{"id":9537,"date":"2017-09-11T12:01:55","date_gmt":"2017-09-11T15:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/canalfolia.com.br\/?p=9537"},"modified":"2017-09-11T12:01:55","modified_gmt":"2017-09-11T15:01:55","slug":"cinema-negro-documentaristas-pesquisam-sons-dos-quilombos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/somdepapo.com.br\/portal\/cinema-negro-documentaristas-pesquisam-sons-dos-quilombos\/","title":{"rendered":"CINEMA NEGRO: Documentaristas pesquisam sons dos quilombos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com o intuito de colaborar para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria sonora de comunidades quilombolas, quatros jovens documentaristas baianos est\u00e3o produzindo filme sobre os sons dos quilombos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Realizado pelo Coletivo Cacos, o document\u00e1rio \u201cAIU\u00ca: Escutando o som dos quilombos\u201d j\u00e1 est\u00e1 sendo rodado desde agosto. A equipe \u00e9 formada por cineastas negros baianos: Donminique Azevedo (documentarista, jornalista e educadora), Danilo Umbelino (cineasta e diretor de fotografia), Leo Rocha (musicista e cineasta), \u00a0e Uiran Paranhos (cineasta e t\u00e9cnico de som direto).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cTrata-se de uma experi\u00eancia imersiva para revelar as mais diversas express\u00f5es sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos. Nasce justamente do desejo de saber mais sobre minhas origens, uma vez que minha descend\u00eancia paterna \u00e9 quilombola. Como militante na luta antirracista, acredito que o document\u00e1rio \u00e9 uma oportunidade a mais para fazermos disputa de narrativas\u201d, explica Donminique Azevedo, idealizadora da iniciativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o coautor do Projeto Leo Rocha, o diferencial da proposta \u00e9 poder apresentar os sons cotidianos como um vetor de tradi\u00e7\u00f5es culturais. \u201cEstamos ouvindo do som ambiente \u00e0quilo que cada quilombola tem a dizer, amplificando a pluralidade de vozes. Assim, escutando o maior patrim\u00f4nio de um povo: o pr\u00f3prio povo e suas hist\u00f3rias\u201d, revela Rocha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O PROJETO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em Kimbundo (l\u00edngua da fam\u00edlia banta), \u201cAUI\u00ca\u201d \u00e9 tamb\u00e9m uma express\u00e3o de espanto, alegria, festa. Assim, o Projeto visa apresentar, por meio de uma &#8211; abordagem etnogr\u00e1fica, lingu\u00edstica e musicol\u00f3gica &#8211; express\u00f5es sonoras quilombolas. Neste sentindo, busca estabelecer di\u00e1logos culturais com comunidades remanescentes, a fim de apresentar &#8211; por meio da linguagem audiovisual &#8211; os sons e sonoridades presentes nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A primeira fase do Projeto &#8211; que resultar\u00e1 em um filme gravado com quilombos de Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana &#8211; estrear\u00e1 em novembro deste ano, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio de Matos, por meio do edital Arte Todo dia &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Futuramente, o Projeto abranger\u00e1 comunidades quilombolas de outras regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com o intuito de colaborar para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria sonora de comunidades quilombolas, quatros jovens documentaristas baianos est\u00e3o produzindo filme sobre os sons dos quilombos. &nbsp; Realizado pelo Coletivo Cacos, o document\u00e1rio \u201cAIU\u00ca: Escutando o som dos quilombos\u201d j\u00e1 est\u00e1 sendo rodado desde agosto. 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