Por Elisangela Santos
Especialista em búzios e cartas. Instagram: @desvendando_os_segredos
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Herança que pulsa nos tambores
O Carnaval da Bahia é um dos maiores palcos de afirmação da cultura afro-brasileira. Desde os anos 1970, blocos como o Ilê Aiyê e o Olodum transformaram a festa em espaço de resistência e orgulho da negritude. Seus desfiles não são apenas celebrações, mas também atos políticos e espirituais.
Música e identidade
O samba-reggae, nascido em Salvador, é a síntese dessa herança. Mistura ritmos africanos com influências caribenhas e se tornou marca registrada da música baiana. Cada batida é memória viva da ancestralidade que molda o carnaval e ecoa como oração coletiva.
Estética e espiritualidade
Os blocos afro trazem cores vibrantes, símbolos dos orixás e referências às religiões de matriz africana. Essa estética não é apenas visual: é espiritualidade que se manifesta em dança, canto e fé, conectando os foliões às forças ancestrais.
Educação e transformação social
Além da festa, os blocos afro promovem projetos sociais, oficinas de música e ações educativas. O carnaval é também uma escola de cidadania e consciência racial, onde a cultura negra se fortalece e se projeta para o futuro.
Um legado que se renova
A cada ano, novas gerações assumem o protagonismo, mantendo viva a tradição e ampliando sua força. O carnaval baiano mostra que a cultura africana não é passado: é presente e futuro, pulsando nas ruas de Salvador e reafirmando que a festa é também um ritual de resistência e espiritualidade.
Fonte: Bing



