Por Marize Reges
O mundo mudou. As mulheres estudaram, se capacitaram, ocuparam cargos de liderança e provaram, inúmeras vezes, sua competência. Ainda assim, uma pergunta insiste em ecoar no ambiente profissional: quando a líder é uma mulher e o subordinado é um homem, o respeito vem por completo?
Infelizmente, muitas vezes, não.
Ainda é comum ver mulheres tendo suas decisões questionadas, sua autoridade testada e sua postura confundida com “rigidez”, “emoção” ou “exagero”. O que em um homem seria visto como liderança firme, em uma mulher vira motivo de desconforto. Existe um ruído silencioso, mas constante, que revela o quanto o machismo estrutural ainda dita comportamentos dentro das empresas.
Não se trata de generalizar, mas de reconhecer um padrão. Muitas líderes precisam provar todos os dias que são capazes, enquanto seus colegas homens partem do pressuposto da competência. O respeito, que deveria ser automático, ainda precisa ser conquistado — e, às vezes, imposto.
Falar sobre isso não é vitimismo. É maturidade social. É entender que igualdade não é apenas ocupar cargos, mas ser ouvida, respeitada e reconhecida na função que se exerce.
Enquanto liderança feminina ainda for questionada pelo gênero e não pelo desempenho, teremos um longo caminho a percorrer. Mas cada mulher que se mantém firme, consciente do seu valor, abre espaço para as próximas.
E você, já presenciou ou viveu essa realidade no ambiente de trabalho?



