Por Teo Gelson
Lucélia Santos é atriz, famosa por mais de 40 anos de carreira na TV, no teatro e no cinema. Ela despontava nos palcos quando foi convidada para estrelar, na Globo, a novela Escrava Isaura (1976), um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira. Na pele da personagem principal, tornou-se celebridade em diversos países, já que trama foi uma das mais exportadas pela emissora..
Ainda na década de 1970, consolidou-se uma das principais atrizes brasileiras, despontando também no cinema. Seguiu na Globo com personagens de destaque em Locomotivas (1977), Água Viva (1980), Guerra dos Sexos (1983), Vereda Tropical (1984) e Sinhá Moça (1986). Na Manchete, fez Carmem (1987). A partir da década de 1990, passou a ser presença rara nas novelas, com passagens pelo SBT e pela Record.

Foi casada de 1975 a 1987 com o maestro John Neschling, pai de seu único filho, o também ator Pedro Neschling, nascido em 1982. Depois, teve relacionamentos duradouros com Raul Gazolla, Antônio Gassi e o engenheiro Davi Akkerman, mas não se casou novamente.
Protagonistas de uma das novelas da Globo mais exportadas da história, a adaptação de A Escrava Isaura escrita por Gilberto Braga (1945-2021) em 1976, Lucélia Santos e Edwin Luisi são testemunhas de momentos marcantes da trama. O ator, hoje com 78 anos, lembrou que houve uma grande desconfiança sobre a escalação da atriz como a protagonista Isaura dos Anjos. O próprio Gilberto, inclusive, chegou a dizer em entrevistas que não concordava com a escolha de Lucélia Santos.
“A Lucélia não era considerada a atriz ideal para aquele papel. Muitos achavam que precisava ser alguém mais morena, voluptuosa, mais mulher. E aí chegou a Lucélia, uma menina branquinha, com um dentinho quebrado na frente, meio vesguinha. Era impressionante, até tinha uma pintinha no nariz”, comentou Edwin Luisi em entrevista ao videocast Novelão, do jornal O Globo.
“Ela não era o protótipo tradicional da protagonista de novela que enlouquece três homens. E, mesmo assim, a mágica que ela causou foi incrível. No mundo todo, ela foi idolatrada. Não é pouca coisa”, defendeu o colega.
Fonte: https://natelinha.uol.com.br/



