Por José Aragão (Vice-presidente da FBrN)
É uma prática muito comum, sempre que estamos com alguma enfermidade ainda que, por mais simples, recorremos a farmácia mais próxima e compramos algum fármaco produzido por laboratório para o reestabelecimento imediato da nossa saúde;
Isto é sempre recorrente, ainda que tenhamos uma Avó ou àquela tia, que nos aconselha um simples chá, ou algum remédio caseiro feito com uma erva específica, para combater resfriados ou alguma dor;
Não temos mais tempo para o chá de boldo, de erva-cidreira, de capim santo, ou daquele chá de alho com limão pra cortar a gripe, chá de olho de goiabeira para diarreia, e tantos outros;
Se quer lembramos de nossas benzedeiras ou dos raizeiros que outrora cuidavam dos males físicos e espirituais dos moradores das comunidades, estes eram sempre convocados para resolver com suas ervas e bênçãos e banhos de imersão, as mais diversas doenças do corpo como as emocionais, se eram curadas pela crendice popular, eu prefiro dizer que não!
Estes tratamentos realizados pelos nossos antepassados, que infelizmente agora encontra-se com grande desuso por grande parte de nossa sociedade, que gradualmente vem perdendo suas tradições e raízes culturais, tornando-se um modelo padrão de comportamento, ressurge hodiernamente pelo meio científico, como tratamentos alternativos.
São hoje, objeto de diversas pesquisas e estudos no âmbito acadêmico, os tratamentos realizados pelos nossos queridos ancestrais que com suas tradições locais eram os “médicos” daquele povoado, apontam alguns estudos quanto a eficácia das propriedades de diversas ervas, plantas e raízes daqueles conhecimentos, hoje se tem como verdadeiro benefícios da saúde pública.
Hoje são conceituados como Medicina Complementar, sendo reconhecidos pela OMS.
A Medicina complementar, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde):
“As medicinas tradicionais complementares e integrativas constituem um importante modelo de cuidado à saúde ao considerar o indivíduo em sua integralidade, singularidade e complexidade, levando em conta sua inserção sociocultural com ênfase na relação profissional/usuário, o que contribui para a humanização da atenção.
Enfatizam uma abordagem holística e focada no paciente para cuidados de saúde e bem-estar – muitas vezes incluindo aspectos mentais, emocionais, funcionais, espirituais, sociais e comunitários – e tratam a pessoa como um todo e não só sua condição/doença isolada.”
https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas
O uso de medicinas alternativas e complementares que além de incluírem os medicamentos naturais, faz uso da Homeopatia, a Aromaterapia, a Fitoterapia, a Zooterapia, e a Musicoterapia, que já são bastante usados em alguns países da Europa como tratamentos opcionais, que se preocupam especialmente em evitar os efeitos colaterais dos medicamentos industrializados causam nos pacientes em tratamentos ditos convencionais;
Estes cuidados de saúde integrativos, nos remete como Naturistas, usar da Medicina Natural como forma geradora de saúde, importante frisar que este entendimento, faz parte dos mandamentos estabelecidos no Documento da FBRN denominado “Elos do Naturismo”, e não está ali por acaso, a medicina natural, vem alcançando excelentes resultados e a cada dia mais presente, tendo muito adeptos no mundo inteiro;
Que nós, Naturistas aprendamos com os nossos “avós”, a viver de maneira simples e amorosa com o nosso coletivo, vivenciando a ajuda mútua e o respeito como condutas perenes, usando de seus ensinamentos para tratar dos nossos adoecimentos físicos e mentais como indivíduos e como sociedade, por vezes precisamos apenas de um simples chá, de um abraço e do acolhimento do outro.
Texto fornecido pela Colunista Paula Silveira



