Por Cris Oliveira
Psicoterapêutico/ Hipnoterapeuta
@psicoterapeutacrisoliveira
Hoje vivo mais uma realização na minha trajetória: contribuir, semanalmente, com esta coluna no www.somdepapo.com.br.
E o texto desta semana nasce com amor, cuidado e responsabilidade — porque falar de saúde é falar de vida.
Nos últimos meses, temos visto uma explosão no uso das famosas “canetas emagrecedoras”. Elas surgiram como promessa rápida, fácil e aparentemente milagrosa. E sim, quando utilizadas com acompanhamento médico, têm suas indicações claras e podem ser ferramentas importantes em casos específicos.
Mas o que me preocupa é o uso indiscriminado, sem orientação, sem exames, sem acompanhamento… e, principalmente, sem consciência.
E é aqui que quero te convidar a olhar para um ponto essencial:
Onde nasce o verdadeiro emagrecimento? Na mente. No cérebro. Na consciência.
O cérebro e o mecanismo de recompensa: por que buscamos soluções rápidas?
No centro do nosso cérebro existe um sistema chamado mecanismo de recompensa, formado principalmente pelo núcleo accumbens, hipotálamo e a atuação da dopamina, neurotransmissor do prazer e da motivação.
Esse sistema evoluiu para garantir a nossa sobrevivência, nos dando prazer ao comer, socializar ou realizar comportamentos importantes.
O problema é que, na vida moderna, ele se torna extremamente sensível a qualquer promessa de alívio rápido — e é exatamente isso que soluções milagrosas oferecem.
O cérebro aprende assim:
“Se isso me der resultado rápido, eu quero.”
E buscamos repetidamente aquilo que diminui a dor, o incômodo, a frustração ou a ansiedade.
É por isso que muitas pessoas entram em ciclos de dietas restritivas, compulsões, promessas relâmpago e agora… nas “canetas emagrecedoras”.
Não pela falta de força de vontade.
Mas porque o cérebro está tentando proteger você de sensações desagradáveis.
E aqui está algo que quase ninguém fala:
O mesmo mecanismo que faz alguém buscar comida compulsivamente é o que faz outra pessoa buscar métodos rápidos de emagrecimento.
É neurociência, não fraqueza.
Por que a caneta não resolve sozinha?
Porque ela não reeduca o cérebro.
Não cria consciência.
Não desenvolve autocontrole.
Não ensina você a lidar com emoções, ansiedade, fome emocional e hábitos automáticos.
Ela pode ajudar, sim.
Mas sozinha, não transforma a relação com a comida — e é essa relação que determina o emagrecimento sustentável.
Quando o efeito passa, o mecanismo de recompensa continua funcionando exatamente do mesmo jeito.
E é por isso que muitas pessoas recuperam o peso, voltam aos mesmos padrões ou desenvolvem ainda mais frustração.
O verdadeiro emagrecimento começa quando você entende o que o seu cérebro busca
A solução profunda e duradoura está no autoconhecimento.
Está em entender o que você sente antes de comer.
Em identificar gatilhos.
Em fortalecer o córtex pré-frontal — região responsável pelo controle, escolha, consciência e tomada de decisão.
Quando você entende seu mecanismo de recompensa, você deixa de ser refém dele.
Você passa a direcioná-lo.
E aí, acontece o mais bonito:
O emagrecimento deixa de ser punição e passa a ser libertação.
O convite que faço a você
Antes de buscar soluções rápidas, pergunte a si mesma:
• O que estou sentindo?
• O que meu corpo realmente precisa?
• Estou buscando alívio ou mudança?
• Estou cuidando da minha saúde ou tentando apagar um desconforto?
O emagrecimento verdadeiro nasce quando você aprende a ouvir seu corpo e a educar sua mente.
A ciência confirma: é a consciência que transforma.
Sigo aqui, semanalmente, trazendo conteúdo com amor, ciência e propósito para que você encontre o seu equilíbrio — sem pressa, sem culpa e com verdade.
💗 Psicoterapeuta, Hipnoterapeuta, Pós-graduada em Neurociências e Mestranda em Neurociências.



