Por Artur Santos
Hipnoterapeuta
Coluna Som de Papo
Muitas pessoas acreditam que suas reações emocionais surgem “do nada”.
Um aperto no peito, um medo repentino, uma ansiedade que aparece mesmo quando tudo parece estar bem.
Mas a verdade é outra: o cérebro não reage ao presente — ele antecipa o que acredita que vai acontecer.
A neurociência já demonstrou que o cérebro funciona de forma preditiva.
Isso significa que, a todo momento, ele usa memórias passadas para prever o futuro e preparar o corpo para o que imagina que está por vir.
O problema surge quando essas previsões são baseadas em experiências antigas que nunca foram atualizadas.
Quando isso acontece, o corpo entra em estado de alerta sem que exista perigo real.
O coração acelera, a mente dispara, os músculos tensionam.
Não porque algo esteja acontecendo agora, mas porque o sistema nervoso acredita que pode acontecer — como já aconteceu antes.
É por isso que muitas pessoas sofrem com ansiedade, fobias, travamentos emocionais e reações desproporcionais.
Elas não estão “fracas” nem “exagerando”.
Estão apenas vivendo a partir de um mapa interno desatualizado.
Dentro do cérebro, esse processo acontece por meio de redes neurais que trabalham em conjunto.
Uma delas é responsável por acessar memórias e experiências passadas.
Outra avalia o ambiente atual de forma consciente e analítica.
E uma terceira atua como um “porteiro”, decidindo se a resposta será automática ou racional.
Quando tudo está em equilíbrio, o cérebro prevê, compara com a realidade e ajusta.
Mas quando há excesso de carga emocional — traumas, experiências marcantes, medos antigos — esse sistema entra em curto.
A previsão passa a ser mais forte do que a realidade.
E o presente deixa de ter voz.
É nesse ponto que a atualização de memórias se torna essencial.
Não para apagar o passado, mas para permitir que o cérebro compreenda que aquela ameaça já passou.
Que o corpo sobreviveu.
Que hoje existem recursos, maturidade e segurança que não existiam antes.
Ao revisitar essas memórias com consciência, o sistema nervoso recebe uma nova informação.
A previsão muda.
E, quando a previsão muda, a reação muda junto.
O objetivo não é “pensar positivo” nem lutar contra emoções.
É reorganizar a forma como o cérebro interpreta a realidade.
Quando isso acontece, o corpo deixa de viver em antecipação constante e volta ao estado de equilíbrio.
O sofrimento emocional não se mantém por acaso.
Ele é sustentado por previsões antigas que nunca foram corrigidas.
E quando o passado é atualizado, o presente deixa de ser uma ameaça.
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