Por Gilanio Calixto.
Não podemos generalizar, é claro!!! Mas que a época do carnaval o entusiasmo do encantamento do momento e os efeitos festivos do momento tem gerado sofrimentos emocionais posteriores a festa para muitas pessoas.
Os “falsos” ou digamos “ilusórios” relacionamentos nascidos na época do Carnaval são caracterizados pela efemeridade, intensidade passageira e muitas vezes por uma construção cênica voltada à folia onde o “par” é temporário e o compromisso é nulo. A literatura e a psicologia descrevem esse fenômeno como um pacto social de suspensão da realidade onde o contexto da festa se dar muitas vezes através do álcool, música, anonimato e a quebra de rotina que facilita a criação de laços superficiais e que só se percebem “virtudes e belezas externas no outro”.
Listo abaixo alguns dos principais aspectos dos falsos relacionamentos carnavalescos, reforço que não é considerado no geral, mas a grande maioria deles:
Falsos Casais e Cena (Nelson Rodrigues): Nelson Rodrigues já descrevia os casais do Carnaval como pessoas que beijam para milhões fingindo um desejo e representando um amor sem função ou destino além da festa. É um amor performático.
Anestesia Emocional: Muitos desses “relacionamentos” servem para mascarar o vazio, a solidão ou a angústia pré-existente funcionando como uma fuga emocional.
Permissividade e Ocultação: A traição e a infidelidade aumentam pois o clima de Carnaval é visto por muitos como um “vale-tudo” onde regras de monogamia são suspensas e a culpa é frequentemente atribuída ao álcool.
Risco de Golpes (Apps de Namoro): O uso de aplicativos de relacionamento aumenta durante a festa e criminosos aproveitam para criar perfis falsos aplicando golpes financeiros, extorsões e sequestros relâmpagos (um em cada quatro usuários relata golpes).
Superficialidade: O “amor de Carnaval” é um romance baseado no momento, sem a estabilidade de um envolvimento íntimo real gerando alta taxa de desilusão pós-festa.
Consequências Emocionais: Após a quarta-feira de cinzas o fim da fantasia pode gerar tristeza e sensação de esvaziamento, a chamada “depressão pós-festa”, decorrente do choque entre a euforia e a realidade.
Em suma, a maioria dos relacionamentos nascidos na folia tem data de validade, sendo marcados pela liberdade temporária e pela falta de um compromisso a longo prazo.
Cuide do seu coração, da sua mente, dos seus sentimentos e não deixe que o vazio de pessoas negativas invada suas memórias. Viva com intensidade, mas com amor proprio.
Vale a pena fazermos reflexão sempre sobre nossos atos e escolhas!!
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Fonte: Própria autoria. Imagem Internet – JUS BRASIL.
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional e Autor de Livros
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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