Por José Carlos da Cruz
Psicólogo – psicologia analítica (Jung), Professor
Existe uma lei que atua no homem poderosamente, que está acima da sua moralidade e dos seus direitos, a lei da natureza, ela pouco se importa com nossas opiniões, segue seu curso, o qual ninguém pode bloquear ou impedir.
É indiscutível, que o meio, assim como o que está internalizado, influência as ações e principalmente a reações do homem, suas crenças que é um construto da sua visão de mundo e o próprio mundo que o cerca, interfere prontamente nas suas decisões.
A partir deste pressuposto, entende-se que para o inconsciente, de onde provém as mais fortes reações, tanto importa quem foi afetado ou se o individuo é capaz de proteger-se do contágio dos acontecimentos e ocorrências; porque só haverá condições de impedir tal interferência da natureza, que é do inconsciente, se ele for capaz de diferenciar entre o que é seu e o do outro.
Que é o primeiro ato da identidade consciente, o que constitui a individualidade do ser distinguida do coletivo; diluindo, com o progresso da consciência do eu, o condicionamento profundo das crenças paternas e do mundo em que vive.
O que constitui o adulto, tanto o de bom, como o de pior; são os vestígios da sua infância, por isso, quanto mais rápido intervir nas suas influências, mas rápido haverá o desenvolvimento da consciência, até que o inconsciente se torne consciente.
O que significa, agir ou reagir, menos por instinto e mais por uma consciência civilizada.
Conclui-se que durante toda a vida, que está em movimento evolutivo contínuo, a relação entre o consciente e o inconsciente é de troca, onde ambos estão sujeitos a influência do outro.
Conteúdos conscientes mergulham no inconsciente, perdendo a intensidade ou a força influenciadora; por outro lado, percebe-se que conteúdos do inconsciente emergem ao consciente, provocando profundas transformações no ser.



