Por José Carlos da Cruz
Psicólogo – psicologia analítica (Jung), Professor
O título deste texto tem duas palavras sugestivas, a primeira, de maneira simples, remete para a ideia de evolução; já a segunda, tem a ver com saber o que está fazendo.
É a partir deste pressuposto, que atribui ao título as seguintes características: saber como, porque, para o quê e para onde está indo, é dar passos seguros, bem ordenados e direcionados, na busca de atingir um objetivo, é planejamento? Sim, no entanto, a vida é sempre uma surpresa, nunca se sabe, o que vai vir no segundo seguinte, ao que está vivendo, o que leva ao objetivo deste texto, que é convidar o leitor, a pensar, em como se organizar emocionalmente, para que lide bem com o que a vida traz.
Em primeira instância, talvez seja a resposta dada ao que surpreende, o que geralmente é desagradável, essa resposta vai fazer toda diferença na elaboração mental da sensação.
A resposta física e psíquica a eventos surpreendentes, está condicionada ao pensamento, já o mesmo, é resultado de uma função psíquica complexa, que acontece em milésimos de segundos na mente humana.
Dentro desta complexidade encontra-se a percepção sensorial, onde recebemos as informações, a intuição, o instinto, até que chega na elaboração mental; todas essas repartições, alimentam os pensamentos, que fornece valor para a resposta dada, para as diversas situações esperadas e inesperadas da vida.
Em complemento a esta ideia, talvez seja o viver a realidade sem dar valor emocional exacerbado as situações circunstanciais.
Isso, para o que é agradável, mas principalmente, para o que é desagradável, o desenvolvimento consciente, pressupõe o autoconhecimento, o encontro com Self, neste lugar, o ser humano valoriza o pensamento, mas não se ilude com ele.
Porque são fluidos, vão e vem, certos e errados, fortes e fracos, são inconstantes, pois a cada momento o indivíduo sente, intui e elabora, e as vezes, instintivamente, só age.
Mediante tudo isso, incluir-se no processo de desenvolvimento consciente é importantíssimo, pois as situações, são fatores circunstanciais da vida, e para cada uma delas, deve-se agir de maneira única e independente, porque são assim elas se apresentam.
Pensando que o indivíduo busca constantemente o desenvolvimento pessoal, espera-se que neste lugar, conscientemente lide com o que desespera, tão bem, como lida, com o que espera.
Para finalizar, o desenvolvimento consciente, acontece quando é adotado práticas que fortalecem a atenção plena, a reflexão e a interação social; em outras palavras, é desenvolver habilidades particulares, que possibilitam, até onde as competências humanas alcançam, o controle da vida.
Enfim, a proposta para esta ideia, deve estar entre a expressão “deixa a vida me levar” (Zeca Pagodinho) até a de Belchior “quem sabe faz a hora”, pois enquanto humanos, a perfeição é utópica, a busca deve ser pelo equilíbrio entre o físico e o emocional, passando pelo espiritual, entendendo que o indivíduo é um todo.
C.G.Jung (1875-1961) A natureza da Psique, tradução V edição Ed. Vozes, Petrópolis, 2000



