Por Tarcisio Mendes
A inteligência artificial (IA) está surgindo como uma das maiores ondas culturais do século, revolucionando a maneira como o trabalho é realizado e desafiando as lideranças a migrar de uma gestão orientada para o emprego para uma gestão focada no trabalho. O ponto de partida histórico remonta a Alan Turing, que moldou os conceitos de computação e inteligência de máquina através da Máquina de Turing e do Teste de Turing. Sua influência foi fundamental para o desenvolvimento de áreas como a ciência cognitiva e o aprendizado de máquina, o qual acabou inspirando pesquisas em classificação, regressão e algoritmos de clustering.
No entanto, após o período inicial, a evolução da IA entrou em uma espécie de “inverno” até 2004, quando o aprendizado de máquina ressurgiu, permitindo que máquinas aprendessem e se aperfeiçoassem autonomamente através de dados. Desde então, a IA avançou em várias fases significativas, incluindo a introdução de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLM), que são treinados em vastas quantidades de dados textuais para gerar texto semelhante ao humano. Em 2025, espera-se a chegada dos “Reasoners”, sistemas inteligentes que não apenas respondem a perguntas, mas também sugerem soluções. Em um futuro ainda mais distante, a fase 16 prevê uma IA com consciência total, capaz de compreender os intricados conceitos da preservação da vida humana e incorporar a psique humana.
Para empresas desejando adotar a IA, a primeira barreira é a gestão de dados. Embora o “mindset” de dados já faça parte do pensamento atual em IA, é crucial lembrar que se as tarefas estão sendo executadas, os dados necessários surgirão. Não é necessário ter todos os dados disponíveis, mas sim identificar quais dados são essenciais para a empresa, o que é de grande valor. A integração da IA deve ser uma prioridade estratégica, não apenas da TI, e pode ter dois objetivos principais: disrupção do modelo de negócio ou suporte ao negócio existente.
Com a IA, tarefas rotineiras e repetitivas serão automatizadas, permitindo que o trabalho criativo prospere. A produtividade e o tempo de reflexão serão aprimorados, melhorando a qualidade das atividades diárias e conferindo vantagens competitivas significativas nos mercados. As empresas devem se questionar se estão utilizando 100% de seu potencial e quais tarefas podem ser automatizadas, além de avaliar a prontidão para o mundo digital emergente e a interação homem-máquina.
O futuro das empresas será determinado pela sua capacidade de integrar IA, que deixará de ser uma vantagem para se tornar uma necessidade básica para a competição. As organizações que abraçarem a IA desde já poderão desfrutar de uma onda de progresso antecipada e significativa. Seguindo a visão de liderança de John Maxwell, elas estarão na vanguarda, capazes de enxergar além e alcançar novos patamares.



