{"id":53576,"date":"2026-10-29T03:17:39","date_gmt":"2026-10-29T06:17:39","guid":{"rendered":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/?p=53576"},"modified":"2026-10-20T16:19:44","modified_gmt":"2026-10-20T19:19:44","slug":"benito-di-paula-pianista-cantor-e-compositor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/benito-di-paula-pianista-cantor-e-compositor\/","title":{"rendered":"Benito di Paula: pianista, cantor e compositor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Teo Gelson<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pai, aposentado da concession\u00e1ria da Esta\u00e7\u00e3o Leopoldina, tocava v\u00e1rios instrumentos (piano, bandolim, viol\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 17 anos foi servir ao Ex\u00e9cito no Rio de Janeiro. Morou no Morro da Formiga, na Tijuca, Zona Norte da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome \u201cBenito di Paula\u201d foi escolhido pelo pr\u00f3prio artista e pelo incentivador de sua carreira Alfredo Motta, que o convidou quando tinha entre 15 e 16 anos para cantar no Hotel Avenida, no centro de Nova Friburgo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecido e admirado internacionalmente, entre seus f\u00e3s destacam-se personalidades que a ele j\u00e1 se referiram, tais como Ravi Shankar (tocador de c\u00edtara), a cantora Sarah Vaughan, o violonista Charlie Bird e o pianista e cantor Stevie Wonder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fam\u00edlia de m\u00fasicos, seus irm\u00e3os Ney e Jota Veloso s\u00e3o multi-instrumentistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua carreira conta com diversas turn\u00eas no pa\u00eds e no exterior e mais de 25 discos gravados, m\u00fasicas gravadas por Roberto Carlos, grava\u00e7\u00f5es em parceria com o Regional do Canhoto e com a Orquestra Sinf\u00f4nica de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas composi\u00e7\u00f5es foram gravadas por grandes nomes da MPB da velha e da nova gera\u00e7\u00e3o, como Zeca Baleiro, Moska, grupo Samba de Rainha, v\u00e1rios grupos de pagode como Revela\u00e7\u00e3o e cantoras da nova gera\u00e7\u00e3o da Lapa, bairro do centro do Rio de Janeiro, onde seu samba \u201cMulher brasileira\u201d foi interpretado em v\u00e1rias casas de show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faleceu no Hospital 9 de Julho, na cidade de S\u00e3o Paulo, por complica\u00e7\u00f5es de um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, com o qual lutava h\u00e1 cerca de um ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filho Rodrigo Veloso seguiu carreira art\u00edstica como cantor e pianista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2019, morreu seu filho Andr\u00e9 Vellozo, aos 36 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1956 fez a primeira grava\u00e7\u00e3o com a companhia de Portinho &amp; sua Orquestra: a can\u00e7\u00e3o autoral \u201cFinal\u201c.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1960 trabalhou como crooner em boates do Rio de Janeiro, principalmente na boate Balalaika, em Copacabana. Em seguida, passou a cantar e a tocar piano em casas noturnas de Santos e na cidade de S\u00e3o Paulo, em locais como a Catedral do Samba, no bairro do Bixiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1966 lan\u00e7ou disco compacto pela gravadora Continental, com \u201cFinal\u201d e \u201cBem Feito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1968 gravou outro compacto com a m\u00fasica autoral \u201cCan\u00e7\u00e3o para o nosso amor\u201d e \u201cAndan\u00e7a\u201d, de Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapaj\u00f3s, popularizada por Beth carvalho. Nessa \u00e9poca muda o nome art\u00edstico de Uday Veloso para Benito di Paula, nome inventado por ele e pelo incentivador e amigo Alfredo Motta. No mesmo ano, gravou um disco em conjunto com outros artistas chamado \u201cPara Voc\u00ea\u201d, com tr\u00eas can\u00e7\u00f5es de sua autoria, \u201cMocidade \u00e9 Alegria\u201d, \u201cMestre\u201d e \u201cNatal no Brasil\u201d. Tamb\u00e9m gravou a composi\u00e7\u00e3o de J.M. Ferreira e Mariza Saboya, \u201cEspera\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1969, colocou a m\u00fasica \u201cCan\u00e7\u00e3o para o nosso amor\u201c na trilha sonora da novela \u201cNino, o italianinho\u201d, da TV Tupi. No mesmo ano, entregou composi\u00e7\u00f5es e letras para outros artistas. Ronnie Von gravou \u201cFoi Bom\u201d em seu \u00e1lbum \u201cA Misteriosa Luta Do Reino De Parassempre Contra O Imp\u00e9rio De Nunca Mais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1971 a gravadora Copacabana o convidou para gravar um LP como crooner, no qual foram inclu\u00eddas \u201cJeus Cristo\u201d (Roberto e Erasmos Carlos), \u201cAzul da cor do mar\u201d (Tim Maia) e \u201cApesar de voc\u00ea\u201d, de Chico Buarque, que tamb\u00e9m fora censurada de tocar no r\u00e1dio. Neste mesmo disco tamb\u00e9m interpretou quatro composi\u00e7\u00f5es de sua autoria, entre elas \u201cViol\u00e3o n\u00e3o se empresta a ningu\u00e9m\u201d, que foi a m\u00fasica que acabou puxando a vendagem do LP. Sua composi\u00e7\u00e3o \u201cRetalhos de cetim\u201d fez grande sucesso em casas noturnas de S\u00e3o Paulo, em especial o Teleco-Teco, casa frequentada por sambistas como Ciro Monteiro e Monsueto. Em virtude do sucesso desta m\u00fasica foi convidado a gravar um compacto pela Copacabana, por\u00e9m com a m\u00fasica \u201cEla\u201d. \u201cRetalhos de cetim\u201d s\u00f3 foi gravada em um segundo compacto pela mesma gravadora. Esta mesma composi\u00e7\u00e3o lhe abriu as portas para o sucesso no Brasil e no exterior, tendo sido gravada por Jair Rodrigues, pela orquestra de Paul Mauriat e pelo guitarrista americano Charlie Byrd, figurando entre as composi\u00e7\u00f5es selecionadas pelo historiador Jairo Severiano como um dos maiores sucessos do ano de 1973. O compacto simples vendeu mais de 150 mil c\u00f3pias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1974, 1975 e 1976, respectivamente, mais tr\u00eas composi\u00e7\u00f5es de sua autoria fizeram sucesso: \u201cSe n\u00e3o for amor\u201d, \u201cBeleza que \u00e9 voc\u00ea mulher\u201d e \u201cVai ficar na saudade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1975, comandou o programa \u201cBrasil Som 7\u201d, da TV Tupi, de S\u00e3o Paulo, que resultou em um disco lan\u00e7ado no mesmo ano, no qual apresentou alguns de seus convidados, entre eles Elizete Cardoso, Wando e Bebeto. Neste mesmo ano, ao lado de Elizete Cardoso, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Jorge Ben, Beth Carvalho, S\u00f4nia Santos, Quinteto Violado e Cl\u00e1udia, integrou a delega\u00e7\u00e3o brasileira que participou do Festival do MIDEM (Mercado Internacional de Discos e Editoras Musicais), na cidade de Cannes, na Fran\u00e7a. Ainda em 1975, lan\u00e7ou a m\u00fasica \u201cCharlie Brown\u201d, que obteve grande sucesso, a ponto de Chico Buarque referir-se a Charlie Brown como se fosse personagem real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1977, lan\u00e7ou pela Copacabana o LP \u201cBenito Di Paula\u201d, que contou com a participa\u00e7\u00e3o especial do regional do Canhoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1981, gravou o LP \u201cBenito Di Paula\u201d, pela EMI Odeon BR. Retornou \u00e0 gravadora Copacabana em 1987 gravando mais um LP que levava seu nome como t\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua figura pouco comum entre os sambistas da \u00e9poca (bigode e cabelos longos) e seus sambas rom\u00e2nticos, foi rotulado como cafona e brega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 1998 participou do \u201cProjeto Seis e Meia\u201d, no Teatro Jo\u00e3o Caetano, no Rio de Janeiro. Na ocasi\u00e3o, apresentou-se com a pianista Carolina Cardoso de Menezes, sendo este, o \u00faltimo show da grande pianista. Por essa \u00e9poca, Paulinho Moska regravou com grande sucesso \u201cRetalhos de cetim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano 2002 o grupo de pagode Revela\u00e7\u00e3o regravou com grande sucesso \u201cDo jeito que a vida quer\u201d. Neste mesmo ano, foi lan\u00e7ado o livro \u201cVelhas Hist\u00f3rias, mem\u00f3rias futuras\u201d (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor fez v\u00e1rias refer\u00eancias ao compositor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2003, \u201cDo jeito que a vida quer\u201d (com o grupo Revela\u00e7\u00e3o) foi uma das m\u00fasicas mais tocadas em emissoras segmentadas de pagode no Rio de Janeiro e por todo o Brasil. Neste mesmo ano, Alcione, no disco \u201cAlcione ao vivo 2\u201d, regravou \u201cRetalhos de cetim\u201d, um dos maiores sucessos do compositor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 2004 apresentou-se em show na Lona Cultural Jo\u00e3o Bosco, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008 o grupo mineiro Samba de Rainha (composto s\u00f3 por mulheres) regravou \u201cRetalho de cetim\u201d no CD \u201cVivendo samba\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009 apresentou-se no Vivo Rio, uma das maiores casas de show do Rio de Janeiro. Na ocasi\u00e3o gravou um DVD com os maiores sucessos da carreira e quatro composi\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas (Quero ser seu amigo, Pagode da cigana, Ficar ficamos e Unidos de Tom Jobim, um tributo ao maestro). Entre os sucessos apresentados destacam-se \u201cRetalho de cetim\u201d, \u201cMulher brasileira\u201d, \u201cTudo est\u00e1 no seu lugar\u201d, \u201cA beleza que \u00e9 voc\u00ea, mulher\u201d e \u201cCharlie Brown\u201d, al\u00e9m de \u201cAh, como eu amei\u201d (de seus irm\u00e3os Ney e Jota Veloso) e \u201cMe d\u00ea motivo\u201d (Michel Sullivan e Paulo Massadas), acompanhado pela banda composta por Jorge Cardoso (dire\u00e7\u00e3o musical), Ney Veloso (viol\u00e3o), o sobrinho Kauan Veloso (cavaquinho), T\u00e9o Lima (bateria), Edu (baixo), Luiz Felipe (viol\u00e3o de sete cordas), Ivanildo, Pirulito e Esguleba (percuss\u00e3o),Jussara, Jurema, Jefferson e N\u00e9lio (backing vocal) e o filho Rodrigo Veloso ao piano. No DVD tamb\u00e9m foram inclu\u00eddas \u201cBandeira do samba\u201d, \u201cDo jeito que a vida quer\u201d, \u201cComo dizia o mestre\u201d, \u201cAssoviar e chupar cana\u201d, \u201cSe n\u00e3o for por amor\u201d, \u201cOsso duro de roer\u201d, \u201c\u201dMaria baiana Maria\u201d, \u201cSanfona branca\u201d e \u201cViol\u00e3o n\u00e3o se empresta a ningu\u00e9m\u201d. Dois anos depois, em 2011, ao lado de Arnaldo Antunes, Alcione, Leci Brand\u00e3o, Beth Carvalho, T\u00e2nia Maria, Zeca Baleiro, Ver\u00f4nica Ferriani, Cida Moreira, Fabiana Cozza, Diogo Nogueira e Milena participou do CD-homenagem a Nelson Cavaquinho intitulado \u201cUma flor para Nelson Cavaquinho\u201d, lan\u00e7ado pela gravadora Lua Music, no qual interpretou a faixa \u201cRugas\u201d, de Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ari Monteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 2016 foi convidado pela gravadora 74 music para gravar o \u00e1lbum autoral \u201cEssa Felicidade \u00e9 Nossa\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o especial de Fernanda Takai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020 lan\u00e7ou com o filho Rodrigo Vellozo o \u00e1lbum \u201cO Infal\u00edvel Zen\u201d nas plataformas de Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano de 2023 o cantor e compositor recebeu homenagem por iniciativa da Funda\u00e7\u00e3o de Artes de Niter\u00f3i (FAN) em conjunto com a Muriqui Cultural, o show \u201cNiter\u00f3i Canta Benito di Paula\u201d, apresentado no Theatro Municipal de Niter\u00f3i, no Centro da cidade, com a participa\u00e7\u00e3o do homenageado e acompanhado po uma banda integrada por Bruno Barreto (voz, percuss\u00f5es, banjo e dire\u00e7\u00e3o musical); Eduardo Neves (flauta e sax); Fl\u00e1vio Santos (bateria); Gabriel Policarpo (percuss\u00e3o); Ricardinho (contrabaixo); Lucas Marques (viol\u00e3o) e Alfredo (piano e Dire\u00e7\u00e3o musical).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: https:\/\/dicionariompb.com.br\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teo Gelson O pai, aposentado da concession\u00e1ria da Esta\u00e7\u00e3o Leopoldina, tocava v\u00e1rios instrumentos (piano, bandolim, viol\u00e3o). 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