acontece muito antes da crise: a possibilidade de escutar, reconhecer sinais, oferecer apoio e facilitar o acesso ao cuidado. Porque sa\u00fade mental n\u00e3o deveria ser lembrada apenas quando algu\u00e9m chega ao limite, neste momento j\u00e1 estamos lidando com o adoecimento mental. Temos a oportunidade de promover a sa\u00fade mental materna durante o pr\u00e9-natal, no p\u00f3s-parto, da parentalidade, nas rela\u00e7\u00f5es familiares e na nossa vida cotidiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E espero que voc\u00ea lembre uma das formas mais simples de come\u00e7ar seja prestar aten\u00e7\u00e3o quando algu\u00e9m diz: &#8220;Eu n\u00e3o estou bem.&#8221; Que a nossa resposta n\u00e3o seja apressada, que seja com presen\u00e7a, escuta e cuidado. E, quando necess\u00e1rio, busque ajuda profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">___________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a autora<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e9ssica Samanta Monteiro Miranda Lima \u00e9 Psic\u00f3loga Perinatal, com atua\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 sa\u00fade mental da mulher. Acompanha mulheres em diferentes fases da vida, desde a jornada da fertilidade at\u00e9 os desafios emocionais da gesta\u00e7\u00e3o, parto, p\u00f3s-parto, e busca por uma maternidade mais leve oferecendo escuta sens\u00edvel e embasamento t\u00e9cnico e cient\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bacharel em Psicologia &#8211; Universidade do Grande ABC<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MBA em Gest\u00e3o estrat\u00e9gica do Capital Humano &#8211; FMU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Psicopedagogia &#8211; Universidade Metodista<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Aperfei\u00e7oamento em Psicologia Perinatal e da Parentalidade &#8211; Instituto MaterOnline<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por J\u00e9ssica Monteiro Lima @psicologa_jessicamonteirolima WhatsApp: (11) 91169-1479 &nbsp; Setembro chegou trazendo novamente a campanha de preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio e um convite importante: falar sobre sa\u00fade mental. 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