Por Karina Gubernati
@karinagubernatiarquiteta
Fevereiro. Época que quase todas as escolas voltam às aulas. Vamos falar um pouco sobre a importância de uma boa arquitetura nos ambientes de ensino?
A arquitetura escolar de qualidade não é um luxo, mas uma necessidade estratégica que transforma a edificação escolar, estimulando o prazer de aprender.
As crianças tem mais facilidade de aprendizado e de desenvolver novas habilidades desde muito pequenas. Isso é um fato que todos conhecem. Mas, a explicação é que o CÉREBRO infantil está em grande desenvolvimento, sendo mais flexível, criando conexões mais facilmente.
Quando o AMBIENTE é rico em estímulos, com cores, meios de interação, objetos e mobiliário para diferentes atividades, o CÉREBRO se fortalece e cria conexões sólidas.
O contrário também acontece – sem desafios ou variedades, algumas conexões dos neurônios podem se enfraquecer ou não se formar corretamente.
Algumas estratégias são usadas na hora de projetar um ambiente escolar voltado a NEUROARQUITETURA. Por exemplo:
Ter elementos sensoriais, como texturas diferentes nas paredes, tipo madeira, tecido e tinta lousa. Fazer uso de tecidos variados nos estofados, tapetes e almofadas para estimular o tato. Possibilitar uma Iluminação ajustável para as diferentes atividades feitas num mesmo local.
Fazer uso de cores variadas para as diversas necessidades. As cores vibrantes como o vermelho e o amarelo, estimulam a energia, criatividade e interação social. Já as cores frias, como o verde e o azul promovem calma, sendo interessante colocá-las nos ambientes que sugerem o descanso.
Pensando nos alunos um pouco mais velhos – ter um ambiente democrático, onde os estudantes têm liberdade para dialogar e conversar de forma mais direta com o professor e colegas. Um exemplo simples para quebrar a hierarquia estudantil é trazer o conceito de mesas redondas em sala de aula ou, ainda, móveis inteligentes e flexíveis que facilitem o desenvolvimento de diferentes atividades.
Projetar com um formato diferenciado nas Salas Temáticas – salas de arte, dança, artes marciais, música, entre outras, devem ter suas especificações, trazendo condições favoráveis e confortáveis para os estudantes e os professores exercerem suas atividades.
Priorize a união entre arquitetura e proposta pedagógica – Quando a arquitetura escolar é aliada à proposta pedagógica, certamente o resultado é um ambiente funcional, favorável ao aprendizado, estimulante, agradável e com maior interesse dos alunos em adquirir conhecimento.
E por fim, mas não menos importante – Ter uma vista para fora da edificação, e se possível para alguns elementos da natureza, é o melhor dos mundos. É um dos princípios do DESIGN BIOFÍLICO.
Existe uma pesquisa que constatou os seguintes dados nas escolas que investiram em DESIGN BIOFÍLICO:
– 20 a 26% de aumento na velocidade de aprendizagem
– Redução do absenteísmo em média de 4 dias/ ano
– Aumento de 5 a 14% no resultado em testes escolares
– Diminuição do estresse
– Redução dos sintomas de TDAH
Sou arquiteta, especialista em Design Biofílico, com vários ambientes transformados
Karina Gubernati
Contato:(11) 99176-1876
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