Por Aíres Lacerda
@aireslacerda.terapeuta
Leitura recomendável para todas as idades
Quando o espelho deixa de refletir quem somos
Quando o corpo muda, o cabelo cai, as mamas são retiradas e as cicatrizes aparecem é natural que o espelho se torne um território desconhecido. Então te convido a refletir profundamente sobre o câncer de mama, uma doença terrível que milhares de mulheres estão enfrentando.
Não raramente eu ouço em sessão: “Aíres, eu olho no espelho e não me reconheço mais.”
Essas palavras carregam dor, mas também o início de uma jornada, a de reconstruir não apenas a imagem física, mas a identidade feminina, a autoestima e o sentido de ser mulher além do corpo.
Autoestima e feminilidade além da aparência
Autoestima é o valor que damos a nós mesmas. Já a feminilidade é o modo como expressamos o nosso ser mulher pela delicadeza, força, sensualidade, empatia, intuição e tantas outras formas únicas.
Durante o tratamento do câncer de mama, é comum que esses conceitos se confundam com a aparência física. Quando o cabelo cai ou o seio é retirado, muitas mulheres acreditam que perderam parte de sua feminilidade.
Mas a verdade é que a feminilidade não está no cabelo, nem no seio, mas na energia vital que nos move, no olhar de quem renasce mesmo em meio à dor.
Reconstruir a autoestima é um processo de reconexão com a essência — um reencontro com quem você sempre foi, mas talvez tenha esquecido por um tempo.
Por que a autoestima é tão abalada
O impacto emocional do câncer de mama vai muito além do diagnóstico. Ele toca dimensões profundas da identidade feminina:
• Mudanças físicas: queda de cabelo, perda ou alteração das mamas, cicatrizes, inchaço e fadiga.
• Perda do senso de controle: o corpo parece “não obedecer” mais.
• Alterações hormonais e emocionais: oscilações de humor, medo, ansiedade, tristeza.
• Expectativas sociais: a pressão de ser “forte o tempo todo”, ou de manter uma imagem impecável.
Essas experiências juntas podem gerar um sentimento de desconexão: “Quem sou eu agora?”. E é aí que a terapia de reprogramação emocional entra — como um caminho de reconciliação com o próprio corpo e a própria história.
O que acontece quando a autoestima é ferida
Quando a autoestima se fragiliza, a mente entra num ciclo de autocrítica e rejeição:
1. Comparação – A mulher se compara com o “antes” ou com outras mulheres.
2. Autocrítica – Julga-se dura consigo mesma: “Estou feia”, “Não sou mais mulher”.
3. Desconexão – Passa a evitar o espelho, a intimidade, as roupas que antes amava.
4. Isolamento – Sente vergonha ou medo de não ser aceita.
5. Perda de energia vital – Diminui o desejo, a alegria e até a vontade de cuidar de si.
Mas saiba que esse ciclo pode ser interrompido. E o primeiro passo é ressignificar o olhar sobre si mesma.
Ferramenta Prática de Reprogramação Emocional – O Exercício do Espelho Curador
Essa ferramenta é simples, mas poderosa. Ela atua na reprogramação das crenças sobre autoimagem e amor-próprio.
Como fazer:
1. Escolha um momento do dia em que possa estar sozinha e tranquila.
2. Fique diante do espelho. Respire profundamente três vezes.
3. Olhe para si com gentileza — mesmo que surja desconforto, apenas observe.
4. Toque levemente o seu rosto, seu peito ou a parte do corpo que você sente rejeição.
5. Diga em voz alta (ou mentalmente):
“Eu me acolho. Eu me amo mesmo com as marcas que a vida me deu.
Eu sou mais do que um corpo — sou uma alma viva, corajosa e inteira.”
6. Permaneça olhando nos seus olhos por 1 minuto.
7. Repita por 21 dias.
Esse exercício estimula o cérebro a criar novas conexões neuronais associadas à aceitação e à autocompaixão, duas bases essenciais para reconstruir a autoestima.
Fortaleça a feminilidade no processo de cura
🌸 Resgate pequenos rituais de autocuidado: um lenço colorido, um perfume, um batom — detalhes que lembram a beleza de ser mulher.
💗 Permita-se sentir: chorar, rir, ter medo… todas as emoções são bem-vindas no processo de cura.
🌿 Movimente-se: caminhadas leves, alongamentos e práticas como yoga ajudam a reconectar corpo e mente.
✨ Cerque-se de apoio: família, amigos e profissionais de saúde mental. Você não precisa atravessar isso sozinha.
🌹 Pratique a gratidão corporal: todos os dias, agradeça a alguma parte do seu corpo — mesmo que ela esteja cansada ou marcada. A gratidão cura o olhar.
A beleza que a doença não pode tirar
O câncer pode mexer com o corpo, mas não tem o poder de apagar a mulher que você é.
Cada cicatriz é um lembrete da força que habita em você. Cada fio de cabelo que volta a crescer é uma semente de renascimento.
A autoestima não nasce do espelho, mas da alma. E quando você se olha com amor, o corpo se torna novamente um lar e não um campo de batalha.
Se você sente que precisa reconstruir essa relação com o seu corpo e suas emoções, saiba que é possível fazer isso com acolhimento, ciência e espiritualidade.
No meu método, eu uno terapias integrativas, reprogramação emocional e suplementação personalizada para que cada paciente tenha resultados mais rápidos e duradouros de dentro para fora.
🌸 Vamos juntas reconstruir a sua história emocional?
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Referências
• Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). “Câncer de Mama: Informações e Cuidados Emocionais.”
• Goleman, Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
• Dispenza, Joe. O Poder do Subconsciente. São Paulo: Citadel, 2019.
• Instituto Nacional de Câncer (INCA). “Autoestima e Imagem Corporal após o Câncer de Mama.”



