Por Angelica Schianta
O Design Biofílico é jeito de nos ligarmos ao meio ambiente ou aos sistemas vivos, transformando os nossos locais de trabalho e de morar mais saudáveis e acolhedores para a sociedade contemporânea, melhorando a produtividade e o bem-estar físico e mental dos indivíduos. Ou seja, conectar os edifícios à natureza. A palavra biofilia vem do grego bios = vida e philia = amizade ou amor, ou seja, amor à vida. Este tipo de design é uma forma inovadora de reconectar o ser humano com a natureza em ambientes construídos, de forma a melhorar nossa saúde e bem-estar. As propostas de arquitetura são pensadas dentro do tema da sustentabilidade, quer seja utilizando sistemas específicos de reaproveitamento de água da chuva, uso de placas solares.

Perceba alguns bons resultados de se usar o design biofílico: aumenta a empatia e a criatividade; melhora o foco dos estudantes e desempenho em salas de aula, bem como em ambientes comerciais e universitários; aumenta o conforto físico e mental das pessoas; sensível melhora no tratamento de pacientes; diminui o estresse, as frequências cardíacas e a pressão arterial;
O precursor do design biofílico, Stephen Kellert, classificou seis elementos para explicar as várias maneiras de incluir experiências biofílicas em um ambiente. Percebam a importância dos elementos ambientais: ventilação natural, animais, água, ar, plantas, fogo, geologia, paisagem, entre outros:
• “Formas naturais: arcos, abóbadas e cúpulas, padrões botânicos, conchas e espirais, geomorfologia;
• Processos + Padrões Naturais: tonalidades padronizadas, espaços delimitados, espaços de transição, fractais;
• Luz + Espaço: luz natural, luz e sombra, luz filtrada e difusa, luz quente, luz como forma, espelhos d´água;
• Relação com o local: conexão histórica, ecológica, cultural, e ecologia da paisagem;
• Relação humana com a natureza: segurança e proteção, afeto e apego, atração e beleza;”

Para conhecer os três pilares do design biofílico:
• “Experiência direta com a natureza: água, luz, fogo, ar, plantas, animais, paisagens naturais e ecossistemas, clima e materiais naturais.
• Experiência indireta com a natureza: materiais naturais, imagens da natureza, cores naturais, simulação natural de luz e ar, formas naturais, evocando a natureza, riqueza de informação, idade mudança e detonação do tempo, geometrias naturais e biomimética.
• Experiência de espaço e lugar: complexidade organizada, idade, mudança e detonação, prospecção e refúgio, espaços de transição, vínculos culturais e ecológicos com o local e mobilidade de orientação.”
Com isto promovemos a melhor qualidade do ar nos projetos, com a instalação de janelas amplas, portas de correr e uso de cobogós e muxarabi. A ventilação cruzada usa ao máximo o vento, mantendo a troca constante de ar. Se favorece a entrada de luz natural para trazer muito conforto aos usuários do espaço. A bem vinda construção de paredes e telhados verdes. Espaços generosos e confortáveis para descanso em lugares corporativos, de trabalho e de estudo.

Vamos nos reconectar com a natureza, recuperar nossas energias e manter o moral elevado, o design biofílico nos dá todas as condições.
Até a próxima coluna, querido (a) leitor (a) do Portal Som de Papo, neste espaço você estará sempre confortável e com o bem-estar renovado.
Angelica Schianta é Artista Plástica, Arquiteta, Urbanista, Conservadora/Restauradora de Bens Culturais.
@angelica_schianta
Fontes de pesquisa e imagens:
www.blog.archtrends.com
www.condomíniosverdes.com.br
www. hiroyukioki.com.br
www.vivadecora.com.br
www.vobi.com.br



