Por Elisângela Santos
Especialista em búzios e cartas. Instagram: @desvendando_os_segredos
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Na sabedoria ancestral, as folhas não são apenas plantas: são mensageiras do sagrado, portadoras de energia e equilíbrio. Cada folha carrega um axé próprio, capaz de acalmar, proteger e conduzir o corpo e o espírito ao descanso. Quando buscamos o sono, não procuramos apenas repouso físico, mas também a harmonia espiritual que nos conecta às forças da natureza e aos nossos ancestrais.
Folhas que guardam o silêncio da noite
Erva-cidreira: sua suavidade é como um canto de acalanto, trazendo paz ao coração.
Camomila: delicada e firme, abre caminhos para sonhos serenos.
Maracujá: suas folhas são guardiãs contra a inquietação, conduzindo ao sono profundo.
Capim-santo: refresca o corpo e purifica a mente, preparando o espírito para o encontro com o sagrado durante o descanso.
O ritual como caminho
Preparar um chá de folhas é mais que um gesto cotidiano: é um ritual. Ao escolher a folha, ao sentir seu aroma, ao observar a água transformar-se em infusão, estamos nos conectando com a energia vital da natureza. Esse gesto simples é carregado de axé, e cada gole é uma bênção que nos conduz ao equilíbrio.
O mito das folhas e o sono
Conta a tradição que Oxum, senhora das águas doces e do aconchego, certa vez viu os humanos aflitos, incapazes de descansar em meio às preocupações da vida. Movida pela compaixão, pediu a Ossain, guardião das folhas, que revelasse quais delas poderiam trazer calma e silêncio à mente. Ossain, conhecedor dos segredos da mata, entregou-lhe folhas suaves e perfumadas, capazes de embalar o sono como um canto de ninar. Desde então, cada vez que alguém prepara uma infusão para dormir, honra-se esse pacto ancestral: o encontro entre a força das águas de Oxum e o poder das folhas de Ossain.
O sono como território espiritual
Dormir é atravessar um portal. É no silêncio da noite que nos encontramos com nossos guias, que recebemos mensagens e que renovamos nossa força vital. As folhas, nesse caminho, são companheiras que nos protegem e nos conduzem. Elas nos lembram que o descanso não é apenas físico, mas também espiritual.



