Por N’Kassuté Lemba de Prata
Mãe de Santo Especialista em búzios e cartas.
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“Na Colina Sagrada, fé e tradição se encontram: o Senhor do Bonfim é Bahia em sua essência. ”
✨ A força da devoção
O culto ao Senhor do Bonfim é um dos pilares da religiosidade baiana. Trazido por marinheiros portugueses há quase três séculos, tornou-se símbolo de esperança e proteção. Em Salvador, o Senhor do Bonfim é celebrado não apenas como expressão católica, mas também como manifestação do sincretismo religioso, associado a Oxalá no candomblé.
🌿 A Lavagem do Bonfim
O ponto alto da festa acontece na segunda quinta-feira de janeiro, quando milhares de fiéis percorrem cerca de 8 km em cortejo da Igreja da Conceição da Praia até a Colina Sagrada.
Baianas de branco realizam a tradicional lavagem das escadarias com água de cheiro, gesto que simboliza purificação e renovação espiritual.
O cortejo é acompanhado por cânticos, rezas e manifestações culturais que unem fé e alegria.
A celebração culmina no Dia Solene, 18 de janeiro, com missas e homenagens ao Senhor do Bonfim.
🎶 Cultura e Identidade
A festa é também um espetáculo de cultura popular:
Música e dança embalam o percurso, reafirmando a energia do povo baiano.
O sincretismo religioso mostra a convivência entre catolicismo e candomblé, fortalecendo a ideia de respeito e diversidade.
O evento atrai turistas e devotos de todo o mundo, tornando-se patrimônio imaterial da Bahia.
🌍 Axé que atravessa fronteiras
Mais do que uma celebração, o Bonfim é um ato de resistência cultural. É o encontro entre fé e ancestralidade, onde o povo baiano reafirma sua identidade e compartilha com o mundo a força do seu axé.



