{"id":52598,"date":"2026-09-12T14:29:33","date_gmt":"2026-09-12T17:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=52598"},"modified":"2026-09-12T14:32:59","modified_gmt":"2026-09-12T17:32:59","slug":"sequela-quando-a-lesao-permanece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/sequela-quando-a-lesao-permanece\/","title":{"rendered":"Sequela: Quando a Les\u00e3o Permanece"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Dra Thayse Santos<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@veridiana.mediciapericial<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@dra.thaysesantos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem todo acidente termina quando o tratamento acaba. \u00c0s vezes, a fratura consolida, a cirurgia \u00e9 realizada, a fisioterapia termina e, ainda assim, alguma coisa permanece. Pode ser uma redu\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, uma limita\u00e7\u00e3o de movimento, uma altera\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica, uma dor persistente ou uma dificuldade para realizar determinadas atividades. \u00c9 nesse momento que surge uma palavra muito importante na Medicina Pericial: sequela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sequela \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o que permanece ap\u00f3s a estabiliza\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a ou les\u00e3o. Ela pode ser pequena ou significativa e pode ter diferentes repercuss\u00f5es na vida de uma pessoa. Mas existe uma confus\u00e3o bastante comum: Ter uma sequela significa estar incapacitado para o trabalho?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o necessariamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pessoa pode apresentar uma sequela e continuar exercendo sua profiss\u00e3o normalmente. Em outros casos, a sequela pode reduzir sua capacidade para determinadas tarefas ou at\u00e9 impedir o exerc\u00edcio daquela atividade. Tudo depende da rela\u00e7\u00e3o entre a limita\u00e7\u00e3o apresentada e as exig\u00eancias concretas do trabalho. Imagine um trabalhador que sofreu uma fratura no bra\u00e7o e permaneceu com alguma redu\u00e7\u00e3o da mobilidade. Se sua atividade exige esfor\u00e7o f\u00edsico intenso e movimentos repetitivos daquele membro, a repercuss\u00e3o pode ser significativa. Para outra pessoa, que exerce uma atividade predominantemente administrativa, a mesma sequela pode ter impacto muito menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a avalia\u00e7\u00e3o pericial n\u00e3o deve perguntar apenas: \u201cExiste uma sequela?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso perguntar: \u201cO que essa sequela representa funcionalmente para essa pessoa?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A per\u00edcia pode avaliar a extens\u00e3o da les\u00e3o, a evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, os tratamentos realizados, os achados do exame f\u00edsico e as limita\u00e7\u00f5es funcionais apresentadas. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental compreender a atividade profissional exercida. Afinal, capacidade n\u00e3o existe no vazio. Ela precisa ser analisada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarefas que o indiv\u00edduo efetivamente realiza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma sequela pode n\u00e3o impedir uma pessoa de trabalhar, mas pode exigir adapta\u00e7\u00f5es, limitar determinadas atividades ou reduzir sua capacidade para algumas tarefas espec\u00edficas. Essa diferen\u00e7a \u00e9 fundamental. Porque uma les\u00e3o pode cicatrizar sem que o corpo volte exatamente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es anteriores ao acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E compreender o que permaneceu depois da les\u00e3o \u00e9 uma das importantes tarefas da Medicina Pericial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dra. Thayse Santos, \u00e9 m\u00e9dica especialista e atuante nas \u00e1reas de Per\u00edcia M\u00e9dica Judicial, sa\u00fade mental, beleza e qualidade de vida. Atua como perita m\u00e9dica junto ao Poder Judici\u00e1rio, realizando avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas em processos judiciais com enfoque \u00e9tico, humanizado e baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta coluna busca aproximar o p\u00fablico do universo da per\u00edcia m\u00e9dica por meio de uma linguagem clara, acess\u00edvel e acolhedora, traduzindo temas t\u00e9cnicos para o cotidiano das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dra Thayse Santos @veridiana.mediciapericial @dra.thaysesantos &nbsp; Nem todo acidente termina quando o tratamento acaba. \u00c0s vezes, a fratura consolida, a cirurgia \u00e9 realizada, a fisioterapia termina e, ainda assim, alguma coisa permanece. 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