Por Psicóloga Clínica Viviane Romanio
Especializada em Saúde Mental.
Vamos falar aqui sobre uma campanha muito importante: Janeiro Branco, mês de conscientização sobre o cuidado com a saúde mental.
O cuidado com a nossa saúde mental é um compromisso com a vida, e o início do ano chega trazendo a sensação de recomeço. Um novo ano costuma despertar planos, metas e expectativas, mas também pode intensificar cobranças internas, frustrações e comparações. É nesse contexto que surge o Janeiro Branco, uma campanha que convida à reflexão sobre a saúde mental e emocional como parte essencial do bem-estar.
O janeiro branco propõe uma pausa simbólica para olhar para dentro. Perguntas simples, mas profundas, podem abrir caminhos importantes: Como tenho cuidado de mim? O que estou ignorando por excesso de exigência? O que preciso respeitar neste momento da minha vida? Essas reflexões ajudam a substituir o piloto automático por escolhas mais alinhadas com nossas necessidades emocionais.
Pois, nem sempre o sofrimento emocional é visível. Muitas pessoas seguem funcionando, trabalhando e cumprindo papéis enquanto lidam com ansiedade, exaustão emocional, conflitos internos ou sensação de vazio. Cuidar da saúde mental é reconhecer esses sinais antes que se transformem em adoecimento.
Cuidar da saúde mental não significa estar bem o tempo todo. Significa reconhecer limites, acolher emoções difíceis e compreender que sentimentos como ansiedade, ambivalência, medo ou cansaço fazem parte da experiência humana. A saúde mental não é ausência de sofrimento, mas a capacidade de lidar com ele de forma mais consciente e menos autocrítica.
A proposta do Janeiro Branco não é impor felicidade nem exigir produtividade emocional, mas incentivar a escuta de si. Olhar para os próprios sentimentos, reconhecer limites e compreender necessidades emocionais são atitudes que fortalecem o bem-estar e favorecem relações mais saudáveis consigo e com os outros.
Do ponto de vista psicológico, saúde mental não se resume à ausência de sintomas, mas à capacidade de reconhecer emoções, compreender limites e construir formas mais funcionais de lidar com o sofrimento. Ansiedade, ambivalência emocional, medo e tristeza não são falhas do indivíduo, mas sinais que pedem atenção, cuidado e elaboração.
Muitos pacientes sofrem mais pela tentativa de evitar ou controlar emoções do que pelas emoções em si. A clínica mostra que acolher o que se sente sem julgamento, favorece a regulação emocional e decisões mais alinhadas aos próprios valores. O cuidado psicológico não busca eliminar o sofrimento humano, mas ajudar a torná-lo compreensível e manejável.
Falar sobre saúde mental também é combater o estigma. Buscar apoio psicológico não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo. Assim como cuidamos do corpo, a mente também precisa de atenção, escuta e cuidado contínuo, não apenas em janeiro, mas ao longo de todo o ano.
Que o Janeiro Branco seja mais do que uma campanha e nos ajude a desacelerar, repensar prioridades e lembrar que cuidar da mente é um compromisso contínuo. Porque saúde emocional não é luxo, é a base para uma vida mais equilibrada, consciente, com autonomia emocional e relações mais saudáveis.
Muito prazer! Eu sou Viviane Romanio, psicóloga clínica, pós graduada em Saúde mental e abordagens cognitivas pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo e pós graduanda em TCC – Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto Cognitivo de Porto Alegre. Meus atendimentos são presenciais e online em todo Brasil e atendo também brasileiros pelo mundo. O meu público são adolescentes, jovens, adultos, casais e terceira idade.
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