Por Psicóloga Clínica Viviane Romanio.
Especializada em Saúde Mental.
Você já percebeu como alguns pensamentos insistem em voltar, mesmo quando não trazem respostas novas? A isso damos o nome de ruminação emocional, um padrão em que a mente fica presa a preocupações, culpas ou lembranças negativas, repetindo-as como um disco riscado.
Pensar faz parte da vida. Refletir, reavaliar decisões e aprender com experiências é saudável. O problema começa quando o pensamento deixa de ser produtivo e passa a girar em círculos, repetindo as mesmas cenas, culpas, medos e “e se…”.
Em vez de ajudar a resolver, esses pensamentos intensificam o sofrimento emocional e aumentam o desgaste psicológico.
É importante saber que ruminar não é refletir.
É comum confundir ruminação com reflexão. A reflexão busca compreensão e soluções; a ruminação, por outro lado, mantém a pessoa presa ao problema, sem avanço. Quem rumina costuma revisitar diálogos, erros e situações dolorosas repetidamente, como se estivesse tentando encontrar uma resposta que nunca chega.
A ruminação emocional está fortemente associada a quadros de ansiedade, depressão, insônia, esgotamento emocional e baixa autoestima.
Além disso, quanto mais a pessoa rumina, mais intensas tendem a ser emoções como culpa, tristeza, raiva e medo. O corpo também sente: tensão muscular, cansaço constante e dificuldade de concentração são frequentes.
Então por que a mente insiste em ruminar?
Do ponto de vista psicológico, a ruminação costuma surgir como uma tentativa de controle. A mente acredita que, pensando repetidamente, conseguirá evitar erros futuros ou aliviar a dor emocional. No entanto, o efeito costuma ser o oposto: o sofrimento se prolonga.
Pessoas perfeccionistas, muito autocríticas ou que viveram experiências de perda, rejeição ou trauma tendem a ruminar com mais frequência.
Esse hábito mental está fortemente associado a quadros de ansiedade, depressão e insônia. O corpo sente junto: tensão muscular, cansaço constante e dificuldade de concentração são sinais comuns de que a mente não está descansando.
O ciclo da ruminação emocional envolve um gatilho com um comentário, uma lembrança ou uma sensação de falha. Avaliação distorcida: “Eu deveria ter feito diferente”. Repetição mental, a mente roda em looping tentando “consertar”. Emoção intensificada como culpa, ansiedade e autocobrança.
A ruminação costuma surgir como uma tentativa de controle. A pessoa acredita que, pensando repetidamente, conseguirá evitar erros futuros ou aliviar a dor emocional. No entanto, quanto mais se rumina, mais o sofrimento se prolonga.
Romper esse ciclo com a ruminação emocional não significa “parar de pensar”, mas mudar a forma de se relacionar com os pensamentos. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental e práticas de mindfulness têm bons resultados na redução da ruminação.
Algumas estratégias eficazes incluem:
identificar padrões de pensamentos repetitivos;
diferenciar o que pode ser resolvido do que precisa ser aceito;
desenvolver atenção ao momento presente;
aprender a questionar pensamentos automáticos;
buscar acompanhamento psicológico.
Aprender a interromper esse ciclo não significa ignorar emoções, mas mudar a forma de se relacionar com os pensamentos. Identificar padrões repetitivos, trazer a atenção para o presente e buscar apoio psicológico são passos importantes nesse processo.
Pensar menos não é superficialidade, é saúde.
Viver preso ao que já passou ou ao que ainda não aconteceu cobra um preço alto da saúde emocional. Aprender a soltar pensamentos que não levam a soluções é um exercício de autocuidado e maturidade emocional.
Cuidar da mente também é permitir que ela descanse e faça pausas. Pois nem todo pensamento merece ser seguido, pois pensamentos não são fatos, são apenas pensamentos e alguns precisam apenas ser deixados ir.
Muito prazer! Eu sou Viviane Romanio, psicóloga clínica, pós graduada em Saúde mental e abordagens cognitivas pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo e pós graduanda em TCC – Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto Cognitivo de Porto Alegre.
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