{"id":52661,"date":"2026-09-18T05:36:43","date_gmt":"2026-09-18T08:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=52661"},"modified":"2026-09-15T19:39:48","modified_gmt":"2026-09-15T22:39:48","slug":"quando-o-desenho-fala-o-que-a-crianca-revela-atras-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/quando-o-desenho-fala-o-que-a-crianca-revela-atras-da-arte\/","title":{"rendered":"Quando o desenho fala: o que a crian\u00e7a revela atr\u00e1s da Arte?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Fabiana Ribeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">@fabianaribeirodos805<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">11 991256054<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantas vezes seu filho j\u00e1 se dirigiu \u00e0 voc\u00ea e lhe disse: \u201cMam\u00e3e, olha o que eu desenhei\u201d. E de forma quase que autom\u00e1tica voc\u1ebd respondeu: \u201cQue lindo! Muito bem!\u201d. \u00c9 comum n\u00e3o olharmos para o desenho da crian\u00e7a com certa relev\u00e2ncia e significado. Mas, voc\u00ea j\u00e1 se perguntou acerca da import\u00e2ncia daquele pequeno papel colorido?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como arteterapeuta, nos textos publicados nesta coluna, discorro acerca da import\u00e2ncia das express\u00f5es art\u00edsticas para acessar viv\u1ebdncias inconscientes e elaborar as mesmas de acordo com as necessidades de nossa psiqu\u00ea. As crian\u00e7as, assim como os adultos, por vezes n\u00e3o conseguem explicar com clareza aquilo que sentem, encontrando no brincar, no corpo, nas hist\u00f3rias e no desenho caminhos para expressar experi\u00eancias que ainda n\u00e3o conseguiram transformar em palavras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo que o desenho infantil n\u00e3o \u00e9 apenas uma produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Ele faz parte do processo de desenvolvimento e pode constituir uma forma de comunica\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias. Pesquisas sobre o desenvolvimento gr\u00e1fico mostram que, desde os primeiros rabiscos, a crian\u00e7a vai atribuindo progressivamente inten\u00e7\u00e3o e significado aos seus tra\u00e7os, enquanto suas possibilidades de representa\u00e7\u00e3o se ampliam com o desenvolvimento cognitivo, motor, perceptivo e emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inf\u00e2ncia possui uma maneira espec\u00edfica de comunicar o mundo. A crian\u00e7a brinca, inventa, movimenta-se, canta, constr\u00f3i hist\u00f3rias e desenha. O desenho pode acompanhar este processo como uma linguagem simb\u00f3lica por meio da qual ela representa pessoas, lugares, acontecimentos, fantasias e experi\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o significa que todo desenho esconda um sofrimento, ou que cada elemento produzido possa ser traduzido, pois cada elemento contido no desenho, pode representar algo diferente para cada crian\u00e7a. Sua produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 intrinsecamente atrelada \u00e0s suas experi\u00eancias vivenciadas, a sua cultura, as caracter\u00edsticas dos materiais utilizados e pelo seu momento atual.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo que os desenhos infantis em avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, s\u00e3o considerados complexos e amb\u00edguos demais para funcionarem como indicadores confi\u00e1veis e \u00fanicos para servirem de par\u00e2metros emocionais. Todo o contexto vivenciado deve ser considerado.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, conv\u00e9m ressaltar que os processos e mudan\u00e7as podem ser observadas de forma clara, objetiva e determinante. Uma crian\u00e7a que habitualmente desenhava brincadeiras, animais e familiares e de repente, passa a produzir repetidas cenas relacionadas a medo, viol\u00eancias, perdas ou isolamento pode estar comunicando alguma experi\u00eancia que merece ser acolhida e investigada com delicadeza. Neste cen\u00e1rio \u00e9 importante observar o que h\u00e1 de novo, o que est\u00e1 acontecendo repetidamente, se houve mudan\u00e7as comportamentais, se a crian\u00e7a est\u00e1 mais retra\u00edda, se ocorre medos frequentes ou altera\u00e7\u00f5es de sono, alimenta\u00e7\u00e3o ou rotina escolar, se est\u00e1 evitando determinadas pessoas ou situa\u00e7\u00f5es ou se ao falar de algum tema em espec\u00edfico apresenta sofrimento. Todas estas informa\u00e7\u00f5es atreladas \u00e0s altera\u00e7\u00f5es no desenho em rela\u00e7\u00e3o ao uso de cores e aos s\u00edmbolos trazidos, podem ser indicativos de sofrimento ps\u00edquico.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, o desenho pode ser usado como uma ferramenta para desencadear uma conversa com a pergunta inicial: \u201cMe conta sobre o seu desenho\u201d. Deste modo, estamos criando condi\u00e7\u00f5es para que a crian\u00e7a nos conte sobre seus anseios e emo\u00e7\u00f5es, e \u00e0 partir da narrativa, outras perguntas podem ser inseridas, caso percebam a necessidade. Como por exemplo, o por que do uso de uma determinada cor em detrimento de outras, e outros questionamentos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser considerado, nele a crian\u00e7a experimenta e se expressa, atrav\u00e9s dos materiais utilizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justamente nesse territ\u00f3rio de express\u00e3o que a Arteterapia encontra um campo extremamente rico, pois na arteterapia a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica n\u00e3o precisa nascer da preocupa\u00e7\u00e3o com o \u201cdesenho perfeito\u201d. O foco est\u00e1 na experi\u00eancia criativa, no processo, na rela\u00e7\u00e3o estabelecida com os materiais e na possibilidade de express\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o dentro de um espa\u00e7o terap\u00eautico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revis\u00f5es sistem\u00e1ticas apontam que interven\u00e7\u00f5es de Arteterapia com crian\u00e7as e adolescentes utilizando diferentes materiais, t\u00e9cnicas e propostas, favorecem a express\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia emocional e outros aspectos psicossociais, apresentando resultados positivos relacionados \u00e0 express\u00e3o emocional, comunica\u00e7\u00e3o, autorregula\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de determinados sintomas. Considerando a arte muito mais que uma atividade para ocupar o tempo das crian\u00e7as e sim uma ferramenta extremamente significativa de encontro com a voz interior, as emo\u00e7\u00f5es e os sentimentos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos pais cabe, incentivar a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, oferecendo \u00e0s crian\u00e7as materiais para desenharem livremente, evitar corrigir ou exigir est\u00e9tica, demonstrar interesse pela produ\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, perguntar sobre a hist\u00f3ria criada pela crian\u00e7a ao desenhar, observar mudan\u00e7as persistentes em seus temas e comportamentos, evitar interpreta\u00e7\u00f5es prontas, respeitar quando a crian\u00e7a n\u00e3o quiser falar, guardar algumas produ\u00e7\u00f5es para acompanhar seu percurso ao longo do tempo, procurar ajuda profissional quando tiver sinais persistentes de sofrimento e evitar realizar compara\u00e7\u00f5es entre o desenho de uma crian\u00e7a e outra.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando perceberem converg\u00eancia de sinais, nos aspectos comportamentais que j\u00e1 foram citados no corpo do texto, \u00e9 importante procurar o aux\u00edlio de um profissional, e o desenho deve ser utilizado para a compreens\u00e3o do caso. Ressaltando que a presen\u00e7a e a escuta s\u00e3o fundamentais nestes aspectos.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAntes de interpretar o desenho de uma crian\u00e7a, precisamos aprender a escutar a crian\u00e7a que desenhou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fabiana Ribeiro, Pedagoga, Psicopedagoga, Arteterapeuta, p\u00f3s graduanda em Ludicidade e Artes, Psicologia Ativa, gest\u00e3o de pessoas e sa\u00fade no trabalho, An\u00e1lise do Comportamento ABA e graduanda em Terapia Ocupacional, professora na Rede Municipal de Cotia, radialista, palestrante e apresentadora de Podcast, entre Elas e Saberes da na tv digital Rede Tr\u00edade TV.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fabiana Ribeiro @fabianaribeirodos805 11 991256054 &nbsp; Quantas vezes seu filho j\u00e1 se dirigiu \u00e0 voc\u00ea e lhe disse: \u201cMam\u00e3e, olha o que eu desenhei\u201d. E de forma quase que autom\u00e1tica voc\u1ebd respondeu: \u201cQue lindo! Muito bem!\u201d. \u00c9 comum n\u00e3o olharmos para o desenho da crian\u00e7a com certa relev\u00e2ncia e significado. Mas, voc\u00ea j\u00e1 se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":52662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[435,2,41],"tags":[],"class_list":["post-52661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arteterapia","category-destaques","category-ultimasnoticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52661"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52661\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52663,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52661\/revisions\/52663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}