Por Dr Yuri Oliveira
A nicotina é um agente nocivo às pregas vocais, sua ação direta ou indiretamente faz com que importantes alterações vocais ao longo do tempo tornem-se mais evidentes. Vale ressaltar que o tabagismo também apresenta forte impacto na função Cardio pulmonar.
Aos profissionais da voz é de extrema importância manter ao máximo os cuidados com seu instrumento de trabalho “a voz”.
Mas o que acontece quando a nicotina tem sua ação em nosso corpo?
Uma série de ações nocivas tem início no momento da utilização de cigarros, a nicotina vai agir de imediato contraindo os vasos sanguíneos que acarretará na redução da irrigação das pregas vocais com diminuição da oxigenação e nutrição do tecido.
Outra ação causada pelo uso de nicotina é o ressecamento da mucosa oral e consequentemente as pregas vocais ficam mais secas aumente do o atrito durante a fonação favorecendo a alterações vocais.
Desta forma quando há uma redução nessa hidratação a lubrificação e elasticidade fica comprometida, causando assim irregularidade na emissão vocal e consequentemente maior esforço para cantar ou falar.
A fumaça produzida pela nicotina pode trazer também lesões em região laringea e espessamento de pregas vocais. Por sua vez como há um déficit na reparação celular, a nicotina prolonga lesões e agrava com nódulos e pólipos nas pregas vocais.
Diretamente falando aos cantores a ação da nicotina é bem nociva a suas pregas vocais, onde ocorrendo a redução do aporte de oxigênio das pregas vocais, o esforço e fadiga vocal é inevitável.
Sintomas frequentes começam a se tornar mais evidentes como:
Rouquidão persistente.
Voz áspera.
Redução na amplitude vocal.
Perdas no agudos.
Edemas e rigidez em pregas vocais.
Nódulos e pólipos.
Tensão em musculatura cervical, mandibular e laringea.
Incoordenação no padrão respiratório.
Ansiedade.
Vale ressaltar que não só a nicotina é prejudicial à saúde das pregas vocais, os CIGARROS ELETRÔNICOS causam irritação laringea e os aromatizantes tem potencial inflamatório que por sua vez também apresentam os sintomas acima descritos.
Vale a pena sempre deixar claro, evite uso de nicotina e cigarros eletrônicos, hidratação com água ao longo do dia, evite o excesso de cafeína e álcool, evite pigarrear ou tossir, nebulização com soro fisiológico, evite ambientes ruidosos e não tente falar mais alto do que pode, controle sua emissão vocal.
Aos menor sinal de alterações vocais busque auxílio imediatamente.
Por Vanessa Cláudia V. Pinto de Melo CRFa 8-4541 – Fonoaudióloga @vanessacvpmelo @fonargroup
Por Yuri Oliveira CRFa – 8- 11.909 – Fonoaudiólogo
@yurioliveirafe_fonoaudiologia @fonargroup



