domingo, setembro 26, 2021
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Em caso de Covid-19 posso amamentar?

Por Ana Lucia Reis

Hoje iremos falar de um tema muito importante que é, o aleitamento materno porém, em época de Covid-19. O leite materno é o alimento mais completo e essencial para a saúde e desenvolvimento infantil, contendo a quantidade certa de anticorpos, vitaminas, proteínas, água, sais minerais e gorduras necessárias para crescimento e desenvolvimento saudável do bebê, além de fortalecer laços efetivos entre mãe e filho, também traz excelentes benefícios pós-parto.
Com a chegada e propagação do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil, o Ministério da Saúde orienta sobre a amamentação em mulheres que estejam com suspeita ou infectadas pelo vírus, ressaltando a manutenção da amamentação em mães portadoras do COVID-19, pois os benefícios do aleitamento materno superam os riscos de transmissão.
De acordo com o MS vamos conhecer algumas perguntas frequentes em relação à amamentação e Covid-19:
O coronavírus pode ser detectado no leite materno?
NÃO. Até o momento desta publicação, não há constatação científica significativa publicada que estabeleça nexo causal entre a transmissão do SARS-CoV-2 e a amamentação. Parece improvável, portanto, que a doença seja transmitida por intermédio do leite materno, seja através da amamentação ou pela oferta do leite extraído por uma mãe que é confirmada/suspeita de ter Covid-19. A comunidade científica segue testando o leite materno de mães com Covid-19 confirmada/suspeita.
2. Nos locais onde há transmissão comunitária da Covid-19, é recomendado que as mães amamentem?
SIM. Em todos os contextos socioeconômicos, a amamentação melhora a sobrevivência e traz benefícios tanto para a saúde da mulher quanto da criança ao longo da vida. Além disso, como não há evidência científica sobre a transmissão da Covid-19 através do leite materno, não há razão para evitar ou interromper a amamentação.
3. Após o parto, o bebê ainda deve ser colocado em contato pele a pele e amamentado na primeira hora de vida se a mãe for confirmada/ suspeita de Covid-19?
SIM. O contato pele a pele, incluindo o método canguru, melhora a regulação térmica dos recém- nascidos, propicia a amamentação precoce, está fortemente associado com a redução da mortalidade neonatal, além de diversos outros resultados fisiológicos positivos e de alta qualidade de evidência.
4. Quais são as recomendações de higiene para uma mãe que amamenta com confirmação/ suspeita de Covid-19?
Lavar as mãos ao menos por 20 segundos com água e sabão e/ou usarálcool em gel 70% nas mãos antes de tocar o bebê ou antes de retirar leite materno (manual ou bomba extratora); Usar uma máscara (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação; Caso a mãe não disponha de máscara facial, utilizar um pano limpo cobrindo nariz e boca durante a amamentação; Espirrar ou tossir em um lenço de papel, descartar imediatamente e usar álcool em gel 70% ou lavar as mãos por pelo menos 20 segundos novamente com sabão e água limpa; Limpar e desinfetar regularmente as superfícies.
5. Se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 não puder amamentar ou retirar seu leite, a amamentação cruzada pode ser recomendada?
NÃO. A amamentação cruzada, ou seja, quando uma mulher amamenta o filho de outra mulher, é contraindicada pelo Ministério da Saúde do Brasil. Essa prática pode trazer riscos para a saúde da criança, pois algumas doenças podem ser transmitidas pelo leite materno, como HIV, HTLV e HTLV 2.
6. Quais são as principais mensagens para uma mãe que quer amamentar, mas tem medo de passar a COVID-19 para o bebê?
Como parte do aconselhamento, a ansiedade de uma mãe ou família em relação à COVID-19 deve ser reconhecida e respondida com as seguintes mensagens:
1. O coronavírus não foi detectado no leite materno de mães confirmadas ou suspeitas e até o momento não há evidências de que o vírus seja transmitido através da amamentação; 2. Recém-nascidos e bebês têm baixo risco de infecção por COVID-19. Entre os poucos casos confirmados de infecção por COVID-19 em crianças pequenas, a maioria experimentou apenas sintomas leves ou era assintomática; 3. A amamentação e o contato pele a pele reduzem significativamente o risco de morte em recém-nascidos e lactentes e proporcionam vantagens imediatas e ao longo da vida para a saúde e o desenvolvimento. A amamentação também reduz o risco de câncer de mama e de ovário na mãe; 4. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão e doença associados ao coronavírus.
Desejo ter compartilhado e acolhido as mamães que nesse momento, tão difícil encontram-se inseridas nessas condições.

Até a nossa próxima coluna de Nutrição!

Fontes da pesquisa:

Principal


Ministério da Saúde

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