Por Natalia Toneto – Psicóloga.
É muito comum chegarmos próximos às datas comemorativas entre Natal e Ano Novo e começarem a aparecer pensamentos ansiosos sobre as pessoas que adoram falar suas opiniões, comentários e comparações gratuitamente. Aquele típico “tio do pavê” com a sua piada sem graça e uma “brincadeirinha” de exposição desnecessária ou a tia que adora comparar um primo com o outro, “viu só? fulano está se formando em medicina. E você? Não pensa em ter um emprego melhor?” Da até para imaginar o timbre da voz, não é mesmo?
Pois é, isso é bem desagradável e muitas vezes gera constrangimento, expõe a pessoa e, além de tudo, emocionalmente pode colocar algumas pessoas em risco à vida! “Nossa, mas é só um comentário. É para o bem dele (a)!”. Não, não é! você quer mesmo o bem de alguém? Então tenha conversas genuínas, demostre interesse e se em algum momento passarem pela sua cabeça comentários que podem julgar ou expor essa pessoa de forma desnecessária, então filtre eles ou simplesmente guarde para você. “Ah Natalia, eu sou assim mesmo, falo o que penso. Essa é a minha personalidade”. Não, isso não é personalidade. Isso é falta de respeito e, diga-se de passagem, desnecessário. Se você entende que tem uma “personalidade forte”, use ela para dizer coisas saudáveis, contar sua história, ensinar ou motivar de forma empática e acolhedora. Imagine só se fosse com você. Ou melhor, lembre-se de quando foi com você. Até porque precisamos ser realistas aqui: todos nós passamos por esses comentários e exposições em algum momento na vida e foi péssimo! Às vezes o que é uma “brincadeira” para você, não é para a outra pessoa e deixá-la sem graça não é divertido. É humilhante para quem sente.
Para que o ambiente fique mais agradável e que todos possam ter bons momentos com as pessoas que consideram importantes vou deixar algumas dicas:
- Comece com empatia e interesse genuíno
- Pergunte sobre como a pessoa está se sentindo ou sobre momentos importantes do ano.
- Exemplo: “Como foi o seu ano? Teve algo que te marcou?”
- Mostre atenção enquanto ouve, mantendo contato visual e evitando distrações.
- Fuja de temas polêmicos ou superficiais
- Evite discussões sobre política, religião ou outros assuntos que possam gerar desconforto.
- Foque em temas leves, mas significativos, como hobbies, viagens ou conquistas.
- Pratique a escuta ativa
- Não interrompa. Apenas demonstre interesse com expressões faciais e comentários de apoio, como “Entendo” ou “Isso é interessante”.
- Compartilhe algo pessoal
- Revelar um pouco sobre si ajuda a construir conexões.
- Exemplo: “Esse ano aprendi muito sobre [tema]. Isso me fez pensar de outra forma.”
- Faça perguntas abertas
- Evite perguntas fechadas que levam a respostas curtas.
- Exemplo: “O que você mais gostou de fazer neste ano?” ou “Quais são seus planos para o próximo ano?”
- Valorize o momento
- Comente sobre a importância de estar junto.
- Exemplo: “É muito bom termos esse momento para nos encontrarmos.”
- Esteja presente
- Desligue o celular ou deixe-o de lado para dedicar sua atenção total à conversa.
Ter conversas genuínas é sobre criar momentos de conexão, mostrando cuidado e interesse real pelas pessoas ao seu redor.
Caso queira me contar algum relato pessoal ou falar mais sobre esse tema, será um prazer falar com você. É só mandar mensagem no @psi.nataliatonetolima.
Eu desejo para você um feliz Natal. Abraços e até breve!



