Por Paula Silveira
Autor: José Oliveira Aragão
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Crônica:
Sou Naturista, sinto-me assim desde criança, e estar nu nas atividades do meu dia a dia, é para mim algo extremamente natural, permito-me estar no conforto da minha completa nudez nos cuidados com meu pequeno jardim, preparando refeições, lavando meu carro, lendo e escrevendo em minha varanda, assistindo tv, e dormindo;
Ontem me percebi em uma nova experiência de vida, aconteceu assim:
Estava eu, em uma pequena cidade litorânea do meu estado, onde tem àquelas ruas com pousadas, lojinhas de artesanato, cafés etc, e, não me contive, num ímpeto, me deixei ser conduzido pela naturalidade de minha nudez, saindo a caminhar pela ruazinha, completamente sem as roupas que me aprisionam, e, sem hesitar, seguia com passos firmes e seguros de que aquilo me pertencia e era natural, portanto, não poderia fazer nenhum mal aos outros;
E, qual fora minha surpresa, ninguém naquela rua se mostrou incomodado, entrei em uma lojinha de souvenir, e lá estava a moça me atendendo sem qualquer constrangimento, sequer fazia conta se eu estava nu ou não, apenas me atendia gentilmente, em plena naturalidade;
Em um café, tive até a oportunidade de testar o meu francês, pois havia lá um nativo da França e conversamos bastante em seu idioma, não via ninguém igualmente a mim nu, todos estavam vestidos com as roupas leves comuns daquele ambiente praiano, porém não haviam olhares e nem comentários disfarçados com reprovação;

Minha nudez não lhes importava em nada, mesmo quando cheguei a um restaurante onde havia uma pequena família, que educadamente me cumprimentou ao passar perto de sua mesa, naquele local, encontrei por acaso, uma outra única naturista, que estava numa conversa muito animada com alguns amigos, era uma senhora de certa idade, estava sentada ali, completamente nua, livre e que, de modo sorridente ao me ver, abriu suas mãos em um gesto acolhedor, como que dizendo – finalmente alguém naturista assim como eu!
Fiquei radiante de felicidade, em especial perceber, a aceitação de todos em ver o corpo nu como uma simples opção do comportamento natural a ser respeitado, assim como com uso de vestimentas, tanto um como o outro, ao público daquele local era totalmente indiferente, sem qualquer estranhamento das pessoas ali, ausente da hipocrisia moral, como nos remotos tempos da antiga Grécia;
Então meu despertador tocou, já era manhã, acordei, foi apenas um sonho!
E porque não uma realidade para 2026?
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