Por Dr Yuri Oliveira
Ao passar dos anos é fato acontecer a gradativa falha das estruturas laríngeas e toda fisiologia responsável pela produção da voz, impactando em aspectos vocais mais debilitados.
A perda muscular do processo de senescênsia faz com que essa população com presbifonia apresente arqueamento das pregas vocais, com formação de fenda glótica durante a produção vocal. As cartilagens aritenoídes apresentam se mais proeminentes do que em adultos e jovens e de certa forma a evidencia-se assimetria ou redução da amplitude da onda mucosa, prevalecendo a fase aberta no ciclo vibratório das pregas vocais. Por sua vez mudanças podem incluir espessamento ou edema, atrofia de fibras elásticas e diminuição do número de fibroblastos. É notório a diminuição do número total de células, alterações na síntese proteica e diminuição considerável da produção de matriz extracelular.
A senescência apresenta alterações nos mecanismos de respiração e de ressonância, estando ligados há uma série de fatores que são nocivos a saúde, associado a uso de medicamentos observados com frequência nos idosos onde é perceptível a discrepância na produção vocal. A vocalização do público idoso apresenta-se com harmônicos reduzidos, alteração da frequência fundamental, extensão vocal restrita, incoordenação pneumofonoarticulatória, aumento da soprosidade, rugosidade e tremor, dificuldades de modulação da intensidade, além da diminuição da resistência vocal e dos tempos máximos fonatórios, levando-se em consideração a capacidade respiratória menos expansiva.
É fato que com o passar dos anos, o metabolismo apresenta- se mais lento, com relevância após a menopausa, no caso do público feminino. Desta forma a voz tanto do público masculino como feminino possam ser confundidas com mais facilidade na senescênsia. Os sinais mais evidentes relatados pelos idosos podem ser voz fraca e soprosa, resistência vocal diminuída e rouquidão, além de dificuldade para projetar a voz e ter que repetir muitas vezes o que falam. Trazendo ao seu convívio social restrições em seu ato de comunicar-se interferindo assim em seu bem-estar psicológico e na qualidade de vida, e em muitas situações ao isolamento social.
Levando em consideração as condições de saúde podem apresentar inúmeras diferenciações entre idosos de diferentes idades. Vale ressaltar que para os profissionais da voz os riscos são ainda maiores, nesses casos, além de sinais de presbifonia, associasse a outros comprometimentos vocais como sinais e sintomas relacionados ao mau uso da voz.
É importante lembrar que devemos nos cuidar durante toda a vida mantendo um ritmo de qualidade de vida diariamente. Hábitos saudáveis promoverão uma série de benefícios ao chegar na senescência tornando o população idosa mais ativa, mantendo-se comunicativa e disposta a manter um convívio social mais agradável.
A população idosa deve manter-se sempre ativa respeitando suas limitações, porém a saúde vocal e de extrema importância nessa demanda para que possam ser ouvidos de forma clara e sem rupturas que possa causar desconforto.
Sempre é válido reforçar os cuidados que devemos ter com nossa voz, e sempre é bom lembrar que: Ingestão de água durante o dia, alimentação saudável e nutritiva, praticar atividade física, repouso vocal, não gritar ou falar alto demais, evitar locais com muito ruído e poeira, aos profissionais da voz é importante sempre está realizando acompanhamento periódico com o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo(a) para que sempre esteja em dia com sua saúde vocal.
Por Vanessa Cláudia V. Pinto de Melo CRFa 8-4541 – Fonoaudióloga @vanessacvpmelo @fonargroup
Por Yuri Oliveira CRFa – 8- 11.909 – Fonoaudiólogo
@yurioliveirafe_fonoaudiologia @fonargroup



