Por Dra. Jessica Lima
@jessicalimatricologista
Nos últimos meses, o uso das chamadas “canetinhas emagrecedoras” (medicações injetáveis para perda de peso) cresceu de forma exponencial. Com isso, uma dúvida tem aparecido cada vez mais no consultório:
Esses medicamentos podem causar queda de cabelo?
A resposta é: sim — mas não da forma que muitos imaginam.
O que são essas “canetinhas”?
São medicamentos utilizados para controle de peso e glicemia, que promovem redução do apetite, esvaziamento gástrico mais lento e perda de peso acelerada.
Por que o cabelo começa a cair?
A queda capilar nesses casos não é causada diretamente pela medicação, mas sim pelos efeitos que ela provoca no organismo.
Déficit nutricional:
A redução do apetite leva a uma ingestão menor de nutrientes essenciais como ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B.
Perda de peso rápida:
O corpo interpreta emagrecimento acelerado como estresse, podendo desencadear eflúvio telógeno, com queda intensa e difusa.
Alterações hormonais:
Mudanças metabólicas podem impactar o ciclo capilar, principalmente em pacientes predispostos.
Quem tem mais risco?
Pacientes que emagrecem rápido, fazem dietas restritivas, têm histórico de queda capilar ou baixa ingestão proteica.
Como evitar a queda?
Acompanhamento adequado é essencial, com ajuste nutricional, suplementação, monitoramento de exames e protocolos preventivos.
Visão da tricologia
A queda é reversível quando o organismo é reequilibrado. O tricologista tem papel fundamental na prevenção e tratamento.
Conclusão
As canetinhas emagrecedoras não são vilãs, mas o impacto do emagrecimento rápido no organismo pode afetar diretamente o cabelo.
Cuidar do cabelo durante esse processo é estratégia clínica, não apenas estética.



